sexta, 12 de julho de 2024
04/06/2024

Empreendedores já acessaram R$ 1 bilhão em empréstimos com o fundo de aval do Sebrae neste ano


Nesta segunda (3), o presidente do Sebrae, Décio Lima, acompanhado da diretoria executiva do Sebrae em Santa Catarina, Carlos Henrique Ramos Fonseca, Anacleto Angelo Ortigara e Fábio Búrigo Zanuzzi, anunciou a marca de R$ 1 bilhão de crédito com o fundo de aval do Sebrae, que está disponível no Programa Acredita, do governo federal, referente aos primeiros meses de 2024. A entrega simbólica foi feita ao casal, Priscila dos Santos e Marco Fonseca, donos da Panificadora Horizonte, em Florianópolis. 
 
Priscila e Marcos estão entre os empreendedores que tiveram acesso a crédito assistido do Sebrae. Ao todo, o volume de crédito concedido representa R$1 bilhão de crédito acessado pelos empreendedores de pequenos negócios brasileiros com o Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), do Sebrae. 
 
No total, cerca de 20 mil operações foram realizadas com os recursos do fundo de janeiro a maio do ano passado. No total, 29 instituições bancárias estão aptas a ofertar os recursos que foram possibilitados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae e que vai viabilizar R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.
 
“Nós temos uma desigualdade de acesso a crédito. Foi por isso que o governo federal lançou o Acredita Brasil, do qual o Sebrae faz parte como avalista na tomada de crédito. Atualmente, os empreendedores de pequenos negócios enfrentam um sistema financeiro que foi feito para as grandes empresas – 6,3 milhões de microempreendedores que estão inviabilizados economicamente. Por isso, o Sebrae une-se ao Programa Acredita como parceiro estratégico na missão da retomada de um Estado atuante, sendo o maior avalista para aqueles que mais precisam de garantia na hora de negociar com os bancos”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima. “Antes do programa Acredita, apenas 12% das micro e pequenas empresas obtiveram crédito. Cerca de 88% desses empresários não conseguiam financiar os seus negócios, em muitos casos, por falta de garantia. É para isso que estamos abrindo a porta das instituições financeiras para que esses empreendedores possam continuar gerando emprego e renda”, assegura.
 
Os estados que primeiro saíram na frente com os recursos são Minas Gerais, que representam mais de 21% das operações realizadas. Na sequência estão os empreendimentos do Paraná (19,7%), São Paulo (14,9) e Santa Catarina (10%). 
 
“Por meio do fundo de aval do Sebrae, o empreendedor passa a ter crédito assistido e orientado. O Sebrae pega na mão deste pequeno empreendedor, que precisa deste apoio para sair da situação de endividamento. É um grande momento para que esta base da economia brasileira, hoje representada pelos pequenos negócios – que são 95% das empresas brasileiras, 30% do PIB, geram 8 de cada 10 empregos do país –, possa atuar, crescer, gerar mais oportunidades e inclusão. São brasileiros e brasileiras que acordam e geram riquezas nas suas cidades e bairros, que garantem sua própria sobrevivência”, esclarece. 
 
Santa Catarina: R$100 milhões em crédito 
 
Somente em Santa Catarina, mais de R$100 milhões em crédito foram liberados aos empresários do Estado, o que representa mais de 10% do total no país. A empresária Priscila dos Santos Xavier Fonseca, sócia juntamente com o marido na Panificadora Horizonte, em Florianópolis, foi uma das beneficiadas pelo Fampe e teve acesso a um empréstimo de R$ 25 mil. Ela conta que trabalhou a vida toda como empregada doméstica, enquanto o companheiro atuava com segurança na mesma panificadora. Até que, no final do ano passado, eles viram uma oportunidade de fazer uma mudança de vida. O então proprietário, planejando sua aposentadoria, decidiu vender o negócio e fez uma proposta de venda ao casal. Priscila e o marido venderam o carro e resolveram arriscar. O passo seguinte foi investir em melhorias no ambiente, como pintura, renovação dos uniformes dos funcionários, entre outras mudanças. No último mês de abril eles conseguiram um empréstimo pelo Sicoob, com aval do Fampe.
 
“Eu era empregada doméstica, trabalhava de forma informal. Nunca havíamos empreendido. Os primeiros meses foram difíceis, caímos de paraquedas. De repente tínhamos 11 pessoas dependendo do sucesso do nosso negócio. Foi a partir daí que procuramos o Sicoob em busca do crédito e, com isso, temos seguido até então”, conta Priscila.
 
Na tarde desta segunda-feira, a Priscila e o Marco receberam das mãos do presidente do Sebrae um voucher de R$ 3 mil para se beneficiar das consultorias oferecidas pelo Sistema Sebrae, incluindo a de crédito assistido, para saber como aplicar os recursos na empresa.
 
“No dia a dia do nosso povo não há quem acorde de manhã e não visite um lugar parecido com esse. Ele é importante, especialmente nessa ocasião, porque estamos consolidando aqui a nossa pauta de R$ 1 bilhão em crédito para negócios como este. Essa é a maior carteira de crédito já oferecida aos pequenos negócios que estão pulverizados nas cooperativas de crédito e que têm essa capilaridade espalhada pelo território brasileiro. No nosso país, não temos a cultura do aval e os bancos só liberam o crédito se dermos a garantia. E é isso que o Sebrae está fazendo junto aos pequenos negócios”, conclui Décio Lima.
 
Crédito Consciente
 
Para ampliar a consciência e segurança dos empreendedores na obtenção de empréstimo, o Sebrae disponibilizou a página do Crédito Consciente. A plataforma explica de forma didática como avaliar a real necessidade do crédito, conhecer as linhas de crédito disponíveis e conhecer o fundo de aval, além de ajudar no planejamento financeiro da empresa.

 



Blog

Cooperativas do setor agropecuário geram 60 mil empregos em Santa Catarina

A Cidasc destaca o papel dessas cooperativas no apoio às medidas de defesa vegetal, sanidade animal e uso de insumos
O Dia Internacional do Cooperativismo, criado pela Aliança Cooperativa Internacional, há 100 anos, é celebrado todo primeiro sábado do mês de julho. Em Santa Catarina, o movimento cooperativista é bastante forte. São 249 cooperativas em atividade, em ramos diversos, como crédito, infraestrutura, consumo, trabalho, serviços de saúde, transporte e agropecuária.

No segmento agropecuário, 49 cooperativas congregam mais de 83 mil cooperados, que geram  empregos para mais de 60 mil pessoas, sendo parceiras do poder público em projetos importantes para o fortalecimento do setor. Um exemplo são as ações de defesa agropecuária desenvolvidas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As cooperativas ajudam a levar ao produtor informações sobre medidas de defesa vegetal, como o vazio sanitário da soja, sobre sanidade animal e sobre uso de insumos.

“O cooperativismo traz para nós valores como autoajuda, autorresponsabilidade, igualdade, equidade. São valores éticos, de responsabilidade mútua, de cuidado com o outro. São modelos de negócios que colocam o ser humano no centro de tudo, em que se constrói um mundo em que ninguém é deixado para trás. Isso representa muito do trabalho dos catarinenses. Santa Catarina tem a produção que tem, na qualidade que tem, em grande parte pelo espírito cooperativista”, destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Este ano, o Dia Internacional do Cooperativismo teve como tema "Cooperativas constroem um mundo melhor". A presidente da Cidasc considera que ele expressa corretamente o impacto do cooperativismo catarinense, que movimenta a economia de muitos municípios e ajuda os produtores rurais a crescerem e perseverarem na atividade agropecuária.

O aprimoramento da produção também tem aproximado a Cidasc e algumas cooperativas que beneficiam produtos de origem vegetal. Cooperserra, Auriverde e Cooperja aderiram ao Selo de Conformidade Cidasc, uma certificação de processo para empresas que implementam com sucesso um Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos. Todas foram aprovadas em auditoria e já podem ostentar o SCC na embalagem de seus produtos e em materiais promocionais.

As três já assinaram novos contratos para certificar outros processos de fabricação de alimentos. Após certificar o beneficiamento das frutas, a Cooperserra busca obter o selo também para produtos à base de maçã, como petiscos e sucos. A Cooperja já conquistou o selo para o beneficiamento de arroz e assinou recentemente mais um contrato com a Cidasc para certificar também a produção de farinhas. Na Cooperativa Auriverde, o próximo passo é obter o SCC para sua unidade de produção de panificados congelados.

A adesão ao Selo de Conformidade Cidasc é voluntária. Uma das vantagens é permitir às agroindústrias comprovarem seu compromisso em ofertar alimentos produzidos com elevados padrões sanitários, se diferenciando no mercado.

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do gás de cozinha

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que aumentará em R$ 0,20 o preço do litro da gasolina a partir desta terça-feira (9). Com o reajuste, de 7,12%, o preço de venda da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,01 por litro.
O impacto no preço da gasolina vendida ao consumidor final, que tem 27% de etanol em sua composição, deverá ser de R$ 0,15 por litro. No entanto, o valor cobrado pelos postos de combustível depende de cada varejista, uma vez que ainda são incluídos no valor as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

Segundo a Petrobras, esse é o primeiro reajuste da gasolina neste ano. A última vez que a estatal havia modificado o preço do produto havia sido em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento ocorreu em 16 de agosto daquele ano (16%).

GLP
A Petrobras também anunciou aumento do preço do gás de cozinha (GLP), que subirá R$ 3,10 por botijão de 13h kg (9,81%) e passará a custar R$ 34,70. O último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022.

ExpoSuper 2024 proporciona grandes oportunidades para empresários entusiastas

A ExpoSuper 2024, a maior feira de varejo de Santa Catarina, realizada em Balneário Camboriú, foi palco para o sucesso de diversos empreendedores do segmento de alimentos e bebidas. No estande do Sebrae/SC, 30 empresários tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e conquistar novos clientes entre os mais de 25 mil visitantes.

A participação na ExpoSuper proporcionou aos empreendedores uma plataforma valiosa para se destacarem no mercado, ampliarem sua rede de contatos e conquistarem novas horizontes de negócio. “Essa foi uma oportunidade única para as empresas se exporem para um público amplo e diverso”, afirmou o gestor estadual do projeto de Alimentos e Bebidas do Sebrae/SC Adriano Alves. “A feira proporcionou visibilidade e reconhecimento para os empreendedores locais, fortalecendo o setor de alimentos e bebidas no estado”, complementou.

CONECTANDO O VAREJO COM O FUTURO

Selito Antônio Bordin, proprietário da Pampa Indústria e Comércio (Cachaça Refazenda) em Xanxerê, foi um dos convidados a expor seus produtos no estande do Sebrae/SC durante a ExpoSuper 2024. A experiência foi positiva, como sempre. “O Sebrae/SC sempre nos proporciona oportunidades incríveis, e para minha empresa foi fundamental. A participação na feira rendeu bons resultados, com diversos contatos, alguns já resultando em negócios durante a ExpoSuper e outros ainda em andamento. Foi muito importante essa possibilidade de fidelizar clientes diferentes”, destacou Bordin.

Além dos resultados concretos em vendas, a participação na feira proporcionou outros benefícios à Pampa Indústria e Comércio. Como por exemplo relacionamento com outros participantes e empresas, trocar experiências e informações com outros expositores e visitantes, visibilidade da marca e novos contatos. “A ExpoSuper sempre é um grande evento, e eu fiquei muito feliz por ter sido convidado. Agradeço ao Sebrae/SC por todo o apoio e pelas oportunidades que nos proporcionam”, enfatizou.

Para o proprietário da empresa Fazenda Dragão de Guarujá do Sul, Claudir Olímpio Gräf, a participação na ExpoSuper 2024 foi uma oportunidade valiosa para ampliar a visibilidade da empresa e gerar novos negócios. “A experiência foi muito positiva”, afirmou Gräf. “Conseguimos contato com novos clientes e potenciais parceiros, o que nos abre um leque de oportunidades para o futuro”.

Gräf destacou que já está em negociação com alguns dos contatos feitos na feira, incluindo um possível representante comercial. A empresa também está prospectando novos pontos de venda. O público da feira demonstrou grande interesse pelos produtos da Fazenda Dragão, o que reforça o potencial de mercado. Gräf também buscou firmar novas parcerias estratégicas para impulsionar o crescimento da empresa.

O empresário está otimista em relação ao futuro da Fazenda Dragão e acredita que a participação na ExpoSuper 2024 foi um passo importante para alcançar os objetivos da empresa. “Estamos muito animados com as perspectivas que se abriram para nós”, afirmou. “Trabalharemos duro para aproveitar ao máximo as oportunidades que vão surgir”.

O proprietário da Kufner Indústria de Bebidas e Alimentos de Lajeado Grande, Danny Elson Kufner, comentou que sem conhecer o local do evento, aceitou de antemão o convite do Sebrae/SC, pois tinha em mente a oportunidade que seria para a empresa. “Muitas pessoas vieram ao nosso estande, não conseguia nem sair para almoçar, pois o tempo todo havia interessados em conhecer mais sobre os nossos produtos. Conseguimos contatos com futuros clientes e desde o retorno da feira estamos alinhando. Foi muito bom estar lá para as pessoas conhecerem o nosso produto da destilaria Kufner. Muitos clientes virão nos visitar aqui no oeste para fechar negócios comigo e com outros parceiros aqui da Região”, finalizou.

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5 Dicas para começar o seu Planejamento Financeiro

Planejamento financeiro é algo essencial para a vida de todas as pessoas, tanto na esfera pessoal quanto na profissional. Através do planejamento financeiro, é possível organizar gastos e atingir metas de forma mais assertiva.

Encontrar equilíbrio financeiro é um dos maiores anseios da população. Apesar de parecer impossível conquistar a estabilidade, um bom planejamento é o primeiro passo. O sócio-fundador da assessoria de investimentos Septem Capital, Leandro Lopes, destacou 05 dicas fundamentais para quem quer deixar o medo do dinheiro e organizar a vida financeira:

1. Entenda a sua realidade financeira

Compreender a sua realidade financeira é o pontapé inicial para identificar seu limite de gastos, os custos fixos e dívidas, sua renda mensal e extra, além de avaliar a necessidade de múltiplas contas e cartões de crédito. 

2. Organize os gastos

Utilize tabelas, planilhas, listas, aplicativos ou qualquer ferramenta que ajude na organização dos dados financeiros. Nelas, você pode anotar todas as despesas mensais e de longo prazo, facilitando também a criação de uma reserva de emergência. 

3. Entenda sobre finanças

Busque entender as diversas aplicações do dinheiro, aumente as chances de encontrar oportunidades, seja em investimentos, abertura de novas contas ou até mesmo na compreensão dos juros. Isso ajuda na escolha das melhores opções de cartões de crédito e seus benefícios. 

4. Trace metas

Com objetivos traçados, é mais fácil desenhar a melhor estratégia. Saber o quanto precisa economizar para viajar, comprar uma casa, fazer um procedimento mais caro ou realizar qualquer outro sonho permite alcançá-los com planejamento, tempo e sem sobrecarregar as finanças. 

5. Clássica conselho: economize!

Parece simples, mas essa orientação é a mais valiosa. Economizar, mesmo em pequenos gastos, evitando compras por impulso, vai "limpando" o caminho aos poucos. Para quem tem dificuldades ou não quer fazer grandes mudanças no presente, diminuir os gastos é um ótimo começo.

Todas essas dicas podem ser aplicadas para qualquer objetivo, seja quitar dívidas, realizar viagens dos sonhos ou alcançar a estabilidade financeira. Leandro Lopes destaca a importância do planejamento financeiro a longo prazo para a obtenção de resultados significativos. 

“Planejamento é a base para alcançar o sucesso em qualquer área da vida. Seja qual for o objetivo do investidor, é crucial ter conhecimento de todas as etapas de um planejamento para, então, colocá-lo em prática. É crucial revisar periodicamente o planejamento e adequar-se às mudanças que podem ocorrer, tais como: mudanças de renda, estrutura familiar, saúde, sucessão financeira, entre outros“.

Avaliado em R$ 15,7 milhões, apartamento impressiona com peças assinadas por designers de diversos países

O empreendimento Infinitá Treehouse, da Blue Heaven Empreendimentos, localizado em Itajaí/SC, uma das regiões mais valorizadas do país, tem chamado a atenção pelo apartamento decorado que é uma verdadeira obra-prima ao mesclar sofisticação, design exclusivo e uma forte conexão com a natureza. O projeto foi desenvolvido pela Architects Office que, ao lado da Triptyque Architecture, assina também o conceito arquitetônico do edifício. Com uma piscina de vidro suspensa na varanda, o imóvel tem peças assinadas por grandes designers de diversos países e que exploram formas, materiais e texturas, além de revestimentos inovadores como piso feito com pedras vulcânicas. Avaliado em R$ 15,7 milhões, tem 437 metros quadrados e, cercado de vidros do chão ao teto com vista para o mar e para a Marina Itajaí , foi inspirado no universo náutico. Integra elementos com linhas fluidas e materiais nobres, assim como em um iate de luxo e, ao mesmo tempo, e atemporal. O Infinitá Treehouse tem VGV Total de R$ 150 milhões e 10,5 mil metros quadrados construídos, sendo 15  apartamentos, um por andar.

“O estilo adotado no projeto de interior é contemporâneo, com toques de sofisticação e muitas funcionalidades. Essa inspiração é evidente nas escolhas de materiais naturais como pedras, madeiras e têxteis, que estabelecem uma ligação harmoniosa entre o mar e a mata e proporcionam uma atmosfera serena e acolhedora. As peças de design assinadas adicionam um toque de exclusividade e refinamento”, comenta o gerente de criação da Architects Office, Raphaell Valença. 

Entre as peças assinadas, destaque para a poltrona “Cuca” de Zanine Caldas, a mesa de centro “Água” de Domingos Tótora, a banqueta “Joy” de Jader Almeida, a poltrona “Daruma” de Ale Alvarenga, a luminária “Cesta” de Miguel Milá e a luminária “Tolomeo” de Michele De Lucchi e Giancarlo Fassina. “Estas peças, além de serem esteticamente agradáveis, são feitas com materiais nobres e têm design consagrado, o que proporciona a sensação de diversidade e curadoria ao ambiente”, complementa Valença.

"O apartamento decorado representa mais do que um produto à venda no mercado; é uma mostra arquitetônica impressionante. Localizado no bairro Fazenda, um dos que mais valorizam em Itajaí pela sua localização estratégica, vizinho a Balneário Camboriú, o Infinitá Treehouse oferece uma experiência única de luxo conectado à natureza. Estar cercado por paisagens deslumbrantes faz deste empreendimento um verdadeiro refúgio. Além disso, a proximidade com a Marina Itajaí proporciona a conveniência de ter sua lancha por perto, permitindo escolher sua praia favorita com facilidade. Nosso objetivo foi criar um espaço que proporciona não apenas conforto e sofisticação, mas também uma profunda conexão com o ambiente natural e que respeite e valorize os elementos que tornam esta região tão especial," afirma o CEO da Blue Heaven Empreendimentos, Fabrício Bellini.

Toda a marcenaria do apartamento foi feita pela Ornare, com lâmina 100% natural italiana.
A integração de sistemas de automação para som, iluminação, persianas e cortinas, gavetas e ar condicionado, todos operados pela Alexa, proporcionará aos futuros moradores um conforto adicional. A possibilidade de criar diferentes cenários de iluminação, escolher a trilha sonora do dia, controlar a privacidade com as cortinas e ajustar a temperatura do ambiente, tudo de forma prática e intuitiva, elevaram ainda mais a experiência. Outras novidades tecnológicas como controle da própria churrasqueira são mais destaques. Além disso, o projeto prioriza a sustentabilidade e a eficiência energética, com iluminação 100% LED. 

Sobre a Blue Heaven Empreendimentos 

Comandada pelo especialista em mercado imobiliário Fabricio Bellini, com mais de 20 anos de experiência, a Blue Heaven Empreendimentos tem a missão de oferecer um jeito de morar inovador e de alto conforto em harmonia ao meio ambiente. Com a filosofia "Building With Nature", a empresa coloca sua inteligência construtiva e tecnologia a serviço do equilíbrio da vida. Seus projetos exclusivos são expressões da colaboração entre renomados arquitetos, inovações em materiais construtivos, acabamentos, mobiliário e a busca incessante pela conexão entre o ser humano e natureza, contribuindo com o valor de sustentabilidade em sua essência, além de trazer arte às regiões que estão inseridos.

https://blueheaven.com.br/ 

Iate de luxo com tecnologia aeroespacial será destaque no Marina Itajaí Boat Show

Um verdadeiro ícone  de inovação e tecnologia, o iate de luxo Azimut 74, que traz inovações ao mundo náutico, é fabricado com fibra de carbono 100% pura, material que também é utilizado em foguetes e carros de Fórmula 1. A embarcação, que chama a atenção mesmo à distância, estará em exposição no Marina Itajaí Boat Show, de 4 a 7 de julho, em Itajaí, no litoral catarinense. Com 23 metros de comprimento e o equivalente a cerca de 250 m²,  irá impressionar os visitantes do maior evento náutico do Sul do Brasil. O modelo é fabricado pelo estaleiro italiano Azimut Yachts, líder mundial na fabricação de iates de luxo e pioneiro em trazer o uso da fibra de carbono em grandes estruturas de barcos de lazer A marca tem unidade produtiva em Itajaí/SC, única fora da Itália. Durante os 4 dias de boat show são esperadas mais de 20 mil pessoas.

“A Azimut 74 é um ícone de luxo e tecnologia admirada por clientes do mundo todo e exemplo de inovação graças às novidades trazidas pela marca de forma constante e estudos feitos em nosso centro de pesquisas na Itália. Com o uso da fibra de carbono conseguimos uma redução de 30% no peso da superestrutura e isso resultou em melhor desempenho, navegabilidade, além de alta segurança por ser um material de resistência superior. Além disso, o uso extensivo da fibra de carbono possibilita que a embarcação tenha um design mais arrojado e esportivo, e também primorosos acabamentos, já que é uma tecnologia mais maleável para a moldagem”, explica o CEO da Azimut Yachts Brasil, Francesco Caputo.


O interior da Azimut 74 é um espetáculo à parte, com acabamentos sofisticados e projetado pelo departamento de arquitetura e design da Azimut Yachts. Os móveis são revestidos com tecidos, pedras e madeiras nobres, aliados a um sistema de iluminação em LED com luminárias de design embutidas no teto, que criam uma sensação de aconchego, amplitude e bem-estar. A sala de estar conta com um grande sofá em forma de "C" e poltronas confortáveis, enquanto as janelas panorâmicas que contornam a embarcação oferecem vistas deslumbrantes e maior conexão com a natureza.


No convés inferior, a Azimut 74 oferece quatro amplas cabines, que recebem confortavelmente até oito convidados. Destaque para a cabine principal, localizada no centro do barco, equipada com uma pequena sala de refeições, banheiro privativo e estofamento revestido em couro marfim. O flybridge de 40 m² se assemelha a um terraço sobre as águas, ideal para momentos de confraternização, com um segundo posto de comando e mesa dobrável que pode ser transformada em solário.


O estande da Azimut Yachts no Marina Itajaí Boat Show terá  mobiliário da Zeea, que criou lounges com móveis de design exclusivo, além de tapetes artesanais produzidos pela Decoralle. A grife Jorge Bischoff também marcará presença com seu lifestyle diferenciado para a equipe e os clientes com peças personalizadas e exclusivas feitas especialmente para a marca.
Além da Azimut 74, estarão em exposição os modelos Atlantis 51, Azimut 56, Azimut 62 e Azimut Grande 27 Metri, todos produzidos no parque fabril de Itajaí. 
Sobre a Azimut Yachts

Azimut Yachts é uma marca do Grupo Azimut | Benetti com matriz na Itália. Com suas coleções Atlantis, Verve, Magellano, Flybridge, S e Grande, oferece a maior variedade de iates de 40 a 120 pés e é reconhecida como a maior fabricante de iates de luxo do mundo. Está presente em mais de 70 países por meio de uma rede de 138 centros de vendas e assistência. Além disso, conta com fábrica no Brasil desde 2010, que produz embarcações entre 51 e 100 pés.

FIESC debate oportunidades de negócios no exterior para setor de moda

As oportunidades para que as empresas relacionadas com o mercado da moda catarinense conquistem mercados no exterior são tema do Workshop de Internacionalização organizado pela Câmara de Desenvolvimento da Indústria Têxtil, Confecção, Couro e Calçados e a Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com a colaboração do SCMC Santa Catarina Moda e Cultura. 

O evento está marcado para o dia 11 de julho, das 9h30 às 15h na Associação Intersindical de Itajaí. Pela manhã, a programação traz palestra sobre os desafios da internacionalização e sobre as oportunidades de parcerias comerciais usando ferramentas como a inteligência comercial.

No período da tarde, a diretora da Mensageiro dos Sonhos, Rita Conti, conta a experiência da marca com a internacionalização. O workshop traz ainda palestra de Wanessa Cabidelli, da secretaria de desenvolvimento social de Minas Gerais, que fala sob

Há 30 anos, Plano Real derrubava hiperinflação e estabilizava economia

Um dos planos mais inovadores da economia mundial completa 30 anos nesta segunda-feira (1º). Há exatamente três décadas, o cruzeiro real, uma moeda corroída pela hiperinflação, dava lugar ao real, que estabilizou a economia brasileira. Uma aposta arriscada que envolveu uma espécie de engenharia social para desindexar a inflação após sucessivos planos econômicos fracassados.
Em meio a tantos indexadores criados para corrigir preços e salários, a equipe econômica do então governo Itamar Franco criou um superindexador: a Unidade Real de Valor (URV). Por três meses, todos os preços e salários foram discriminados em cruzeiros reais e em URV, cuja cotação variava diariamente e era mais ou menos atrelada ao dólar. Até o dia da criação do real, em que R$ 1 valia 1 URV, que, por sua vez, valia 2.750 cruzeiros reais.

“Tem uma expressão popular ótima, que é o engenheiro de obra feita. Depois que fez, dizia: ‘Ah bom, devia ter feito assim.’ Mas durante o processo... Vamos lembrar, foi um processo extraordinariamente arriscado, difícil, com percalços, podia ter dado errado em vários momentos”, relembrou o economista Persio Arida, um dos pais do Plano Real, em entrevista à TV Brasil, durante o lançamento em São Paulo do livro sobre os 30 anos do plano econômico.

Ao indexar toda a economia, a URV conseguiu realinhar o que os economistas chamam de preços relativos, que medem a quantidade de itens de bens e de serviços distintos que uma mesma quantia consegue comprar. Aliado a um câmbio fixo, no primeiro momento, e a juros altos, para atrair capital externo, o plano deu certo. Em junho de 1994, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha atingido 47,43%. O indicador caiu para 6,84% no mês seguinte e apenas 1,71% em dezembro de 1994.

Plano Larida
Batizada de Plano Larida, em homenagem aos economistas André Lara Resende e Pérsio Arida, a ideia de uma moeda indexada atrelada à moeda oficial foi apresentada pela primeira vez em 1984. Em vez de simplesmente cortar gastos públicos para segurar a inflação, como preconiza a teoria econômica ortodoxa, o Plano Larida foi parcialmente inspirado numa experiência heterodoxa em Israel no início dos anos 1980.

No país do Oriente Médio, os preços e os salários foram temporariamente congelados para eliminar a inércia inflacionária, pela qual a inflação passada alimenta a inflação futura. Posteriormente, foi feito um pacto social para aumentar os preços o mínimo possível, e o congelamento foi retirado, reduzindo a inflação israelense.

Uma ideia semelhante chegou a vigorar no Plano Cruzado, em 1986. A estabilização, no entanto, naufragou porque o congelamento estendeu-se mais que o esperado e, temendo repercussões nas eleições parlamentares daquele ano, a primeira pós-ditadura, o governo José Sarney não implementou medidas de controle monetário (juros altos) e fiscal (saneamento das contas públicas). Na época, não existia a Secretaria do Tesouro Nacional para centralizar as contas do governo, e os gastos públicos eram parcialmente financiados pelo Banco Central e pelo Banco do Brasil.

Consenso político
O sucesso do Plano Real, no entanto, não se deve apenas à URV. Num momento raro de consenso político e de cansaço com a hiperinflação, o Congresso Nacional foi importante para aprovar medidas que saneavam as contas públicas. Uma delas, a criação do Fundo Social de Emergência, que desvinculou parte das receitas do governo e flexibilizou a execução do Orçamento ainda no segundo semestre de 1993.

Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que o entrosamento político foi essencial para o sucesso do Plano Real. “Houve uma ação política de um governo transitório, do presidente Itamar Franco. Desprovido de vaidade, que cedeu protagonismo ao presidente Fernando Henrique Cardoso [então ministro da Fazenda]. Houve uma perfeita harmonia entre a política e a economia para impactar no social, com um Congresso desorganizado após o impeachment do ex-presidente Collor”, ressalta.

Um dos criadores do Plano Real e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Franco diz que o Plano Real envolveu a angariação de apoio político antes de ser posto em prática.

“O Plano Real é uma política pública que envolveu gente que entende do assunto, que conversa entre si e se organizou sob uma liderança política para explicar conceitos e arregimentar apoios políticos. Depois, entrou toda uma engenharia social de fazer acontecer um empreendimento coletivo tão importante, que precisa engajar todo um país. Isso não é simples”, destacou o economista no lançamento do livro dos 30 anos do plano.

Benefícios
Outro pai do Plano Real, o economista Edmar Bacha, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no início do governo Fernando Henrique, diz que o objetivo do plano era fundamentalmente acabar com a hiperinflação. Segundo ele, outras melhorias econômicas, como o aumento do poder de compra, vieram depois.

“Ao acabar com a hiperinflação, o plano deu poder de compra ao salário do trabalhador. O salário não derretia mais, e o trabalhador não tinha de correr para o supermercado no primeiro dia em que recebia o seu salário para chegar antes das maquininhas remarcadoras de preços. Todo esse pandemônio que era a vida do brasileiro com a inflação ficou para a história. Para imaginar o legado do plano, compara com a Argentina hoje, que está tentando fazer o que fizemos com sucesso há 30 anos”, diz Bacha.

Reconhecimento
Três décadas depois, economistas de diversas correntes reconhecem o sucesso do Plano Real em acabar com a hiperinflação.

“O maior ganho do plano real foi trazer a inflação para níveis civilizados, de qualquer país com um sistema econômico minimamente normal. Hoje, a inflação está de 4% a 5% por ano. O mérito do Plano Real foi principalmente civilizatório. Do jeito que era no Brasil, quem mais sofria as consequências eram os mais pobres”, diz o economista Leandro Horie do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que critica o impacto da política de juros altos sobre a indústria.

Também crítica dos juros altos e da dependência da economia brasileira do agronegócio, a economista Leda Paulani diz que o fim da indexação dos preços foi o principal benefício do Plano Real. “Foi um grande sucesso do ponto de vista da estabilidade monetária e conseguiu dar estabilidade humanitária à economia brasileira. O Plano Real conseguiu criar um remédio especial para uma inflação muito especial que a gente tinha, que era uma inflação marcada pelo processo de indexação”, declara.

Economista-chefe da Way Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo classifica o Plano Real como o mais bem-sucedido plano de estabilização econômica na história global recente. “Foi muito bem elaborada a questão da URV, como você falou. O Plano Real usou tanto medidas ortodoxas, de ajuste fiscal e juros altos, para combater a inflação, como heterodoxo, que envolveu a criação de uma moeda paralela temporária”, relembra.

Virene Matesco, da FGV, diz que se emociona ao dar aulas sobre o Plano Real. “Se hoje a nossa vida é muito melhor, é graças aos nossos economistas que construíram um plano que fez muito pouco estrago na economia. Em qualquer sociedade do mundo, o combate à inflação é extremamente doloroso e causa grandes transtornos. O Plano Real acaba com a hiperinflação com quase nenhuma dor. Foi um plano extremamente transparente, feito por etapas e muito bem comunicado à população”, diz.

*Colaborou Vanessa Casalino, da TV Brasil

Apesar de avanço do Pix, dinheiro físico resiste em 30 anos de real

Na feira do Largo do Machado, na zona sul do Rio de Janeiro, o pagamento eletrônico não é unanimidade. Com medo de taxas de maquininhas de cartão ou sem tempo para tirar o celular do bolso e abrir o aplicativo do Pix, há consumidores que ainda preferem pagar as compras com cédulas e moedas, apesar do avanço de meios eletrônicos de pagamento.
“Tenho usado muito [cartão de] débito e Pix, mas hoje terei de sacar dinheiro no banco. A mulher botou um real em cima dos limões que comprei porque o preço aumentou R$ 1 por causa da taxa de cartão”, diz a servidora pública Renata Moreira, 47 anos. “Há lugares estratégicos em que vou com dinheiro, cédula. Às vezes, o Pix dá trabalho porque tem de tirar o telefone da bolsa [em lugares de risco] e tem de ter acesso à internet”, completa.

Segundo o Banco Central (BC), a circulação de papel-moeda persiste em 30 anos de criação do real. Na última sexta-feira (28), conforme as estatísticas mais atualizadas da autoridade monetária, existiam R$ 347,331 bilhões de cédulas e de moedas em circulação na economia, o equivalente a 3,13% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A proporção está diminuindo após a pandemia de covid-19. Em informações exclusivas repassadas à Agência Brasil, o Departamento de Meio Circulante do BC informa que o percentual de papel-moeda em circulação subiu de cerca de 2% em meados dos anos 1990 para um valor ligeiramente abaixo de 4% em 2007. A proporção manteve-se ao redor desse nível até 2019, disparando para 5% do PIB em 2020, com a criação do auxílio emergencial durante a pandemia.

Segundo o BC, após a pandemia de covid-19, o valor de cédulas e de moedas em circulação tem se mantido estável em torno de R$ 345 bilhões, com a proporção em relação ao PIB caindo. “Apesar do surgimento de novos meios de pagamento, como o Pix, para apresentar impactos sobre os hábitos de uso dos meios de pagamento anteriormente existentes será necessário algum tempo, a fim de que a evolução desses impactos possa ser claramente mapeada”, informou o Departamento de Meio Circulante em nota.

Comparação
Em maio, o Pix movimentou R$ 2,137 trilhões, o equivalente a 19,26% do PIB. A quantia e o percentual, no entanto, não podem ser diretamente comparados com os 3,13% do PIB em cédulas e em moedas. Isso porque o Banco Central mede o valor de todas as transações eletrônicas, enquanto o dinheiro físico é calculado com base no estoque fora dos bancos, sem considerar as movimentações.

Segundo BC, o sistema de transferências instantâneas, que funciona 24 horas por dia, tem favorecido a inclusão financeira da população. Conforme dados da Gerência de Gestão e Operação do Pix, ao considerar transações até dezembro de 2022, mais de 71,5 milhões de pessoas que não faziam transferências eletrônicas antes do Pix passaram a fazer esse tipo de operação.

Em relação às faixas de renda, o sistema é usado por pessoas de todos os estratos financeiros. Conforme a edição mais recente do Relatório de Gestão do Pix, possuem pelo menos uma chave Pix 71% das pessoas com um salário mínimo, 85% entre um e dois salários mínimos, 86% das pessoas de dois a cinco salários mínimos, 90% entre cinco e dez salários mínimos e 89% a partir de dez salários mínimos.

Idade
O principal fator de resistência ao Pix e de preferência pelo papel-moeda e pelo cartão de plástico, no entanto, é a idade. Segundo o mesmo relatório, 93% das pessoas de 20 a 29 anos possuem uma chave. A proporção permanece em níveis semelhantes nas demais faixas etárias: 91% de 30 a 39 anos e 92% de 40 a 49 anos. Nas faixas seguintes, o percentual cai: 79% de 50 a 59 anos e apenas 55% na faixa acima de 60 anos.

Frequentadora da feira do Largo do Machado, a aposentada Marina de Souza, 80 anos, personifica a reticência com o Pix, preferindo cartões e dinheiro físico. “Não pago com Pix. Não gosto. Pago mais com cartão de débito, menos na feira, onde só uso dinheiro porque eles anotam uma coisa, a gente se distrai, e eles cobram outra. Então tenho sempre aquele dinheirinho sacado, que fica reservado para a feira. As outras compras, só com cartão”, justifica.

“Ainda estou na fase do dinheiro e do cartão. Não sou muito de Pix ainda não. Tenho [uma chave], mas não aderi muito. Estou sempre com o dinheirinho para pagar as contas”, diz a dona de casa Hilda Pereira, 65 anos, também consumidora da feira do Largo do Machado.

Segundo o BC, parte da decisão de criar as modalidades de Pix saque e de Pix troco, onde o consumidor transfere um valor por Pix a um comércio e saca a diferença em espécie, deve-se à predileção pelo papel-moeda por parte da população. Conforme a autoridade monetária, a preferência é maior em municípios do interior com pouca cobertura bancária.

“A possibilidade de sacar dinheiro usando o Pix teve como objetivo propiciar melhores condições de oferta do serviço à sociedade, principalmente em regiões em que a cobertura da rede bancária é insuficiente. Parte da população brasileira ainda tem hábito de uso do dinheiro em espécie e carecia de uma rede adequada”, explicou o Banco Central em nota à Agência Brasil.

Endividamento
Professora de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco diz que a preferência pelo papel-moeda é desigual conforme a região do país. “Temos um país extremamente heterogêneo. Quero saber se nesse interiorzão do país alguém fala de Pix. Porque muita gente não tem celular moderno”, constata. Segundo ela, o maior avanço de transferências eletrônicas como o Pix, e futuramente o Drex (versão digital do real), está na redução de custos de transação e no aumento da velocidade de circulação da moeda.

Virene, no entanto, admite que o avanço dos sistemas eletrônicos de pagamento tem um risco associado: a ampliação da tendência de o cidadão endividar-se. “A velocidade da circulação aumenta violentamente, assim como a capacidade de o correntista entrar no vermelho. O problema piora com as apostas virtuais de joguinhos online. A tecnologia beneficia muita gente, mas também traz perigos”, adverte.

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