domingo, 09 de agosto de 2026
15/04/2025

Economia & Negócios: Itajaí se transformando


Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Itajaí se transformando
No topo de valorização imobiliária no país, Itajaí está passando por uma grande transformação urbana. Além do futuro projeto do túnel submerso ligando a cidade à vizinha Navegantes, terá um sistema de transporte coletivo regional 100% elétrico (BRT), o maior shopping náutico voltado para as águas, um parque náutico e empreendimentos visionários diversos. Enquanto isso, aquela conhecida ilha ao sul, que certa vez se autointitulou “Capital Turística do Mercosul” uma inventada “floresta urbana” é um dos vários motivos do estridente ambientalismo-caviar para empurrar infinitamente a um futuro incerto um de seus mais modernos empreendimentos recentes, um parque náutico na avenida principal da Capital. 


Mais desembargadores 
A tensão subiu às alturas em uma reunião do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de SC, onde a pauta foi projeto de aumento do número de desembargadores. Atualmente são 96 e a proposta é para a criação de mais 24 vagas. As correntes a favor e contra se equivalem em forças, aparentemente, e não há um consenso, por enquanto. A reunião teve que ser suspensa. A área de comunicação da corte estadual fez cara de paisagem para o assunto. 


Caged 2025
O Brasil gerou 137.323 novos empregos em janeiro deste ano. SC teve saldo positivo de 23.062. Os principais destaques foram Joinville (+2.777), Blumenau (+1.511), Chapecó (+1.207), Itajaí (+986) e Brusque (+660). Em fevereiro, o Brasil gerou 431.995 novos empregos e SC teve saldo positivo de 30.097. Os principais destaques foram: Joinville (+2.450), Itajaí (+2.427), Florianópolis (+1.271), Chapecó (+1.055) e Gaspar (+960). 


Correios 
Envolto em mais um déficit bilionário, por má gestão, como sempre, corrupção, os Correios têm editais abertos para a instalação de pontos de coleta em estabelecimentos comerciais em mais de 200 municípios do país. Em SC as oportunidades são para Araranguá, Biguaçu, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Palhoça, São José e Tubarão. Atualmente a empresa tem 12 daqueles pontos no Estado. 


Justiça podre
Integrantes, ex-integrantes ou auxiliares de pelo menos 14 tribunais do país são alvos de investigações e ações penais relacionadas a vendas de decisões judiciais. O número pode ser ainda maior, porque há apurações que correm sob sigilo, a cargo do Conselho Nacional de Justiça. Ressalva: na lista não estão incluídos nossos respeitados Tribunais de Justiça e de Contas de SC. Tomara que permaneçam assim. 


Marco histórico 
Vai para a história da violência em SC: no mês de março deste ano registrou-se o menor número de feminicídios dos últimos 10 anos no Estado: foram duas vítimas, contra 10 no mesmo período de 2024. A implantação das salas lilás e do botão do pânico ajudaram nisso. 


Sempre há alternativa
Contratar funcionários, negociar bons preços com fornecedores, não misturar as despesas pessoais com as da empresa, pagar as contas em dia. Para isso, preciso organizar melhor as contas, controlar o fluxo de caixa, acompanhar o desempenho financeiro e ... peraí, preciso lembrar também de capital para investir em tecnologia e fazer o meu negócio crescer. Mas de onde é que vou tirar todo esse dinheiro? Já sei, vou pegar um empréstimo! As palavras acima fazem parte da vida de grande parte dos micro e pequenos empresários brasileiros que, na esperança de fazer o negócio prosperar ou sair do buraco, muitas vezes acabam recorrendo a empréstimos, afundando ainda mais as finanças da empresa. Não é que esteja errado pegar empréstimo para sobreviver no mercado, mas às vezes ele não é o único caminho e existem outros meios mais saudáveis para a sua empresa. Inspirações não faltam no mercado brasileiro quando o assunto é empreendedorismo de sucesso. Além de cases inspiradores, há matérias que vão nortear você tanto no andamento da sua empresa como também sugerindo os melhores caminhos para quem quer investir, mas não sabe em quais segmentos há boas oportunidades no País. O mercado de vinhos brasileiros, por exemplo, registrou nos últimos anos o maior crescimento de consumo de vinho.  


Vergonha de mudar de opinião 
Existem pessoas que sofrem muito por não terem coragem de mudar de opinião. Como em algum momento do passado eles defenderam uma causa em que acreditavam com muita força e fervor, agora se sentem interiormente impedidas de mudar, de reconhecer que estavam enganadas, de aceitar que as outras pessoas estavam certas e não elas. Com isso sofrem muito. E o que é pior. Mesmo sabendo estarem erradas, continuam defendendo causas nas quais não acreditam mais, só por se sentirem incapazes de mudar de opinião, de pedir desculpas e dizer que pensaram melhor, estudaram novos argumentos e mudaram de ideia. Para algumas pessoas isso é impossível. Isso acontece a respeito de qualquer tema: costumes, saúde, religião, meio ambiente, política, etc. Pessoas que ficam prisioneiras de posições adotadas no passado são muito infelizes e pobres de espírito, pois não aceitam a realidade de que todos temos o direito de mudar de opinião, mudar de ideia, entender melhor os fatos, enfim, evoluir. 


Método educacional 
Discretamente, a Secretaria da Educação de SC está aplicando em 73 escolas públicas, como piloto, um novo método educacional de alfabetização rápida, desenvolvido na Alemanha e trazido ao Brasil por uma professora da rede pública de Alta Floresta, de Mato Grosso, em 2021. Baseado na neurociência cognitiva, que estuda como o cérebro aprende e processa informações, o sistema organiza as letras em blocos e prioriza a facilidade da prenuncia em vez da ordem alfabética. Também aplicado para alfabetizar jovens, adultos e imigrantes, como ocorreu em Joaçaba para ensinar português a 35 crianças estrangeiras do Haiti, Venezuela, Paraguai e Japão, o material utiliza fichas com quadros. No início, cada um apresenta uma única letra, acompanhada de cores que se repetem para reforçar a memorização. Com o avanço do aprendizado, os quadros passam a combinar diferentes letras, formando sílabas e, depois, palavras, avançando, em seguida, para a interpretação de frases e textos. 


Mapa do turismo 
O município de Guabiruba foi aprovado na renovação do Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta oficial do Ministério do Turismo, sendo classificado como um município com oferta turística complementar. O anúncio foi feito pela Secretaria de Indústria, Comércio, Desenvolvimento Econômico e Turismo, que destacou o esforço conjunto entre o poder público, iniciativa privada, comunidade e profissionais do setor. Essa classificação é fruto de um trabalho integrado e contínuo de valorização das riquezas naturais, culturais e gastronômicas de Guabiruba, afirma a pasta em nota oficial. 


Destinos
Empresa líder em tecnologia de viagens da América Latina, a Decolar analisou as buscas recentes por viagens para os feriados de abril, no período que vai do dia 18 (Sexta-Feira Santa) a 21 (Dia de Tiradentes). O levantamento revelou os 20 destinos nacionais e internacionais mais procurados. Entre os nacionais, Florianópolis comparece em 8º lugar e Navegantes em 11º. 

Azambuja 
Brusque sempre foi uma cidade onde a parceria público-privada funciona como poucas. Desde os tempos áureos da indústria têxtil, até hoje onde outros setores da indústria e do varejo se destacam, Luciano Hang, um protagonista deste movimento, é um ativista do movimento que busca fortalecer o Hospital Azambuja. Quem ganha é a população. Segunda-feira (7), o empresário esteve na coletiva de imprensa orquestrada pela instituição hospitalar e trouxe sua visão: “Ficamos impressionados com a demanda e precisamos aumentar nosso trabalho. Após o advento do Covid, precisamos nos preparar. Queremos mais leitos para não deixar ninguém esperando”, garante. 


Gelada
Urupema, na serra catarinense, que ostenta o título de cidade mais fria do Brasil, ganhou mais um dado suplementar na sua biografia: se tornou a mais fria do país em 2025 ao atingir a primeira temperatura negativa no ano, -0,2, recentemente, aferida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC. 


Medida acertada 
Uma das medidas oficiais de âmbito nacional mais acertada dos últimos tempos foi a que limitou o uso do celular nas salas de aula. Numa audiência pública na Assembleia Legislativa, seus inúmeros participantes concordaram quase unanimemente com a restrição, porém alertando para a importância do uso de tecnologia na educação. A lei prevê exceções e permite seu uso em sala para fins pedagógicos e em casos de emergências. 


Contas em dia 
No Balanço Geral de 2024 entregue ao Tribunal de Contas do Estado, o governador de SC destaca que o Estado está com todas as contas em dia e as despesas sob controle, o que garante investimentos em obras, programas, políticas públicas e serviços voltados ao atendimento das necessidades da população catarinense. Nenhum governador de anos recentes ousou dar e provar tais garantias. Não deixa de ser uma boa e saudável novidade. 


Escala 6x1
Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, diz que os catarinenses, gaúchos e paranaenses são os que menos aprovam a proposta de redução da jornada máxima de trabalho no país, atualmente de 44 horas semanais, com escala de seis dias de trabalho e um de descanso: 36% ante 56% a favor. Os nordestinos são os que mais aprovam: 74%. Na média nacional a proposta tem apoio de 65% e 27% contrários. 


Integração: indústria e comércio
A relação entre indústria e comércio é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das cidades do Vale do Itajaí Mirim. Essa sinergia cria um ciclo virtuoso que impulsiona a região como um importante polo produtivo, beneficiando tanto os setores empresariais quanto a população local. A base econômica da região possui uma economia diversificada, como indústrias de destaque nos setores têxtil, metalmecânico, plástico e de tecnologia, além de um comércio forte e dinâmico. Esse cenário é resultado de décadas de desenvolvimento, onde o espírito empreendedor e a busca por inovação moldaram um ecossistema propício à geração de empregos e renda. A Fiesc (Federação das Indústrias) segue comprometida com o fortalecimento dessa relação, apoiando iniciativas que promovam a capacitação, a renovação e a expansão dos negócios na região. O futuro do Vale do Itajaí Mirim depende da união desses setores, garantindo que a indústria e o comércio sigam caminhando juntos rumo a um desenvolvimento cada vez mais expressivo. 


MST x MCT
Em postagem em rede social, o governador de SC anunciou a criação, no Oeste de Santa Catarina, do Movimento dos Trabalhadores com Terra (MCT) em oposição ao Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), ainda forte na região, com prenúncios de invasões por estes dias para marcar a passagem do “Abril Vermelho”. “Se eles invadirem, o bangu vai roncar”, diz o vídeo, acrescentando que os invasores serão retirados em 24 horas, com aval da Justiça. Encerra o filme afirmando que se os sem-terra querem terra, “que as conquistem com suor”. 


Indo pelo ralo 
Através de seus deputados e senadores, o Congresso Nacional enviou R$ 4,48 bilhões a Estados e Municípios, de emendas parlamentares, somente no primeiro semestre de 2024, mas até hoje só houve prestação de contas de pequena parte dos gastos. Apenas R$ 627 milhões. Os outros R$ 3,8 bilhões ainda estão no limite, ou seja, não se sabe (ou se sabe?) como foram investidos. Dentre eles R$ 105 milhões para SC. Socorro! 


Confissões 
Fora da Globo desde 2020 e em cartaz no momento com a peça “O casal mais sexy da América”, a atriz Vera Fischer mantém sua imagem em alta com confissões inusitadas. Na de agora, feita no programa “Sem Censura”, da estatal TV Brasil, disse que por pouco não foi expulsa do Colégio Sagrada Família, de Blumenau, quando adolescente, em 1960, por fazer uma redação sobre os Beatles, com frases transparecendo sexo, drogas, LSD e uma viagem fictícia com a banda inglesa. O texto passou a circular entre os alunos do colégio, até chegar às mãos das freiras, que chamaram seus pais, luteranos e conservadores, para uma conversa. Justificou a eles que lia bastante e era “moderna”. E a vida dela seguiu adiante. 


Banda Etílicos e Sedentos 
A banda brusquense Etílicos e Sedentos anunciou o fim das atividades após 19 anos de carreira. O anúncio foi feito no Instagram da banda dia 7 último. O grupo já realizou mais de 300 shows e estava na ativa lançados cinco álbuns, 11 clipes e mais de 60 músicas. Na mensagem de despedida, a banda afirma que mantém o sentimento de dever cumprido em todo o tempo de estrada. A banda pretende fazer um show de despedida ainda este ano. A data e o local ainda não foram divulgados. 


Defesa da Facisc
Em nota divulgada á imprensa, a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) tomou posição clara, pedindo que governo do estado aumente o ICMS sobre importações realizadas por plataformas online. A medida tem como finalidade proteger as empresas catarinenses, especialmente os setores têxtil e confecção, que enfrentam concorrência desigual com gigantes internacionais. Atualmente, Santa Catarina cobra 17% de ICMS sobre compras internacionais feitas online. Desde o início do mês, 10 estados brasileiros passaram a cobrar 20%: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe. A Facisc argumenta que, sem um ajuste na política tributária estadual, SC pode perder ainda mais espaço para importações, prejudicando a indústria local e o setor produtivo catarinense. Enquanto outros estados estão elevando a taxação, SC mantém uma alíquota menor. Se isso continuar, corremos o risco de incentivar ainda mais as compras externas em detrimento da produção local. Nossa proposta é que o estado também ajuste a alíquota para 20%, para evitar essa migração e fortalecer nossa economia. 


Banco da Família 
 Fundado em 1998, em Lages, o Banco da Família atende clientes em mais de 300 cidades nos três estados do Sul. Em 2024, a instituição liberou R$ 167,5 milhões em crédito, aumento de 41% em relação a 2023. A maior parte do dinheiro: R$ 137,4 milhões, equivalente a 82% do total, foi destinada a pessoas com renda de até três salários mínimos. Para este ano, o Banco da Família projeta um aumento de 24,4% na carteira ativa, o que representa um acréscimo de aproximadamente R$ 50 milhões. O foco estará não apenas na ampliação da oferta de crédito, mas também na intensificação da educação financeira e na capacitação dos agentes de crédito para um atendimento mais especializado. 


Se explica 
Sob a gestão do baiano  Ednaldo Rodrigues, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentou o salário mensal que concede aos presidentes das federações estaduais de R$ 50 mil para R$ 215 mil. Por isso que todos, inclusive o catarinense Rubens Angioletti, fecharam as portas para o ex-craque Ronaldo Nazário, que pretendia disputar o cargo. É por isso também que tais cartolas se perpetuam no poder enquanto nosso futebol, que já foi o maior orgulho dos brasileiros, só colhe vexames.


Máscaras 
Certamente vai dar o que falar, principalmente dos negocionistas de plantão, projeto de lei que deve ir a plenário na Assembleia Legislativa, que torna obrigatório o uso de máscara de proteção facial a alunos, professores e funcionários das escolas da rede pública do Estado que apresentem sintomas gripais. O equipamento seria fornecido pelas próprias unidades de ensino. Perguntar não ofende: não seria melhor incentivar todos a tomar a vacina, que é de graça extremamente eficiente?


Desafio de inovação
A empresa Irmãos Fischer, de Brusque, conquistou o primeiro lugar no Desafio de Desenvolvimento e Inovação da Academia de Negócios da Fiesc. A premiação é resultado da participação no curso de extensão “Desenvolvimento de Produtos Inovadores para a Neoindustrialização – DPIN Fomento”, que teve duração de seis meses e contou com o apoio do BRDE. Segundo a direção da empresa, o reconhecimento é fruto do empenho e da capacidade do time de pensar além do convencional. Inovação está no DNA da Fischer. 


SC Day
A Federação das Indústrias (Fiesc) anunciou mais uma edição do SC Day, evento focado em divulgar as potencialidades catarinenses. Voltado aos setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas, o SC Day vai acontecer entre 7 e 10 de julho, em Bogotá, na Colômbia, com a presença do governador do Estado. ,


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FOTO: ALFA BILE 



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Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.

Copom 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

Curso gratuito de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe está com inscrições abertas em Itapema

A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.

Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.

Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.

Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.

Juros altos agravam dificuldades da indústria, pondera CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias. 

“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI. 

Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses. 

Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.

Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação. 

Real valorizado contribui para segurar a inflação 
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário. 

Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro. 

Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.

Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros. 

Aumento de etanol na gasolina divide opiniões sobre impacto em carros

Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.

Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.

MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.

Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.

Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.

Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.

Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.

A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.

Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.

Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.

A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia em 2 anos, aponta CNI

Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.

Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.

A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.

Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.

Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf

Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.

83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).

Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.

Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.

O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).

A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

Energia cara: quem vai pagar essa conta?

A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.

A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.

O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.

A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.

A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.

No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.

Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros. 

O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados. 

O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.

Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.

O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.

*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.

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