
Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Sem receita
Pelo menos 1.282 municípios brasileiros não conseguiram gerar receitas suficientes para custear as despesas administrativas da prefeitura e da câmara de vereadores em 2024, conforme o Índice Firjan de Gestão Fiscal, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Daqueles todos, que dependem de transferências do governo federal, felizmente não há nenhum catarinense.
Ações e reações ao tarifaço
Empresas de Santa Catarina, de vários portes, começam a sentir aos efeitos tarifários impostos pelos Estados Unidos com antecipação de férias e até mesmo demissões em massa. O setor moveleiro é mais atingido, mas outras atividades também sofrem os efeitos da redução nas exportações. Empresários refazem as contas e começam a buscar outros mercados, manobra nem tão simples assim e muito menos rápida. A expectativa é de que ações dos governos federal e estadual ajudem a aliviar os impactos, como por exemplo, redução de taxas. Por outro lado, bancos de fomento apresentam linhas de crédito como forma de minimizar o drama. Como foi o caso do BNDES, em parceria com a Fiesc, que liberou R$ 40 bilhões no âmbito do Plano Brasil Soberano, dos quais R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações.
Conta própria
Divulgou-se interessante estudo sobre o percentual de trabalhadores brasileiros por conta própria no segundo trimestre deste ano. O maior de autônomos fica em Rondônia (283 mil), ou 35% da população ocupada com algum tipo de atividade formal ou informal. Na outra ponta está SC, com 2,2% e com milhares de empregos sobrando, por falta de qualificação.
Rio desprezado
Acerca de informação de que o Aeroporto Internacional de Navegantes terá 1.531 voos de chegada e partida movimentando 252 mil passageiros somente de 1º a 31 de outubro, o jornalista Juca Deschamps se diz estar sempre inconformado de olhar o Rio Itajaí e não constatar nenhum aproveitamento turístico nele. Verdade. Se fosse a Europa ...
Amicus curiae
A Fiesc foi aceita pelo STF como terceiro interessado (amicus curiae) na ação que lá tramita, movida pela Procuradoria Geral da República, que questiona a validade do Código Ambiental de SC. Aquela lunática, que quer proibir atividades agrossilvipastoris em áreas entre 400 e 1.500 metros de altitude. Esse espaço corresponde entre 76% a 80% do território catarinense. No que depender do histérico ambientalismo-caviar, pouco importa os 244 mil empregos que poderiam ser extintos e a redução do PIB estadual em R$ 17 bilhões.
Lavagem de dinheiro
Importante autoridade do meio policial catarinense confirma um fato cada vez mais concreto no Estado, principalmente no litoral, desde Garopaba, ao sul, até Balneário Piçarras, ao norte: salões de beleza e barbearias lideram a lista de “investimentos” do crime organizado para lavagem de dinheiro resultante do tráfico de drogas e de armas. E, em seguida, literalmente, lavanderias.
Argumento
A Ordem dos Economistas de SC, que está fazendo um lobby pela aprovação de projeto que institui a Semana Estadual da Educação Financeira, tem um argumento forte quando divulgou que 43% dos adultos brasileiros, o equivalente a impressionantes 72 milhões de pessoas, estão inadimplentes. Salvo exceções, são brasileiros que não tem a cultura do planejamento financeiro.
Efeitos do tarifaço em SC
O bullying oficial e internacional praticado pelos Estados Unidos contra o Brasil trouxe impactos práticos para SC. As demissões anunciadas pela indústria moveleira são a ponta de um iceberg iniciado em julho, depois que Trump anunciou a taxação de 50% sobre as exportações do país. Pouco mais de um mês após o tarifaço entrar em vigor, efeitos desse terremoto econômico já são sentidos no estado, e provocaram entidades de classe e governos a tomarem medidas de curto prazo para tentar salvar negócios e, acima de tudo, evitar o desemprego.
Indústrias se reinventam
O ano de 2025 entrou para a história como o que impôs o pior e mais inimaginável desafio aos exportadores de SC e do Brasil: enfrentar um tarifaço de 50% para vender aos Estados Unidos, o maior mercado externo catarinense e o segundo brasileiro, por um motivo de polarização política. Os negócios começaram a derreter com o anúncio da taxação para o Brasil, feito no dia 9 de julho, e seguiram com a entrada em vigor da mesma em 6 de agosto. Apesar de o governo americano ter anunciado uma lista de isenções de aproximadamente 700 produtos, quase nenhum deles é exportado por SC ao país. A economia do estado está tendo que enfrentar o problema em cheio. A lista de setores afetados inclui madeira, móveis, veículos, autopeças, máquinas e equipamentos, além de alimento, produtos químicos, materiais de construção, papel e equipamentos de transporte, entre outros.
Exibicionismo
Em Balneário Camboriú e Itapema, o dinheiro de alguns nem sempre compra civilidade, bons modos e boa convivência. É o que se pode dizer de um grupo de donos de Porsches que se unem para desfilar pela Avenida Atlântica, preferencialmente nos sábados à tarde e noite e nos domingos, evidentemente fazendo questão de parar o trânsito e disparar o maior barulho possível com suas aceleradas, com direito a estouros, como se fossem tiros.
Cesta básica de Brusque
A cesta básica de Brusque registrou queda de 2,43% em agosto de 2025 frente a julho, passando a custar R$ 675,13. Apesar da retração, no acumulado de 2025 o valor ainda apresenta alta de 2,60% em comparação com agosto de 2024, a elevação chega a 7,20%. Em comparação com as capitais pesquisadas, Brusque ocupa a 17ª posição no ranking das cestas mais caras do país. Na análise do mês, a carne teve o maior custo da cesta básica. Mesmo sem registrar a maior variação em agosto, o produto continua sendo o que mais pesa no bolso do trabalhador: sozinho, ele representa 40,8% de todo o gasto mensal com alimentação, custando R$ 275,52 para a quantidade prevista na cesta.
Avanço na Justiça
Com DNA catarinense, a recomendação para a gravação de todos os atos processuais no Brasil virou regra. O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que torna a gravação integral obrigatória em todos os tribunais e no Ministério Público. A mudança foi defendida na tribuna do CNJ pelo coordenador nacional das Comissões da OAB nacional, o catarinense Rafael Horn, e se aplica a audiência, depoimentos, sessões de julgamento e plenários do júri. A norma é resultado da atuação da OAB-SC, que há cinco anos requereu a gravação.
Processos digitalizados
Brusque será reconhecida, em breve, como a primeira cidade do Brasil a realizar a digitalização integral dos processos administrativos na administração pública. A prefeitura formalizou adesão ao Programa de Fortalecimento das Atividades de Corregedoria (Procor), iniciativa da Controladoria Geral da União (CGU) que busca modernizar e ampliar a eficiência das atividades de correição em todo o país.
Carros elétricos
Uma discussão que logo chegará em todo lugar: a Justiça de Florianópolis suspendeu o uso e a instalação de carregadores de carros elétricos em um condomínio residencial após laudos técnicos apontarem risco de sobrecarga elétrica e incêndio em garagem subterrânea sem ventilação.
Água gratuitamente
Chegou ao STF, que acaba de decidir sobre ação de 2019, originária de SC: um parque temático do litoral norte agora é obrigado a disponibilizar bebedouros em número suficiente para atender à demanda diária de visitantes. Cabe recurso.
Russos chegando
Interessante reportagem da Folha de São Paulo mostra que SC, que tem registrado o maior saldo migratório do Brasil nos últimos anos, tem atraído famílias russas, que para cá vem se mudando para ter filhos e garantir o passaporte nacional e, assim, conseguir maior liberdade de circulação internacional. Florianópolis é a cidade com mais registros de residência de imigrantes russos no Brasil, conforme o Observatório das Migrações Internacionais, ligado ao Ministério da Justiça. Desde 2021, foram emitidos 1.050 vistos na capital de SC. Migrantes ouvidos dizem, em sua maioria, ter escolhido Florianópolis por oferecer segurança semelhante à de seu país de origem. A opção natural seria o Rio de Janeiro, que tem sido descartada por ser uma cidade perigosa. Dizem ainda que boa parte trabalha remotamente para empresas russas ou vive de investimentos.
Escolas militares
O STF formou maioria para autorizar, de forma provisória, a implementação do modelo de escolas cívico-militares no Estado de São Paulo. Ainda não analisou o mérito da ação e deverá decidir futuramente sobre a constitucionalidade do formato educacional. O curioso é que uma lei estadual que instituiu o modelo também em SC não é motivo de questionamento.
Rádios
O Ministério das Comunicações deve lançar um edital para contemplar 1.266 municípios de todo o país com rádios comunitárias. Em SC serão 91.
De volta
A Fenachopp, que foi uma tradicional festa de Joinville, está de volta. Será celebrada entre 25 deste mês a 5 de outubro, nas dependências da Sociedade Rio da Prata. Além de bandas típicas e culinária oferecida por restaurantes, estarão presentes 30 cervejarias artesanais.
Tatuagem
Que sirva de alerta o julgamento, pelo TJ-SC, de um tatuador do Vale do Itajaí, condenado por lesão corporal gravíssima depois de tatuar um adolescente de 16 anos sem o consentimento dos pais. O juiz responsável pelo caso considerou que a tatuagem feita no pescoço configurou deformidade permanente.
Bolacha decorada
A Câmara dos Deputados deu os primeiros encaminhamentos a projeto de lei para reconhecer o município sulino catarinense de São Martinho como Capital Nacional da Bolacha Decorada Artesanalmente. O município produz anualmente cerca de 200 toneladas do produto e gera 400 empregos diretos.
Inadimplência recorde
Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência das empresas bateu o recorde da série histórica e chegou, em julho, aos impressionante 8 milhões de CNPJs nesta situação, um aumento de mais de 200 mil negócios desde junho e de 1,1 milhão na comparação com julho de 2024, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas, elaborado pela Serasa Experian. Em SC estavam naquela preocupante situação 352,2 mil CNPJs.
Suco de verdade
Uma das medidas analisadas pelo governo para absorver internamente frutas que eventualmente deixarão de ser exportadas devido ao tarifaço dos Estados Unidos, é estipular um percentual obrigatório mínimo de adição de sucos nas bebidas no mercado interno, e não só “néctar” açucarado com essências aromáticas. Foi constatado em um supermercado dois sucos, de manga e uva, produzidos com marca afamada do Rio Grande do Sul, informando em letras miúdas, ter apenas 3% do produto original.
Arbitragem tributária
O Brasil trilha um caminho rumo à junção da arbitragem privada com o contencioso tributário, com a tramitação do Projeto de Lei 4257/2019. Se criado, o instituo será uma ferramenta inovadora para a solução rápida dos inúmeros litígios entre Fisco e contribuintes, seguramente útil para acelerar a arrecadação tributária da União, Estados e municípios e, ao mesmo tempo, para encerrar pendências fiscais dos contribuintes que travam o crédito e os investimentos (Fonte: Câmara de Mediação e Arbitragem de Brusque).
Fazendo diferença
O projeto SC+Eficiente, da Celesc, entregou desde o final de junho deste ano, em Joinville, mais de 800 geladeiras novas e eficientes, em substituição a equipamentos antigos e de alto consumo. O programa também contabiliza a troca de 4.439 lâmpadas incandescentes e fluorescentes por LED e a substituição de 2.271 chuveiros por modelos modernos e econômicos, com trocadores de calor.
Simplificação
A Secretaria da Fazenda de Brusque realizou uma reunião com o Sebrae para discutir ações do programa Cidades Empreendedoras, com foco na desburocratização da abertura de empresas no município. O encontro contou com a participação da Secretaria de Planejamento e da Vigilância Sanitária, resultando na criação de um grupo de trabalho e na apresentação de um diagnóstico do cenário atual. Entre os próximos passos estão a revisão de leis municipais e a automação de processos, visando melhorar ainda mais o ambiente de negócios, já considerado ágil em comparação ao restante de Santa Catarina.
Imposto sobre veículos e cães
Enquanto foi uma Colônia criada pelo governo imperial, os brusquenses, quase todos imigrantes alemães e italianos, não pagavam impostos. O próprio governo financiava as despesas da administração, pagava-lhes subsídios e mais salários pelo trabalho nas obras públicas. Mas depois da emancipação da Colônia e criação do município em 1881, que ainda não se chamaria Brusque e sim São Luiz Gonzaga, foi preciso instituir impostos para fazer face às despesas. No começo do século passado, carroças, canoas, bicicletas e até cachorros pagavam imposto. Só caro de boi escapava das garras do fisco. Afinal, além de outros encargos, a Superintendência municipal precisava construir escolas, estradas, pontes, prestar assistência à saúde dos mais pobres e, claro, também pagar os salários dos seus funcionários. Dessa forma, a Gazeta Brusquense de 8 de janeiro de 1916 noticiou que a Superintendência municipal estava advertindo que os moradores da sede da vila deveriam cadastrar a posse de veículos de qualquer natureza e cães atados ou soltos, para regularização do pagamento dos impostos, sob pena de multa de cinco a 20 mil reis.
Atividade em menor ritmo
Pesquisas do IBGE mostraram que as principais atividades econômicas de Santa Catarina fecharam com crescimento ou estabilidade no mês de julho. A indústria e os serviços cresceram frente ao mês anterior, na série com ajustes sazonais e o comércio ampliado ficou estável. Mas os dados mostram uma redução da atividade econômica no estado em função da taxa básica de juros Selic em 15%, definida pelo Banco Central com o objetivo de diminuir atividades para reduzir a inflação. Além disso, já surgem impactos do tarifaço dos Estados Unidos, que afeta diversas e a produção industrial catarinense, segundo o IBGE, cresceu 1,1% em julho na comparação com o mês anterior, na série de ajustes sazonais. O setor de serviços encerrou julho com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e o varejo ampliado fechou julho com estabilidade frente a junho.
Entre as mil maiores
Santa Catarina tem 53 empresas na lista das mil maiores do Brasil, mostra a edição 2025 do Anuário Valor 1000, publicado pelo jornal Valor Econômico. O ranking divulgado usa como principal critério de classificação a receita líquida das empresas em 2024, apurada a partir de demonstrações contábeis. A liderança geral do ranking brasileiro é da Petrobrás (receita líquida de R$ 490,8 bilhões em 2024), seguida por JBS (R$ 416,9 bilhões). A catarinense mais bem colocada é a Bunge, na 15ª posição. Na comparação com a edição anterior, houve um crescimento no número de representantes catarinenses no ranking de 44 para 53. O levantamento feito pela coluna considera o estado sede das empresas informado pelo anuário, com duas exceções: entraram nesse recorte o Grupo Pereira, dono dos supermercados Fort Atacadista e Comper e a Whirlpool. Embora tenham matriz administrativa em São Paulo, são companhias que mantêm em SC maior parte de suas operações. Grandes nomes da indústria do Estado, como Hering, Hemmer e Cremer, entre outras, que foram compradas no passado e hoje integram grupos econômicos sediados em outros estados.
Universidade Gratuita
A Polícia Civil de SC indiciou 43 candidatos do programa Universidade Gratuita por não cumprirem requisitos do processo. Inicialmente eram investigados 335 candidatos, chegando a 119 suspeitos e restando, ao final da investigação, os alunos indiciados. Os suspeitos não cumpriram os critérios de naturalidade ou residência mínima no estado. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de SC (MP-SC) e ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
Nesta quinta-feira (5), a cotação do petróleo bruto no mercado norte-americano rompeu o patamar de US$ 80 por barril. O movimento de alta é impulsionado pelos confrontos militares com o Irã e os EUA, situação que gera gargalos na distribuição internacional de energia.
O contrato do West Texas Intermediate (WTI) registrou valorização de 7,58%, equivalente a um acréscimo de US$ 5,66, sendo negociado a US$ 80,32. Simultaneamente, o Brent, padrão utilizado globalmente, teve elevação de 4,8% (US$ 3,91), atingindo a marca de US$ 85,31. No acumulado da semana, a commodity já registra um salto superior a 17%.
O cenário de insegurança ganhou novos contornos após veículos estatais iranianos noticiarem que um míssil teria atingido um navio petroleiro. Previamente, a Guarda Revolucionária do país determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz, acompanhado de avisos de que embarcações que trafegassem pela região poderiam sofrer ataques, conforme informações da imprensa oficial local.
Em paralelo, a Marinha do Reino Unido reportou a ocorrência de uma forte detonação em um navio-tanque que estava parado em águas do Iraque nesta quinta-feira. Relatos do comandante da embarcação indicam a fuga de um barco de pequeno porte logo após o incidente. Apesar do susto, os tripulantes não sofreram ferimentos e não foram detectados focos de incêndio a bordo.
Atualmente, a circulação de navios de carga pelo Estreito de Ormuz encontra-se interrompida em decorrência do confronto entre EUA-Israel e o Irã. O receio dos proprietários de frotas com a volatilidade na segurança regional paralisou o tráfego em um ponto geográfico vital, por onde passam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta.


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou nesta quinta-feira (5) que os bancos associados vão antecipar cinco anos de contribuições, totalizando R$ 32,5 bilhões, para reforçar o caixa do fundo. O recolhimento será feito no próximo dia 25 de março.
Segundo o FGC, a medida tem o objetivo de garantir a solidez do fundo e assegurar que ele possa cumprir suas obrigações, especialmente diante das recentes liquidações extrajudiciais de bancos decretadas pelo Banco Central (BC) desde o ano passado.
O fundo informou que apenas as liquidações do Banco Master, Will Bank e Pleno devem gerar um rombo de R$ 51,8 bilhões, segundo estimativas do próprio FGC. Até agora, foram pagos R$ 38,4 bilhões a cerca de 675 mil credores do conglomerado Master, incluindo Banco Master, Master de Investimento e Letsbank.
“O processo de pagamento aos credores segue pelo aplicativo do FGC. É importante manter as notificações ativas para não perder avisos sobre a evolução do processo”, orientou o fundo em nota.
Para os demais bancos, as estimativas de pagamento são:
Will Bank: R$ 6,3 bilhões
Banco Pleno: R$ 4,9 bilhões
O FGC é financiado pelas contribuições mensais dos próprios bancos associados. Antes do caso Master, o fundo tinha mais de R$ 140 bilhões em caixa para emergências. Atualmente, os bancos pagam 0,01% sobre os depósitos cobertos pelo fundo, como CDBs, poupança, LCI e LCA. Para instituições mais expostas a riscos, a taxa foi elevada para 0,02%, e os bancos precisam manter uma parcela maior de recursos aplicada em títulos públicos.
O Secretário de Estado de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, é o convidado da próxima Reunião Plenária promovida pela ACII - Associação Empresarial de Itajaí, que acontece no dia 9 de março.
O encontro, aberto ao público, tem como foco a apresentação das principais ações e projetos da Secretaria de Articulação Internacional, destacando iniciativas que conectam Santa Catarina a mercados internacionais e promovem oportunidades de cooperação e investimento.
Segundo a ACII, a reunião busca fortalecer a interação entre empresários e governo, oferecendo espaço para o diálogo estratégico sobre desenvolvimento regional e internacionalização de negócios.


Foto: Eduardo Valente / GOVSC
Dados preliminares indicam que, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a Economia do Mar concentrou cerca de 13% das novas vagas de emprego em Santa Catarina, com mais de 7 mil novos postos. Trata-se da primeira vez que essa segmentação é apresentada com base nos microdados do emprego no estado. Em breve, a Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) lançará uma edição especial sobre o tema, no Informativo Mensal de Emprego.
Conforme o Relatório Final do Grupo de Trabalho PIB do Mar, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Coordenação de Contas Nacionais (CCN), “a Economia do Mar é compreendida como a medida da contribuição para a economia nacional, em termos monetários, das atividades que produzem bens e serviços relacionados ao mar”. De acordo com a Diretoria Nacional de Navegação, a Economia do Mar ainda não tem uma definição consolidada, sabendo-se que contempla “o total de bens e serviços, em valores monetários, destinados ao consumo final e produzidos nos setores econômicos associados ao mar”.
A Economia do Mar engloba uma ampla gama de setores. Tomando como referência a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), alguns dos potenciais participantes da economia do mar são a pesca, a aquicultura, a preservação e a fabricação de produtos do pescado, a construção de embarcações, a fabricação de artefatos para pesca e esporte, o transporte marítimo, os hotéis e similares, entre outros.
Em Santa Catarina, nos últimos 12 meses, os setores que mais contribuíram para os empregos na economia do mar foram Depósitos de mercadorias para terceiros, (exceto armazéns gerais e guarda-móveis), Serviços de engenharia e Hotéis. Juntos, esses segmentos representaram mais de 35% do saldo total de empregos da Economia do Mar no estado.
Micheline Krause – Especialista em comunicação Fapesc/Seplan
Foto: Leo Munhoz / SECOM
O governador Jorginho Mello recebeu nesta quarta-feira, 4, o acordo firmado entre empregadores e trabalhadores de Santa Catarina sobre o piso regional para 2026. A atualização média foi de 6,49% nas quatro faixas existentes. O projeto de lei para a efetivação do reajuste vai ser encaminhado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina, por determinação do governador.
“Eu recebi todas as lideranças da indústria e dos trabalhadores de Santa Catarina. E já determinei o encaminhamento para a Assembleia para aprovar o mais rápido possível. Porque o salário mínimo regional é uma construção feita a quatro mãos. Santa Catarina sempre tem dado bons exemplos sobre isso para o Brasil, conversando com todas as classes, construindo junto. É exemplo de maturidade, de interesse, e isso ajuda, melhora o ganho dos trabalhadores, a motivação para o trabalho e Santa Catarina ganha também”, afirmou o governador Jorginho Mello.
Os valores passam para R$ 1.842,00 na primeira faixa, R$ 1.908,00 na segunda faixa, R$ 2.022,00 na terceira e R$ 2.106,00 na quarta faixa.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, lembra que há 16 anos o acordo entre as partes é feito com base no diálogo e entendimento mútuo.
“Cada um puxa pro seu lado, cada um quer o melhor e o setor produtivo já tem uma carga tributária muito grande, ele tem um custo muito grande, e a gente no mínimo que faz é passar a inflação. E esse ano então foi passada a inflação mais quase 70% da inflação de novo. Então isso aí vai dar um ganho real para o trabalhador. Eles ficaram satisfeitos e nós também, porque isso gera a economia de Santa Catarina”, explicou o executivo.
O coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (FECESC), Ivo Castanheira, destacou a importância desse processo de negociação.
“Essa negociação iniciou ainda em novembro do ano passado. É um processo que a gente tem feito desde 2010. Essa negociação não é muito fácil porque tem os interesses diversos, tanto dos empresários como dos trabalhadores, mas a gente sempre tem chegado a um bom senso. Foi um reajuste bom dentro da atual conjuntura das negociações coletivas”, disse.


Foto: Divulgação /SAQ
A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina (SAQ) publicou nesta quarta-feira, 4, a Portaria nº 002/2026, que estabelece regras excepcionais e temporárias para a pesca da lula no litoral catarinense durante o mês de março. A medida tem caráter emergencial e busca garantir segurança jurídica e alternativa de renda aos pescadores artesanais afetados pelo período de defeso do camarão.
A normativa regulamenta, até 31 de março de 2026, a captura de lula com o uso de arrasto simples de fundo por embarcações artesanais com arqueação bruta (AB) de até 20, enquadradas nas modalidades 3.8 e 3.9. Ao mesmo tempo, a portaria proíbe expressamente o uso de arrasto de fundo duplo para essa finalidade no período.
A decisão leva em conta a legislação federal vigente, especialmente a Lei nº 11.959/2009, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, e a Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 14, que regulamenta a pesca das espécies Loligo plei, Loligo sanpaulensis, Loligo sp. e Lolliguncula brevis no litoral de Santa Catarina.
De acordo com a SAQ, a medida foi necessária diante de divergências interpretativas sobre a aplicação da portaria interministerial durante o defeso do camarão, o que vinha gerando insegurança jurídica aos pescadores e dificuldades operacionais na fiscalização. A situação se agravou com a ausência de pagamento do benefício federal do defeso, comprometendo a subsistência de diversas famílias que dependem da atividade.
A nova portaria estadual reforça que a autorização é complementar e interpretativa, não afastando as restrições previstas na legislação federal relacionada ao defeso do camarão. Também estabelece limites geográficos para a atividade: a captura com arrasto simples de fundo não poderá ocorrer em baías, lagoas costeiras, canais, desembocaduras de rios (estuários) e na faixa de até três milhas náuticas da costa entre Florianópolis e Passo de Torres.
Segundo o secretário Executivo da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, a iniciativa considera as peculiaridades da pesca artesanal catarinense.
“A pesca da lula, nesse contexto, é apontada como alternativa econômica relevante para assegurar o sustento e a continuidade das atividades nas comunidades pesqueiras do Estado”, destacou o secretário Tiago Bolan Frigo.


A Havan lançou neste mês uma nova plataforma de vagas de emprego que vai facilitar a vida de quem busca oportunidades em uma das maiores redes de varejo do país. O novo site vagas.havan.com.br oferece interface intuitiva, filtros de busca avançados e processo de candidatura 100% digital, tornando a procura por emprego mais rápida e eficiente.
Para se inscrever em uma vaga, é necessário criar uma conta na plataforma, com os dados pessoais. As pessoas podem se inscrever em vagas específicas ou no banco de talentos da empresa, além de acompanhar o status de suas candidaturas.
Rafaela Tatiane Dupilar Sedrez, product owner do Havan Labs e uma das responsáveis pelo projeto, explica que a nova ferramenta foi desenvolvida internamente pelos setores de recursos humanos e tecnologia. "Criamos uma plataforma com a nossa identidade, um layout repaginado e funcionalidades que permitem aos candidatos acompanharem todo o processo seletivo de forma transparente", afirma.
Havan em todo o Brasil
A Havan completa 40 anos em 2026 e uma das ações de comemoração das quatro décadas de história, é ampliar o número de lojas por todo o Brasil. De acordo com o dono da varejista, Luciano Hang, a empresa terá até o fim do ano mais de 200 lojas em todo o Brasil e chegará a todos os estados brasileiros.
"Somos uma empresa de oportunidades. Temos 23 mil colaboradores de todas as idades e perfis, e estamos sempre em busca de novos talentos para as novas vagas que surgem aqui dentro. Por isso, investir em uma plataforma moderna é investir nas pessoas que querem fazer parte da nossa história e crescer junto com a gente", explica.
A varejista oferece diversos benefícios aos colaboradores: vale-transporte, vale-alimentação ou refeição e participação nos resultados (PPR), além de prêmio assiduidade para quem trabalha nas lojas. A Havan também é empresa cidadã, com licença-maternidade estendida de 180 dias e licença-paternidade de 20 dias.


O Núcleo da Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí (NUME/ACII) promove, no dia 03 de março, às 19h, no Auditório da ACII, o Talk Especial Semana da Mulher. O encontro é alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e integra o projeto NUME Open, iniciativa voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino na região de Itajaí.
Com o tema “Uma noite de inspiração, conexão e protagonismo nos negócios”, o evento contará com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico do Município de Itajaí, Gabriela Kelm, convidada para compartilhar sua trajetória, experiências e visão sobre liderança e desenvolvimento econômico.
Gabriela Kelm também tem uma forte atuação no movimento associativista. Ela integra a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e já esteve à frente da entidade como presidente, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento empresarial e institucional do município.
De acordo com Fernanda Aquino Peres, coordenadora do Núcleo da Mulher Empresária (NUME/ACII), o encontro tem como propósito evidenciar a força do empreendedorismo feminino e reconhecer os desafios enfrentados pelas mulheres no dia a dia. Segundo ela, as múltiplas funções assumidas pelas mulheres não impedem o crescimento profissional, mas reforçam a capacidade de liderança, resiliência e inovação.
A escolha de Gabriela Kelm como convidada reforça essa representatividade, ao destacar uma mulher que ocupa posição estratégica na gestão pública e que também construiu uma trajetória relevante no associativismo e no desenvolvimento do município. A iniciativa é do NUME, núcleo vinculado à Associação Empresarial de Itajaí, com apoio do Programa Empreender e do SEBRAE.
Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Turismo em SC
A Embratur divulgou que SC começou 2026 “encantando viajantes de todo o mundo”. No primeiro mês do ano, o Estado registrou a chegada de 205,1 mil turistas internacionais. O volume representa um crescimento de 3,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 198,7 mil visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui. Em janeiro, a Argentina permaneceu como o maior emissor de turistas para SC, com 150 mil visitantes. O Chile totalizou 40,6 mil chegadas. Na sequência, aparecem Uruguai (3,2 mil) e Paraguai (3,0 mil). Os Estados Unidos registraram 1,2 mil chegadas.
Alerta da Fiesc
Através de detalhado estudo, a Federação das Indústrias de SC está convencendo quase toda a bancada catarinense no Congresso quanto aos impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme proposta em debate no momento. Alguns dados realmente preocupam: seriam extintos 41,4 mil empregos nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil somente na indústria, que teria um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.
Arruaceiros, atenção
Agora há uma lei estadual (19.721, sancionada dia 21 de janeiro), mas se funcionar são outros quinhentos. Ela dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos, realizadas dentro ou no entorno de estádios, ginásios, arenas e demais locais destinados à prática ou ao acompanhamento de atividades esportivas em SC. A participação sujeitará o infrator a multa administrativa de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a ser fixada de acordo com a gravidade da infração e a reincidência, além da proibição de acesso a eventos esportivos no território estadual por prazo de até 24 meses; a participação obrigatória em programas ou atividades educativas relacionadas à cultura de paz, ao respeito às regras esportivas e ao combate à violência em ambientes esportivos.
Floripa Airport
Pela primeira vez, o Aeroporto Internacional de Florianópolis movimentou mais de 25 mil passageiros em um dia. Foi em 2 de fevereiro, quando o terminal registrou 152 voos entre pousos e decolagens em 24 horas, impulsionado pela temporada turística, com 12 destinos internacionais e nove nacionais. A concessionária Zurich Airport Brasil informou que 48% dos passageiros desse dia viajaram em rotas internacionais, consolidando o terminal como o terceiro do Brasil com maior movimento de passageiros internacionais, só atrás de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Nesse dia, foram 68 voos internacionais, com maior número para Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Nesse dia de recorde teve 84 pousos e decolagens do Brasil. De acordo com a concessionária Zurich Airport, o resultado desse dia histórico mostra a relevância estratégica do tráfego internacional para o crescimento do aeroporto.
SC na China
A Rede Globo anunciou que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileira na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmaras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do Sport TV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.
Ampliação histórica
A OAB-SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em SC, pleito que mobilizou a seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades. Cinco foram implantadas recentemente na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal. E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. A mobilização da OAB-SC demonstrou que SC tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.
Café sombreado
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC inicia em março um programa de financiamento ao desenvolvimento rural, pesqueiro e agrícola do Estado com ênfase no fortalecimento e expansão do cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, tal forma de cultivo de café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso com o projeto. Nesse sistema o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro, segmento que segue em franca expansão.
Transição energética
A WEG anuncia a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí. A unidade será a mais moderna do país nesse segmento e representa um avanço estratégico da companhia em soluções para a transição energética. Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, aprovado no âmbito da chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Finep.
Penduricalhos
Chegou a estratosféricos R$ 93,2 bilhões o valor dos odiosos “penduricalhos”, extrapolando o teto constitucional de R$ 44 mil mensais, pagos somente em 2024 por Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias, aponta estudo inédito publicado pelo estadão. Em SC foi R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 2,9% de todo o orçamento geral do Estado naquele ano.
Pitaia
Nota lamentando que um pequeno produtor de pitaia no sul de SC estava jogando fora sua produção devido ao baixo preço pago (R$ 3, em média por quilo) enquanto em alguns supermercados de Florianópolis estava por R$ 19, tem que ser atualizada, sendo que num deles, na zona central da Capital, estava cobrando abusivos R$ 39,90.
Desemprego
Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE. No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxas de desocupação, seguido pelo Espirito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, SC registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia 1º de julho.
Avaliação
Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, que gera emprego e renda. Santa Catarina está voando, programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidades e qualidade de vida para nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para o futuro com desempenho ainda melhores, destaca o governador do Estado.
Menor inadimplência
Um índice alto (39,44%) da população ativa catarinense, estava com contas a pagar em dezembro do ano passado, informa o Serasa. É o menor índice do país e significativamente abaixo da média nacional, que é de 49,77%. Esse percentual equivale a 81,2 milhões de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia. O valor médio das dívidas por pessoas é de R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. O volume total alcança R$ 518 bilhões.
Climatização
O governo estadual não foi tentar saber mas, até sem querer, está dando a seus estudantes da rede pública um conforto que está longe em muitos recantes do país: o ano de 2026 iniciou para 522 mil estudantes com sistemas de climatização em todas as salas de aula das suas 1.038 escolas. Em boa parte delas estão também sendo instaladas câmeras de videomonitoramento. A meta é atingir 100% em poucas semanas.
Queda do tarifaço dos EUA
Quase sete meses depois da entrada em vigor do tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou em 6 de agosto de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as taxações do presidente Trump e derrubou a medida. O governo americano revidou com nova taxa de 10% e estuda adotar 15%. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de SC que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança. São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos, afirmou o presidente da Fiesc.
Cor do carro
A ferramenta de busca Webmotors divulgou as cores de carro mais buscadas em SC em 2025. No mercado de usados, os da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 25,22% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, estão preta (20,54%), prata (17,49%), cinza (17,14%), azul (7,25%), vermelha (7,18%), verde (2,29%), marrom (1,04%), bege (0,97%) e amarela (0,89%). No lado dos carros zero quilômetro, a preta foi a mais procurada, com 25,45% dos acessos, seguida pela cinza (23,48%), branca (22,92%), azul (9,56%), prata (8,57%), vermelha (5.32%), verde (2,84%), laranja (0,81%), amarela (0,62%) e bege (0,42%).
Desemprego
O IBGE divulgou que o Mato Grosso foi o Estado com menor desemprego do Brasil em 2025, com taxa de 2,2% e SC em segundo, com 2,3%. Índices de Primeiro Mundo. Na outra ponta ficou Piauí, com 9,3% de desocupados.
NB Fios: 20 anos
Em 1º de fevereiro de 2006, nascia em Botuverá, a NB Fios, cuja trajetória, duas décadas depois, se confunde com o próprio desenvolvimento industrial do Vale do Itajaí. A decisão de fundar a empresa nasceu de uma conversa em família, movida por estratégia e visão de futuro. Até então, o empresário Nilo Barni tinha sua atuação concentrada no setor de mineração, com a empresa Calcário Botuverá. O cenário indicava estabilidade, mas também apontava para a necessidade de diversificar. Buscávamos uma alternativa para não ficar tudo numa atividade só, que era no calcário. A escolha pelo setor têxtil não foi à toa. Santa Catarina tem tradição nacional na indústria de fios e malhas. O primeiro passo foi a aquisição de uma pequena fiação em Botuverá. No início, a empresa recebeu o nome de NB Têxtil. Mais tarde, consolidou-se no mercado como NB Fios.
Transtornos do aprendizado
Logo após o começo do ano escolar é cada vez mais frequente alguns pais sejam chamados na escola porque seu filho não está acompanhando seus colegas no aprendizado escolar. Essa notícia provoca muita apreensão e os pais que devem iniciar uma maratona de avaliação visando descobrir a causa dessa dificuldade para o aprendizado. Uma pesquisa de 2024, realizada pela Equidade.info, mostra que ao redor de 12,8% dos alunos da educação básica brasileira apresentam dificuldades no aprendizado. Em números absolutos isso representa mais de 6 milhões de estudantes. A grande maioria pode ser portadora de algum transtorno específico do aprendizado como dislexia, a discalculia ou transtorno do processamento auditivo ou visual.
Fora da escola
O Ministério Público de SC se opõe severamente ao abandono dos estudos e tem até uma frente específica para isso, que é o Programa de Combate à Evasão Escolar. De 2001 até agora levou 333 mil alunos de volta para as salas de aula, salvando muitos futuros. Um êxito eloquente, resultado de ótima articulação com o Conselho Tutelar, as próprias escolas e a sociedade como um todo.
Reforço
A Justiça Federal em SC passa a contar com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. As unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10 ª.Vara Federal e a 4 ª Turma e Joinville com a 7 ª. Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.
Democracia na UFSC
A Universidade Federal de SC publicou a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.
Lei do retorno
Nos corredores do Tribunal de Justiça de SC fala-se na “lei do retorno”, a propósito de um ex-integrante da corte, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado por importunação sexual. A chamada “lei do retorno” é um conceito amplamente difundido em diferentes culturas e crenças. Refere-se a ideia de que tudo o que fazemos seja bom ou ruim volta de alguma maneira. Seja pelo karma, pelo destino ou por forças universais. Sim, nossas atitudes geram consequências proporcionais no futuro.
Qualificação
O Conselho Regional de Administração de SC iniciou agenda institucional junto aos vereadores de Florianópolis para apresentar uma sugestão de proposta de lei, que pode ser levada a todo Estado, que visa instituir critérios técnicos para o cargo de secretário municipal de Administração. Entre os requisitos principais estão formação superior na área, registro profissional ativo e experiência comprovada em gestão. Missão difícil, mas que deve ser levada adiante.
Confissão plena
Apesar da extrema discrição na sua atuação, quem tem culpa no cartório treme nas bases ao saber que está no encalço Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em um acordo de não persecução penal firmado recentemente, que resultou de cara, no recolhimento de R$ 16 milhões de um total de R$ 36 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes fiscais e crimes tributários na região de Itajaí, os diretamente investigados, acompanhados por sua defesa, apresentaram confissão plena, formal e circunstancial de todos os fatos.
Imigração polonesa em Brusque
A folhinha marcava o dia 11 de junho de 1869. Os poloneses embarcaram para o trajeto de dois meses navegando a bordo da embarcação Victória, desde o porto de Hamburgo, na Alemanha, até o porto de Rio de Janeiro, no Brasil. Tanto tempo deve ter sido difícil para a travessia, enfrentando dificuldades como: ausência de água potável e fresca; comida racionada; falta de espaço para todos de uma mesma família nas cabines. Os homens foram acomodados em compartimentos diferentes dos das mulheres e crianças. Mas todos no porão. Estadia de sessenta dias de confinamento, só com água salgada para todos os lados.
Peninha
Mais de 70 entidades nacionais protocolaram carta aberta à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, aos demais ministros da Corte e à sociedade brasileira, reagindo às declarações do comunicador gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, nas quais defendeu que os evangélicos não deveriam votar no Brasil, Peninha, a exemplo do ator Tuca Andrade, é outro que merecia o título anti-honorífico de “persona non grata” a SC. Em mais de uma vez destilou ódio contra os catarinenses, comemorando suas tragédias e ainda se orgulhando disso. Essa gente deveria ser formalmente informada a evitar que ponham seus pés por aqui. Caso contrário, que assumam as consequências.
Presença de agrotóxicos
Dados levantados pelo Ministério Público de SC em relatório foram enviados ao Ministério da Saúde, apontando concentração dentro dos parâmetros legais, mas revelando o uso de substâncias proibidas no Brasil.


O mercado de trabalho global está prestes a vivenciar uma das maiores transformações da história recente. De acordo com o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, a integração da Inteligência Artificial (IA) e das tecnologias de automação devem transformar 22% das ocupações em todo mundo nos próximos cinco anos.
Apesar do receio comum sobre a substituição de humanos por máquinas, os dados trazem um cenário de otimismo. O estudo projeta a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho, impulsionados pela economia digital, enquanto 92 milhões de funções tradicionais devem desaparecer. O resultado é um saldo positivo de 78 milhões de novos empregos.
Para Marcelo Cordeiro, coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), essas tendências devem se refletir na formação e no mercado brasileiro já em 2026, especialmente nessas duas áreas. “O profissional que esse cenário demanda precisa unir conhecimentos técnicos e digitais, com forte capacidade analítica e comportamento adaptável”, afirma.
A ascensão do “trabalhador aumentado”
O Relatório destaca que a IA não será apenas uma ferramenta de automação, mas um motor de produtividade. Cerca de 43% das tarefas empresariais devem ser automatizadas até 2027. Nesse contexto, surge a figura do “profissional aumentado”: aquele que utiliza a tecnologia para expandir sua capacidade analítica e criativa.
“Os futuros profissionais terão que dominar ferramentas como Business Intelligence (BI) e saber analisar dados de forma crítica. A demanda não é mais por executores de tarefas, mas por colaboradores capazes de trabalhar em conjunto com as tecnologias para otimizar processos e gerar melhores resultados”, explica Cordeiro.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, as habilidades mais valorizadas e remuneradas pelas empresas até 2030 serão:
• Pensamento Analítico e Criativo: A capacidade de resolver problemas complexos que a máquina ainda não alcança.
• Alfabetização em IA e Big Data: Não apenas operar, mas entender e direcionar a inteligência de dados.
• Liderança e Influência Social: Competências humanas essenciais para gerir equipes híbridas (humanos e algoritmos).
Quem paga mais
De acordo com o Relatório, as áreas que lideram a criação de vagas com melhores remunerações incluem especialistas em IA, analista de dados, analista de sustentabilidade, engenheiros de energias renováveis, criatividade e profissionais de cibersegurança. Por outro lado, funções administrativas de escritório, caixas de bancos e comércios registram o declínio salarial mais acentuado.
Já em relação às competências comportamentais, o ritmo acelerado das transformações pede versatilidade. “Em um mercado dinâmico, ganharão destaque profissionais com alta adaptabilidade, criatividade, capacidade de liderança e comunicação clara. Saber trabalhar em equipes multidisciplinares já é igualmente essencial”, reforça o coordenador dos cursos de Gestão e Tecnologias do Centro Universitário Integrado, Marcelo Cordeiro.
Profissões com alta demanda (em expansão)
Confira as profissões em ascensão e as que têm o risco de extinção, segundo o Relatório Sobre o Futuro dos Empregos 2025:
Surpreendentemente, as atividades ligadas à construção civil e ao setor primário lideram o crescimento, embora com menor remuneração, seguidas de perto pela tecnologia e saúde, que pagam melhores salários.
• Construção e Infraestrutura: Carpinteiros, azulejistas e operários especializados.
• Agronegócio e Alimentos: Trabalhadores agrícolas, braçais e profissionais de processamento de alimentos.
• Logística e Transporte: Motoristas de caminhoneta, serviços de entrega, vans e motocicletas.
• Tecnologia e Gestão: Desenvolvedores de software, gestores de projetos e gerentes de operações.
• Educação e Cuidado Humano: Professores de ensino médio e superior, profissionais de enfermagem, assistência social e cuidadores pessoais.
• Varejo e Hospitalidade: Vendedores de loja e atendentes de alimentação (garçons e atendentes).
Integrado lança curso de Inteligência Artificial
“A principal dica é nunca parar de estudar. É importante escolher cursos que já utilizam tecnologias em seu cotidiano e que desenvolvam não apenas conhecimento técnico, mas também pensamento crítico e capacidade de resolver problemas”, complementa Marcelo Cordeiro.
Atento a essa realidade, o Centro Universitário Integrado inicia no primeiro semestre de 2026 o curso de Inteligência Artificial. A graduação será ofertada nas modalidades presencial, semipresencial e Ensino a Distância (EAD), terá duração de apenas 2 anos e será a primeira na região da Comunidade dos 25 Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM).
Sobre o Centro Universitário Integrado
Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.
Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.
Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.
Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.
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A atividade econômica de Santa Catarina medida pelo IBCR-SC avançou 3,5% no ano passado. O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que SC cresceu 40% a mais do que a média do país, que foi de 2,5%. “A diversificação produtiva do estado permitiu que alguns setores pudessem aproveitar conjunturas positivas específicas e equilibrar efeitos negativos, como o tarifaço e a elevada taxa de juros”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.
O setor do comércio puxou o resultado, com crescimento de 5,9% em 2025, na comparação com o ano anterior. O desempenho reflete a sustentação do consumo das famílias graças ao crescimento real da renda, à desinflação de alimentos e a um mercado de trabalho altamente aquecido, segundo o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt.
O segmento de supermercados e hipermercados avançou 7,4% no período, e o de equipamentos para escritório, informática e comunicações teve alta de 9,9%, movimento associado ao avanço da transformação digital e demanda por soluções de inteligência artificial.
O setor de serviços registrou aumento de 3,2%, e também registrou impactos da demanda por soluções tecnológicas. O ramo de serviços de informação e comunicação cresceu 5,1% no estado. Os serviços prestados às famílias - que incluem restaurantes, academias e escolas - avançaram 2,9% em 2025. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,8%, foram beneficiados pelo ciclo da construção civil.
Esse mesmo ciclo da construção, e seu encadeamento produtivo, contribuíram positivamente para o desempenho da indústria, que cresceu 3,2% no ano passado, em relação a 2024. Na análise de Bittencourt, o crescimento da produção industrial, mesmo em um cenário mais adverso, foi sustentado também pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico.
O economista destaca, no entanto, que a despeito do resultado, o ambiente macroeconômico foi desafiador para Santa Catarina e mostra sinais de desaceleração. “A restrição ao crédito, motivada pela Selic a 15% ano ano, e as incertezas no comércio global impuseram limites ao crescimento, tanto de SC como do Brasil”, explicou.
Bittencourt salienta ainda que as exportações cresceram 4,4% em 2025 apesar do tarifaço dos Estados Unidos e de políticas chinesas que privilegiam o produto nacional e que resultaram em queda nas vendas para esses mercados. “A diversificação de mercados e o fortalecimento de destinos alternativos, aliada à expansão da economia da Argentina, colaboraram para um cenário de comércio exterior resiliente”, afirmou.


Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC
O governador Jorginho Mello participou da abertura da 21ª edição da ExpoFemi, em Xanxerê, na noite deste sábado, 28. Além da entrega de um cheque simbólico no valor de R$ 250 mil em apoio para a realização da feira, o governador destacou a força do agronegócio na região Oeste e disse que o evento é uma demonstração do esforço e do trabalho dos catarinenses nos mais diversos setores econômicos representados na exposição. A solenidade de abertura reuniu autoridades, lideranças políticas e empresariais, além de visitantes de toda a região.
“Xanxerê e todo o Oeste catarinense são exemplos da força e do trabalho da nossa gente, então eu desejo todo o sucesso para a ExpoFemi, para quem produz, para quem vai movimentar os negócios e para quem vem garantir momentos felizes com a família. Santa Catarina é feita disso, de gente que trabalha muito e que sabe receber bem quem vem conhecer o que a gente tem de melhor”, disse Jorginho Mello.
O prefeito Oscar Martarello agradeceu a presença do governador e o apoio do Estado para a ExpoFemi 2026, reforçando que o evento é uma mostra da pujança da região, a cada ano melhor, maior e mais inovador. Na edição deste ano a Comissão Central Organizadora (CCO) espera receber um público de mais de 250 mil pessoas. Com 360 expositores, a expectativa é movimentar mais de meio bilhão em negócios nos nove dias de feira.
“Chegamos a este dia com esse espetáculo maravilhoso, mostrando a grandeza da nossa cidade. Deixo um convite para que, nestes nove dias de feira, tenhamos aqui o metro quadrado com o maior número de grandes negócios. Que este seja um espaço de reencontros em um ambiente que preparamos com carinho”, afirmou o prefeito.
Após a solenidade de abertura oficial, o governador percorreu o parque de exposições, visitou estandes de expositores e pavilhões da feira.
A ExpoFemi 2026 acontece no Parque Rovilho Bortoluzzi, reúne exposições, setor agropecuário, indústria, comércio, gastronomia, shows nacionais e atrações para toda a família. Ao longo dos próximos dias, até 8 de março, o evento segue com uma agenda diversificada, consolidando-se como uma das maiores feiras multissetoriais da região, movimentando a economia e o turismo de Xanxerê.
Foto: SecomGOVSC
Cooperativas de energia e empresas de distribuição estão investindo um pacote de R$ 280 milhões para ampliação e modernização da rede elétrica em Santa Catarina. São novos postes, religadores, subestações, transformadores e equipamentos que vão garantir mais segurança energética e qualidade de fornecimento, sobretudo em áreas rurais. Os investimentos recebem apoio do Governo do Estado por meio da Política Estadual de Apoio às Cooperativas de Energia Elétrica de SC (Peacesc).
A Peacesc já aprovou 37 projetos de investimentos na rede elétrica catarinense de mais de 20 cooperativas e empresas de distribuição, beneficiando, assim, dezenas de municípios. O apoio do Governo do Estado ocorre através de incentivo fiscal. Ou seja, a distribuidora de energia elétrica realiza investimentos e, como contrapartida, recebe crédito de ICMS correspondente ao valor aplicado no limite de 20% do recolhimento anual do imposto. Até fevereiro foram mais de R$ 50 milhões em crédito concedido.
O governador Jorginho Mello afirma que a medida é fundamental para destravar investimentos. “Santa Catarina está crescendo forte, acima da média nacional, e precisa de energia de qualidade na área rural também. O apoio para as cooperativas é certeiro porque beneficia pequenos municípios, pequenos produtores de leite, e de outros produtos agrícolas, que agora contam uma energia mais robusta, trifásica e que não cai tanto, sem risco de perder tudo que produziu”, afirma.
Incentivo acelerou a ampliação da infraestrutura de energia
A concessão do benefício é operacionalizada em parceria pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). “A Peacesc é uma iniciativa fundamental sobretudo para destravar investimentos no setor energético. Essa política, ao lado de investimentos recordes por meio da Celesc e Programa Energia Boa, está garantindo o futuro de Santa Catarina no fornecimento e geração de energia”, destaca o secretário da Sicos, Silvio Dreveck.
Conforme o presidente da Federação das Cooperativas de Energia de SC (Fecoerusc), Edson Flores da Cunha, o incentivo fiscal foi decisivo para a realização dos investimentos. “Algumas obras estão prontas, outras ficarão prontas no decorrer do ano, entre subestações, linhas de transmissão e linhas trifásicas. Esse programa está ajudando a chegar no homem do campo uma energia com mais qualidade. Sem esses recursos, muitas cooperativas não teriam iniciado essas obras”, destaca.
Investimentos em energia garantem impactos positivos na ponta
Um dos projetos aprovados é, por exemplo, a aquisição de um transformador para a nova subestação da Coorsel. A cooperativa atende consumidores em Treze de Maio, Orleans, Pedras Grandes e Tubarão, no Sul do Estado. O incentivo fiscal via Peacesc deu sobretudo capacidade financeira para que a cooperativa continue modernizando e ampliando a infraestrutura energética na região. O investimento vai beneficiar as mais de 7,6 mil unidades consumidoras atendidas pela cooperativa.
“O investimento vai ajudar os associados a ter uma energia de qualidade, com confiabilidade e estabilidade no sistema. Vamos cadastrar outros projetos que com certeza vão nos ajudar bastante na parte de operação e distribuição de energia”, celebra o engenheiro da Coorsel, Helton Weber Stang.
Outro projeto aprovado pela Peacesc é a construção da nova linha de transmissão da Cegero e Cerbranorte. As cooperativas atendem São Ludgero e Braço do Norte, respectivamente, além de municípios vizinhos. Com a nova linha, as cooperativas reduziram o custo de transporte da energia, o que trará, portanto, impactos positivos na tarifa para os consumidores.
“Esse investimento vai impactar diretamente nos consumidores locais, dando mais qualidade, eficiência, bem como economia no fornecimento de energia”, destaca o presidente da Cerbranorte, Alex Wiggers. “É um investimento histórico, uma parceria inovadora e saudável que deu muito certo”, disse o presidente da Cegero, Tito Hobold.
