
Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Bonde urbano
O pioneirismo do Paraná na implantação do primeiro Bonde Urbano Digital (BUD) da América do Sul despertou o interesse de autoridades de outros Estados. Uma comitiva formada por prefeitos de SC e representantes do governo de Mato Grosso esteve na capital paranaense para conhecer o projeto e acompanhar o andamento da montagem do sistema, que vai operar no transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba. Os visitantes foram recebidos no Palácio Iguaçu pelo governador Ratinho Júnior.
Conta do crime
“Quem atira na polícia não volta para casa com medalha de vítima; volta com o peso da própria escolha”. A frase é do governador de SC diante de uma estatística pouco difundida pela mídia catarinense: em Florianópolis, de janeiro até agora, 25 criminosos armados foram mortos em confrontos, número que reflete a pronta resposta da polícia diante da crescente ameaça das facções. Nenhum policial perdeu a vida.
Aumento de público
O mês de setembro foi marcado por grande movimentação no Museu Casa de Brusque, que recebeu 634 visitantes ao longo de diversas atividades voltadas à educação, à cultura e à valorização do patrimônio histórico. Os números refletem um aumento significativo de público. O resultado é motivo de orgulho e comprova a importância do trabalho realizado. Ver o museu cada vez mais presente na vida das escolas, das famílias e da comunidade em geral é extremamente gratificante. O objetivo é justamente fazer do museu um espaço vivo, de aprendizado, convivência e encantamento com a história da cidade e sua gente, destacou a coordenadora do Museu.
Advocacia criativa
Numa ação de julho deste ano que pedia o pagamento de verbas trabalhistas supostamente devidas após a rescisão do contrato, incluindo horas extras e outros direitos, de uma empregada de hotel de Piratuba, sua advogada, na maior cara de pau, apresentou a petição recheada de decisões, citações doutrinárias e até nome de magistrados, como fosse verdade. Fez uso de inteligência artificial, desmascarada após checagem a Vara do Trabalho de Concórdia. O processo foi extinto e a defensora multada em R$ 3,7 mil, além de ter que se explicar na subseção da OAB-SC.
Jogo sujo
Na Operação Jogo Justo, que a Secretaria de Estado da Fazenda fez, por estes dias, de forma simultânea, em 34 cidades, sobre o uso de máquinas de cartão, foram identificadas 660 irregularidades nos 1.268 estabelecimentos comerciais fiscalizados (quase 50%), totalizando 850 infrações. Com tantas tentativas de sonegação, a operação deveria se chamar Jogo Sujo.
Certificação
A Marina Itajaí, pela quinta vez consecutiva, conquista a certificação internacional Bandeira Azul, um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade no mundo. O complexo teve início de operações em 2016.
Falência da Yeesco
O juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul, decretou dia 14, a falência da empresa Yeesco, de Brusque, que estava em recuperação judicial e atua no ramo de confecções. A empresa vinha passando por grave crise financeira, e tinha dívidas estimadas em R$ 73 milhões. Além disso, é campeã de reclamações no Procon de Brusque, sempre pelo mesmo motivo: vender produtos on-line e não cumprir os prazos de entrega. Em breve, a Justiça publicará a relação dos credores da empresa, tanto os funcionários e ex-funcionários com verbas trabalhistas a receber, quanto os fornecedores da empresa com dívidas em aberto. Após a publicação da lista de credores, que terá um prazo para contestação e poderá sofrer ajustes, é iniciada a nova fase do processo, em que são levantados os bens e o patrimônio da empresa, que possam ser vendidos para quitar as dívidas. Pela legislação, os créditos trabalhistas são os primeiros a receber, assim que houver dinheiro em caixa. Posteriormente são pagos os fornecedores, impostos, bancos, etc.
Praias poluídas
Socorro! Cientistas, em nove expedições, percorreram 7.500 quilômetros de norte a sul do Brasil e coletaram amostras de areia em 1.024 praias. Constataram que a maioria está poluída por microplásticos e que o risco ecológico causado pela contaminação é mais acentuado em alguns locais. Dentre eles o único em SC é a Praia do Siriu, em Garopaba. A que tem maior concentração de microplásticos no país é Barrancos, em Pontal do Paraná (Pr)
Duas rodas
Que o sucesso da Volta Ciclística de SC, encerrada em Florianópolis, inspire pelo menos as prefeituras que fizeram parte das cinco etapas a estimular o uso da bicicleta não apenas como lazer e sim, principalmente, como opção de transporte da população. O fato é que, contrariamente a uma tendência mundial, aqui pouco ou quase nada se faz.
No ar
A Gol anunciou um incremento de voos para o aeroporto de Florianópolis, entre dezembro deste ano a fevereiro de 2026, de 3.240 para 3.689 pousos e decolagens (458 a mais). O número de assentos passará de 594 mil para 681 mil.
Juros altos e tarifaço
As pesquisas do IBGE que mostram o ritmo da economia catarinense estamparam no mês de agosto mais impactos dos juros altos da taxa Selic para conter a inflação e estragos do tarifaço dos Estados Unidos. A indústria sentiu mais, mas os efeitos podem ser notados também no comércio e serviços. A produção industrial de SC teve queda de -2,2% no mês de agosto frente ao mesmo período do ano passado e recuou 1,8% na comparação com o mês anterior, julho. Com essa retração, o crescimento da indústria catarinense no acumulado do ano ficou em 3,3% em 12 meses, teve alta de 5%. As maiores quedas frente a agosto do ano passado em função do tarifaço foram os setores de madeira -22,8% e móveis -13%. Os minerais não metálicos recuaram -6,8%, com efeitos dos juros no mercado interno e do tarifaço nos Estados Unidos. Outros setores tiveram desempenho negativo devido aos juros altos como fabricação de veículos, reboques e carrocerias -16,9%; confecções, vestuário e acessórios -8,2% e produtos químicos -6,3%.
Maior renda de SC
Uma pequena cidade de SC que já foi notícia por uma tentativa frustrada de extração de petróleo chamou atenção por ter uma das maiores médias de renda em todo o país. Os números de rendimento em municípios brasileiros foram divulgados no começo deste mês, com base em dados do Censo 2022 do IBGE. Petrolândia, cidade de 6,7 mil habitantes no Vale do Itajaí, teve rendimento médio de R$ 5.989, o maior valor de SC e o quarto maior de todo o país. A renda média dos moradores da cidade ficou atrás apenas de Nova Lima (MG) com R$ 6.929, São Caetano do Sul (SP) com R$ 6.167 e Santana do Parnaíba (SP), com R$ 6.081.
Fusão e aquisição
A Raffcom segue com um plano de expansão focado no crescimento sustentável. Segundo o empresário Fernando Barni revelou que o planejamento da agência inclui a compra de outra concorrente em 2026. O estudo para a próxima aquisição já começou, mas a conversa com o alvo, que não está sediado em Brusque, ainda não. Os planos são de expandir o mercado com a compra de agências, que busca prioritariamente agências de full servisse e que sejam concorrentes ou especialistas em áreas complementares, como IA.
Tributos
O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) responsável por arrecadar, compensar débitos e créditos, distribuir receitas e interpretar de forma unificada a legislação tributária nacional vai utilizar como base tecnológica o Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF), desenvolvido pela Secretaria da Fazenda de SC. O SIGEF teve seu código-fonte cedido a pedido do presidente do Comitê Gestor do IBS. A escolha do sistema catarinense reforça o protagonismo dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas, que gerenciam e acompanham o desenvolvimento do SIGEF, garantindo sua evolução, estabilidade e aderência às melhores práticas de governança fiscal. O uso da ferramenta pelo Comitê Gestor do IBS confirma SC como referência nacional em gestão fiscal, fruto do trabalho técnico dos Auditores de Finanças, cuja atuação assegura eficiência, transparência e credibilidade às contas públicas do Estado e agora, também, à nova estrutura da Reforma Tributária.
Mercado imobiliário
Líder da Priime Tech, com atuação no mercado global, inicia expansão de seu braço construtor dos Estados Unidos em Brusque com um VGV (Volume Geral de Vendas) em R$ 600 milhões. O mercado imobiliário de Brusque vem, chamando atenção de grandes playes e investidores. E agora chega a hora de elevar a cidade a um novo patamar. Petersen Poia, um empresário reconhecido por liderar a transformação de operações logísticas de alta complexidade em todo o globo e recentemente destaque na Forbes, principal revista de negócios do mundo, anuncia a expansão de seu grupo no Brasil. A cidade de Brusque foi escolhida como ponto de partida para um plano de expansão ambicioso, injetando mais de R$ 600 milhões no mercado nos próximos meses.
Corte proibido
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o corte de árvores de erva-mate identificadas como produtoras de sementes. Também cria uma política para incentivar pesquisas, seleção e melhoramento genético, além de apoiar produtores. No Brasil estima-se que o cultivo ocorra em cerca de 700 mil hectares em 180 mil propriedades, principalmente em SC e no Paraná.
Nascar em SC
Dominante no cenário do automobilismo norte-americano, a Nascar, associada aos circuitos ovais, ainda engatinha no Brasil, mas planeja passos maiores para se estabelecer em um país no qual a Fórmula 1 e a Stock Car carregam um caminho de décadas. A temporada de 2026 contará com 24 carros e será disputada em 21 corridas, incluindo a expansão para cidades como Chapecó, que já está divulgando seu novo autódromo internacional, e também Cuiabá.
Ocupação
Cinquenta municípios apresentaram nível de ocupação igual ou maior que 70%, ou seja, a cada 10 pessoas acima de 14 anos, 7 estavam trabalhando, atesta módulo do Censo 2022 sobre Trabalho e Rendimento, divulgado pelo IBGE. Dos 15 municípios com maiores níveis de ocupação no Brasil, cinco são catarinenses: Irati (76,6%), São Martinho (75,2%), São Ludgero (74%), Pinhalzinho (73,7%) e Laurentino (73,5%). Em 1º está Fernando de Noronha (83,4%).
Ataque racista
A Folha de São Paulo fez alusão ao caso ao informar da realização em Brasília, do 2º Encontro da Rede Nacional de Parlamentares Negros, para discutir a criação de um fundo de reparação de R$ 20 bilhões, com aporte de R$ 1 bilhão anual, atualmente em debate no Congresso Nacional. Os recursos ao financiamento de políticas públicas voltadas para a população negra.
Setor cervejeiro
Para o presidente da Associação Cervejeira Vale dos Teares a festa é fundamental para o fortalecimento do setor. Participar da Fenarreco é valorizar a cultura e a produção local. As cervejarias têm a oportunidade de mostrar seu trabalho para milhares de pessoas, fortalecendo a identidade regional e contribuindo para a economia. Ressalta que o evento gera emprego, movimenta fornecedores e reforça o nome de Brusque como polo cervejeiro. O principal desafio é garantir o abastecimento com qualidade e segurança, mas também mostrar que o setor está em constante evolução, unindo tradição e inovação.
Odete Roitmann
De envergonhar o catarinense de bom senso a notícia nacional envolvendo o padre Cleber Pagliochi, da Paróquia São Daniel, de Seara, no oeste do Estado, que deu uma “bronca” em fiéis por ele receber vários pedidos de oração, que negou, evidentemente, para a vilã da novela Vale Tudo, Odete Roitmann. Perguntar não ofende: qual é a capacidade intelectual de uma pessoa que se diz cristã pedir oração para um personagem?
Anti-Israel
Chama a atenção projeto que começou a tramitar na Assembleia Legislativa: proíbe a aquisição de armamentos, artefatos, veículos, dispositivos, equipamentos, sistema e serviços de segurança pública, defesa ou inteligência provenientes do Estado de Israel pelos órgãos e instituições do Estado de SC.
Migrantes
A lei que instituiu a Política Estadual para a População Migrante em SC completou cinco anos sem ter saído do papel. A denúncia é do autor da lei. Para ele, a legislação foi um marco para a garantia de direitos e a inclusão da população migrante, mas não avançou por falta de iniciativa do governo catarinense.
Dinheiro de SC
A análise do veto presidencial ao artigo 16 do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) representa mais que uma pauta técnica: trata-se de uma questão de justiça federativa. Santa Catarina aguarda o ressarcimento de R$ 385 milhões repassados ao governo federal em 2021, para execução de obras em rodovias federais, recursos que saíram do caixa estadual para suprir responsabilidade da União. O veto presidencial impede que o estado seja reembolsado, ainda que o dinheiro tenha sido aplicado em benefício da própria malha rodoviária federal. A derrubada do veto permitiria que o valor fosse abatido da dívida catarinense com a União, corrigindo uma distorção que penaliza quem age com responsabilidade fiscal. A mobilização pela bancada federal precisa se transformar em resultado concreto.
Epidemia urbana
Para a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica o furto de fios é considerado uma “epidemia urbana” que causa graves impactos para distribuidoras e consumidores em todo o país. Somente em 2024, o órgão registrou mais de 28 mil casos de furtos de cabos em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 45 milhões para as companhias. Em Santa Catarina foram 5.016, segundo a SSP-SC. Neste ano 3.064 casos foram registrados no Estado. Estes números estão relacionados com a complexidade e o fator cíclico do crime, isto porque, os casos envolvem não apenas quem furta e vende o material, mas toda a sociedade.
Ranking da CNH
A Secretaria Nacional de Trânsito fez um ranking de quanto custa tirar a primeira carteira de habilitação, no formato atual, com autoescola, nos 26 Estados e no DF. Essa indústria que se criou é liderada pelo Rio Grande do Sul, com R$ 4.951. Em SC está o quinto valor mais alto: R$ 3.906. O mais baixo está na Paraíba: R$ 1.950. O alto custo é o principal motivo que leva muitos brasileiros a dirigir sem documento. São 20 milhões de pessoas nas ruas acelerando sem permissão.
Rio Vivo e IFC Brusque
A Rio Vivo, em parceria com o Instituto Federal Catarinense – Campus de Brusque, está lançando a 1ª edição do concurso de fotografia “Olhares sobre o rio Itajaí-Mirim”, destinado aos estudantes do Ensino Médio das escolas públicas do município. A iniciativa tem como objetivo despertar a conscientização ambiental, estimular a criatividade e valorizar a relação histórica, cultural e ambiental da comunidade brusquense com o rio Itajaí-Mirim. As inscrições podem ser feitas até 27 deste mês de outubro, de forma gratuita. Cada participante poderá inscrever uma fotografia original e inédita com o rio Itajaí-Mirim como tema central. Serão aceitas apenas as 100 primeiras inscrições.
Comércio
O varejo catarinense voltou a crescer em agosto, registrando alta de 0,3% em relação a julho. Com esse resultado, o setor acumula crescimento de 6% nos oito primeiros meses de 2025, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Amapá, com 7,1%. Considerando apenas o período de janeiro a agosto, SC alcançou neste ano o melhor resultado desde 2019, anterior à pandemia de Covid-19.
Fiesc
A Fiesc é finalista da primeira edição do Prêmio de melhores Práticas em Compliance e Integridade, organizado pelo Sistema Indústria. A iniciativa classificada é “Conflito de Interesse: Excelência em Governança e Controle Interno”, sobre como evitar conflito de interesse na entidade. Os outros finalistas são programas das federações de CE, PR, PE e RJ.
O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.
"O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", disse a entidade.
Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.
"A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação".
Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.
"Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia", disse a entidade, em nota.
Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.
Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.
Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.
Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.


A Prefeitura de Itapema, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Habitação, segue com as inscrições abertas para mais uma capacitação gratuita do programa Itapema Qualifica, realizado em parceria com o SENAC/SC. Desta vez, a oportunidade é para o curso de Relacionamento Interpessoal e Trabalho em Equipe, voltado para quem deseja aprimorar competências comportamentais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.
A formação tem como objetivo desenvolver habilidades essenciais para o ambiente profissional, como comunicação eficiente, cooperação, resolução de conflitos, inteligência emocional e convivência em equipe. O conteúdo também aborda princípios de etiqueta social e profissional, comunicação assertiva e técnicas para fortalecer o relacionamento interpessoal, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo, respeitoso e colaborativo.
Durante as aulas, os participantes aprenderão sobre os fundamentos do trabalho em equipe, compreendendo como a colaboração, a confiança e a união de diferentes habilidades podem potencializar resultados. O curso também apresenta estratégias para administrar conflitos de forma construtiva, além de explorar os principais elementos do processo de comunicação, identificando fatores que podem facilitar ou dificultar o entendimento entre as pessoas.
Outro destaque da capacitação é o desenvolvimento da comunicação assertiva, habilidade que permite expressar opiniões, necessidades e ideias com clareza, respeito e objetividade, fortalecendo as relações profissionais e pessoais.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Habitação, Nicko Silva, destacou a importância das capacitações para a formação profissional da população. " O Itapema Qualifica oferece oportunidades gratuitas para que a nossa população desenvolva essas competências e esteja cada vez mais preparada para conquistar uma vaga no mercado ou crescer na carreira", afirmou o secretário.
Inscrições e aulas
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Casa da Cidadania, localizada na Rua 216, nº 155, em Meia Praia, das 8h às 17h, ou de forma online pelo site qualifica.itapema.sc.gov.br. As vagas são gratuitas e serão preenchidas por ordem de inscrição. As aulas acontecerão nos dias 18, 20, 25 e 27 de agosto, além de 1º de setembro, na EMEB Bento Elói Garcia, localizada na Rua 402 B, nº 100, no bairro Morretes.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. No entanto, pondera que os juros altos agravam as dificuldades da indústria e seguirão asfixiando empresas e famílias.
“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto. A decisão do Banco Central piora a perspectiva para a indústria, já tão prejudicada pelas incertezas no cenário externo. Além disso, o crédito caro compromete gravemente a renda das famílias, que já apresentam níveis recordes de endividamento e inadimplência”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.
Juros continuam desproporcionais à trajetória da inflação
As expectativas de inflação apuradas pelo Boletim Focus vêm melhorando. Embora a projeção para o IPCA de 2026 seja de alta de 5,03%, as perspectivas para o índice em 2027 e 2028 continuam dentro do intervalo de tolerância da meta. Ao mesmo tempo, a inflação corrente vem perdendo força, o que deve continuar a ocorrer em julho. O IPCA-15, por exemplo, acumula alta de 4,52% em 12 meses até julho, resultado abaixo do observado no mês anterior (4,8%). Esses indicadores reforçam a leitura de acomodação das pressões de oferta e de demanda verificadas nos últimos meses.
Além disso, a média dos núcleos de inflação de junho ficaram em 4,44% e apontam uma trajetória mais consistente com a meta de 3% da inflação, apesar da continuidade das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.
Selic está 3,6 pontos percentuais acima do ideal
A CNI lembra que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses. A Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor — estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia. A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação.
Real valorizado contribui para segurar a inflação
Cabe destacar que, em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o país segue atraindo investidores internacionais interessados no elevado diferencial de juros entre o Brasil e as economias desenvolvidas. O país continua oferecendo retorno atrativo para investidores internacionais, situação que contribui para a apreciação do real, que nos últimos doze meses se valorizou 8,6% frente ao dólar, o que ajudou a arrefecer o ímpeto inflacionário.
Juros altos elevam endividamento e espremem margens
Consulta realizada pela CNI mostra que os juros devem trazer forte pressão financeira sobre o setor nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) prevê aumento na necessidade de financiamento para contas a pagar; 47% esperam pressão sobre contas a receber e 42% sobre estoques — sinais claros de elevação da necessidade de capital de giro.
Entre as empresas que demandam mais capital, mais de 55% projetam encarecimento do crédito, e cerca de 39% devem ampliar o endividamento bancário. Como efeito direto do aperto, 58% antecipam redução das margens líquidas, comprometendo rentabilidade e capacidade de investimento. Para conter perdas, 51% tentarão manter preços para não perder competitividade frente a importados, enquanto 37% já planejam repassar custos ao valor final, o que pressiona a inflação. Segundo os empresários, os juros atuais funcionam como um “imposto invisível” que inviabiliza investimentos, freia contratações e desvia recursos para aplicações financeiras em vez da produção.
Taxas de juros e endividamento das famílias
O elevado nível de juros no crédito livre também encarece o refinanciamento das dívidas familiares. O resultado é o endividamento em patamar crítico e o comprometimento da renda, reduzindo recursos para consumo essencial e ampliando o risco de superendividamento. O "Desenrola 2.0" trata, sobretudo, o sintoma, sem atacar causas estruturais, como a baixa educação financeira e o elevado nível das taxas de juros.


Aprovado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) reacendeu o debate sobre os efeitos da medida tanto para o bolso dos consumidores como para o funcionamento dos veículos.
Contrário à mudança, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para suspender a decisão do CNPE até que estudos específicos comprovem a segurança da nova mistura para os motores da frota brasileira.
Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a ampliação da mistura fortalece a segurança energética do país, reduz a dependência de gasolina importada e ajuda a conter preços ao consumidor.
MPF
De acordo com o MPF, os estudos que embasaram a nova configuração da gasolina (com 32% de etanol) não demonstraram, de forma conclusiva, os impactos do E32 sobre durabilidade de componentes, emissões, autonomia e compatibilidade com diferentes tipos de veículos.
Na ação, o MPF aponta riscos de corrosão de peças, desgaste de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.
Os procuradores argumentam, ainda, que os estudos usados foram elaborados para o E30 e não para validar especificamente a adoção permanente do E32.
Por fim, o MPF argumenta que faltam estudos sobre impactos ambientais indiretos e pede perícia técnica independente.
Unica
Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento do percentual de etanol na gasolina é algo positivo porque favorece a segurança energética do país, além de reduzir a necessidade de importação de gasolina.
Além disso, acrescenta a Unica, não há evidências, nos resultados obtidos, de impactos sobre desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo, emissões ou funcionamento dos veículos em decorrência da adoção do E32.
A entidade lembra que o E32 foi avaliado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia e realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os testes foram feitos em veículos leves e motocicletas movidos a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024.
Mesmo os veículos mais antigos avaliados não apresentaram impactos em partida, marcha lenta, aceleração ou dirigibilidade com a utilização do E32, acrescentou ao destacar que não foram identificados impactos relevantes em desempenho, consumo, dirigibilidade, partidas a frio ou funcionamento dos motores.
Além dos aspectos técnicos, a entidade sustenta que o aumento da participação do etanol pode beneficiar os consumidores ao reduzir a dependência de gasolina importada.
A estimativa é que o país deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano. Segundo a Unica, sem a presença do etanol no mercado nacional, o custo dos combustíveis teria aumentado em R$ 8 bilhões apenas nos últimos três meses.
Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, quando entrou em vigor a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso dos consumidores ao ambiente de livre contratação. De acordo com os dados, 73% dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre notaram redução dos custos com as tarifas de energia elétrica.
A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada nesta quinta-feira (30) pela CNI, revela que 30% das empresas consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir o custo da conta de luz. Os dados apontam ainda que, em meio a um cenário de oscilações no setor elétrico impulsionado pela alta demanda global e por conflitos geopolíticos, o interesse das empresas pelo mercado livre de energia aumentou.
Apesar desse avanço, ainda há grande potencial para expansão desse mercado. Entre as empresas atendidas em baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstram interesse em migrar para o mercado livre. Os dados reforçam que a abertura gradual do setor tende a ampliar a competitividade das indústrias.
A pesquisa revela que, entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre. Entre as pequenas empresas, 22% informam atuar nesse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado cativo.
Os dados indicam também que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos. O custo da energia é apontado pelos industriais como um dos principais desafios do setor.
Confira a pesquisa: https://static.portaldaindustria.com.br/portaldaindustria/noticias/media/filer_public/43/8d/438d1f97-f43e-435f-83e2-f0a4118f1646/sondagem_cni_industria_e_energia_2026.pdf
Sondagem CNI Indústria e Energia 2026.pdf(6,1 MB)
“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, destaca o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.
“Além disso, precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta o gerente da CNI.
83% das empresas dizem que custo da energia é importante para a competitividade
Segundo a sondagem, 62% dos industriais indicaram que houve algum impacto da variação dos preços de energia elétrica nos últimos 12 meses. Para 83% deles, a conta de luz é um fator imprescindível para a competitividade. Outros 67% consideram que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.
O aumento da conta de luz foi apontado por 3% das empresas como alto (acima de 30% de reajuste). Para 20%, o impacto foi considerado médio (acima de 10% de aumento), enquanto para 39%, o impacto foi considerado baixo (abaixo de 10% de aumento).
Quase duas em cada três empresas (64%) investiram em alguma forma de economizar energia ou na diminuição dos custos tarifários. A principal opção apontada foi a migração para o mercado livre, apontada por 30% das indústrias.
Investimentos em autogeração e eficiência energética
Já os investimentos em autogeração e ações de eficiência energética foram elencados como alternativas para 13% das empresas respondentes. Outros 28% não tomaram nenhuma medida para otimização energética de seus processos produtivos.
O setor de produtos de borracha foi o que mais investiu na opção de autogeração (25% das empresas) e na migração para o mercado livre (38% das empresas). O setor que mais migrou para o mercado livre foi o calçadista (47% das empresas). O setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, por sua vez, foi o que mais investiu em eficiência energética (25% das empresas).
A Sondagem Especial Indústria e Energia foi realizada em abril pela CNI, junto a 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, sendo 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.


A energia elétrica é o principal insumo da indústria brasileira e um fator decisivo para a competitividade da economia. O Brasil reúne condições privilegiadas: tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 85% da geração proveniente de fontes renováveis, e vem ampliando rapidamente a participação da energia solar e eólica. Ainda assim, convivemos com um paradoxo difícil de justificar. Produzimos energia a baixo custo, mas pagamos uma das tarifas mais altas do mundo.
A principal explicação para essa distorção não está no custo de geração, transmissão ou distribuição, mas no crescimento contínuo dos encargos setoriais, subsídios e tributos embutidos na conta de luz. Hoje, cerca de 40% da tarifa corresponde a impostos e encargos setoriais, percentual que compromete a competitividade da indústria, reduz investimentos e encarece a produção nacional. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, ilustra essa escalada: seu orçamento passou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões previstos para 2026.
O Brasil segue um caminho que vai na contramão da racionalidade e do razoável. Ao longo dos anos, diferentes políticas públicas foram incorporadas à tarifa de energia por meio de encargos criados, muitas vezes, com objetivos legítimos. O problema é que esses mecanismos se acumularam sem revisões periódicas, transformando-se em um conjunto de subsídios permanentes que pesa sobre consumidores e empresas. Criar encargos tornou-se politicamente mais fácil do que financiá-los pelo orçamento público, reduzindo a transparência e perpetuando distorções econômicas.
A facilidade política para criar encargos contrasta com a enorme dificuldade para sua revisão ou eliminação. Essa é a razão pela qual se prefere garantir subsídios via encargos, que não passam pelo escrutínio político na análise do orçamento público, em detrimento do uso de recursos orçamentários. Assim, os encargos setoriais acabam financiando políticas e subsídios que tendem a se perpetuar, mesmo quando perdem a eficiência econômica.
A redução desse peso sobre a conta de luz é uma das principais propostas da indústria brasileira para o próximo mandato presidencial. Este tópico está destacado como a prioridade no documento que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou aos pré-candidatos à Presidência da República, em evento realizado em junho.
No fim do século passado, nosso sistema elétrico era considerado um dos mais eficientes do mundo. Os grandes reservatórios hidrelétricos e um sistema interligado por uma ampla rede de transmissão garantiam a segurança e o baixo custo da eletricidade. Essa situação representava uma importante vantagem competitiva para a economia brasileira e para a indústria.
Infelizmente, esse tempo passou. A energia elétrica, agora, é cara. O recente histórico de intervenções no setor aliado às questões de gestão e de planejamento desestabilizaram o modelo, gerando complexidade, judicialização e enormes passivos financeiros.
O PL 5017/2019 foi aprovado recentemente na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal, determinando a criação de mais subsídios e contratações compulsórias de geração que novamente irão aumentar a tarifa de energia, sem que critérios técnicos ou econômicos sejam considerados.
O novo texto aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura pegou o setor elétrico de surpresa. Estimativas da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia apontam que o custo acumulado com esses novos penduricalhos da conta de luz chegará a R$ 1,5 trilhão no acumulado na conta de luz até 2057, caso o Congresso Nacional aprove o projeto que prevê a contratação obrigatória de termelétricas a gás e pequenas hidrelétricas, entre outros dispositivos.
Trata-se de um caminho incompatível com a necessidade urgente de reduzir o Custo Brasil. A indústria é o setor da economia mais sensível ao preço dos insumos energéticos, devido à elevada participação da energia no custo total de produção. A racionalização dos encargos, a redução gradual de subsídios que já não se justificam, o aperfeiçoamento da formação de preços e a ampliação da concorrência devem integrar uma agenda consistente de reformas.
O Brasil não pode desperdiçar a vantagem de ter uma das matrizes elétricas mais renováveis e competitivas do planeta. A energia precisa voltar a ser um diferencial para impulsionar a indústria, atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico. Isso exige coragem para enfrentar privilégios, revisar subsídios e construir um setor elétrico mais transparente, eficiente e sustentável. Reduzir os penduricalhos da conta de luz não é apenas uma necessidade para os consumidores, mas uma condição indispensável para devolver competitividade à economia brasileira.
*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O artigo foi publicado na Folha de S. Paulo, no dia 30 de julho de 2026.