
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstra preocupação com o recuo na assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, após mais de 25 anos de negociações, mas acredita que ainda há espaço para diálogo e espera que as condições políticas necessárias para a assinatura sejam construídas até o início do próximo ano. A expectativa era de que o tratado fosse formalizado neste sábado (20), durante a 67ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, mas a ausência de consenso entre os países europeus adiou a conclusão de um acordo considerado estratégico para a economia dos países envolvidos.
Com benefícios a ambos os blocos, o texto negociado reflete um equilíbrio relevante entre interesses econômicos, sociais e ambientais e permanece como uma base sólida para a conclusão do processo. Para a indústria brasileira, a entrada em vigor do acordo representa uma oportunidade de ampliar a inserção internacional do país, atrair investimentos, estimular ganhos de produtividade e fortalecer a competitividade. Só em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a UE foram criados 21,8 mil empregos, movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e outros R$ 3,2 bilhões em produção.
“Adiar a assinatura do acordo neste momento é motivo de frustração, especialmente diante do longo histórico de negociações, mas esperamos que o empenho em firmar essa parceria seja mantido para que o processo seja concluído o quanto antes, em benefício de uma integração econômica do Mercosul com a União Europeia”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI atua de forma contínua e estratégica em defesa do acordo, especialmente por meio da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), que reúne entidades representativas de diversos setores da economia e tem contribuído para a construção de consensos e propostas equilibradas.
É preciso manter agenda ativa de inserção internacional
Diante do adiamento, a CNI destaca a importância de o Brasil seguir avançando na agenda de inserção internacional, tanto com a UE quanto com outros parceiros estratégicos. A celebração de acordos comerciais continua sendo um instrumento fundamental para ampliar exportações, reduzir barreiras, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras.
Nesse cenário, ganham ainda mais relevância as negociações em andamento com países como Canadá e México e o lançamento de negociações com parceiros da América Central e o Reino Unido, além do aprimoramento de acordos já existentes. Para a indústria, é essencial que o Brasil adote uma estratégia pragmática e consistente de diversificação de mercados, ampliando sua participação no comércio internacional e reduzindo vulnerabilidades externas.
Acordo é importante para previsibilidade e investimentos
Além dos benefícios comerciais, o acordo Mercosul-UE estabelece regras modernas em áreas como desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual, facilitação de comércio e normas sanitárias, contribuindo para um ambiente de negócios mais previsível e alinhado às melhores práticas internacionais. O documento prevê, ainda, oferta de cooperação científica e tecnológica da UE para os países do Mercosul que pode se traduzir em projetos conjuntos de P&D em áreas de fronteira, como tecnologias de captura de carbono, uso industrial de C02, reciclagem e reuso de baterias e minerais críticos.
A União Europeia é o principal investidor estrangeiro no Brasil, respondendo por 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023, o equivalente a US$ 321,4 bilhões. Já o Brasil é o maior investidor latino-americano no bloco. Esse vínculo reforça a importância de concluir o acordo e aprofundar uma relação econômica sólida e madura.
Parceria Brasil-União Europeia permanece estratégica
Em 2024, o bloco da União Europeia respondeu por 14,3% das exportações brasileiras (US$ 48,2 bilhões) e por 17,9% das importações (US$ 47,2 bilhões), se consolidando como o segundo principal parceiro comercial do país.
A indústria é um pilar central dessa relação. Em 2024, 98,4% das importações brasileiras vindas da UE foram de produtos da indústria de transformação, essenciais para o acesso a insumos, tecnologias e bens de maior valor agregado. Nas exportações brasileiras ao bloco, 46,3% foram bens industriais. Apesar de ser uma participação relevante, a indústria de transformação vem perdendo espaço nas exportações brasileiras para o bloco europeu, cenário que pode ser revertido com o acordo.
Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até 30 de janeiro para aderir às condições especiais de renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. No ano passado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025, que trata da transação tributária e cujo prazo de adesão acabaria em 30 de setembro.
A iniciativa permite regularizar pendências fiscais com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento. As condições variam conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.
Quem pode aderir
Microempreendedores individuais (MEI);
Microempresas;
Empresas de pequeno porte.
Modalidades disponíveis
O edital prevê diferentes formas de transação, entre elas:
Transação conforme a capacidade de pagamento do contribuinte;
Débitos considerados irrecuperáveis;
Transação de pequeno valor, para dívidas de até 60 salários mínimos, com regras específicas para MEI.
Débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.
Como aderir
A consulta às pendências e a formalização da adesão devem ser feitas pelos canais oficiais da PGFN. A prorrogação do prazo amplia o alcance da medida e busca estimular a regularização fiscal como forma de apoiar a recuperação dos pequenos negócios.
A PGFN reforça que a renegociação de dívidas não se confunde com o pedido de reenquadramento no Simples Nacional, que ocorre no início de cada ano. Cada procedimento tem regras próprias e deve ser feito separadamente.
Atenção aos prazos
30 de janeiro: prazo exclusivo para aderir às modalidades de renegociação da dívida ativa da União;
31 de janeiro: prazo distinto para pedir retorno ao Simples Nacional por MEIs desenquadrados do regime.


As inscrições para a 11ª edição do Congresso de Inovação da Indústria já estão abertas. Marcado para os dias 25 e 26 de março no WTC, em São Paulo, um dos principais eventos de inovação industrial da América Latina é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), correalizado pelo Sistema Indústria - que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) - e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Garanta sua inscrição no site do Congresso de Inovação : https://congressodeinovacao.com.br/
O Congresso tem como principal objetivo fortalecer o ecossistema nacional de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), promover o diálogo entre os setores público e privado e difundir soluções inovadoras da indústria brasileira. Com o tema Transição Ecológica e Digital, a 11ª edição vai debater a integração entre práticas sustentáveis e tecnologias digitais e reconhecer empresas, ecossistemas e pesquisadores por meio do Prêmio Nacional de Inovação.
O evento é gratuito e voltado para lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores do ecossistema de inovação público e privado, incluindo empresas, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e startups.
“A grande novidade deste ano é que o Congresso acontece depois de uma experiência inédita, a Jornada Nacional de Inovação da Indústria. Ao fim de nove meses, teremos percorrido junto com o Sebrae as cinco regiões do Brasil para ouvir dos empresários quais são os principais desafios e as oportunidades para as empresas inovarem. Também estamos mapeando soluções inovadoras e deep techs brasileiras”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.
“A Jornada Nacional de Inovação nos permite ouvir quem está na ponta e transformar desafios em uma agenda prática: ampliar o acesso a tecnologias, acelerar a digitalização, elevar a eficiência produtiva e incorporar a sustentabilidade como fator de competitividade. Nesse contexto, as deep techs e a bioeconomia ganham protagonismo ao conectar ciência, inovação e mercado, gerando soluções de alto impacto que fortalecem cadeias produtivas, valorizam ativos naturais e ampliam a competitividade das micro e pequenas empresas brasileiras”, aponta o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick.
Congresso vai apresentar as principais conclusões da Jornada de Inovação
A Jornada Nacional de Inovação da Indústria, que começou em julho, é uma caravana que percorre o Brasil por região. Já foram realizados 36 encontros em cidades do Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Atualmente, a Jornada está no Sudeste, encerrando na região Norte em março. Os resultados dos 48 encontros serão apresentados no 11º Congresso de Inovação da Indústria.
Por meio de escuta ativa e diálogos qualificados entre representantes de deep techs, indústrias, pesquisadores, entidades governamentais e ICTs, a CNI e o Sebrae terão um mapa das principais soluções e desafios para o cenário de inovação tecnológica no Brasil.
Além de apresentar o retrato da inovação no país e o posicionamento empresarial das políticas públicas de fomento à transição ecológica e digital, o Congresso terá debates com especialistas e empresários nacionais e internacionais. Acompanhe as novidades da programação nas redes sociais e nas agências de notícias da CNI e do Sebrae.
Realizado pela CNI e pelo Sebrae em correalização com SESI, SENAI e IEL, o 11º Congresso de Inovação da Indústria tem patrocínio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), do Grupo Boticário e da Bosch.
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.793 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil, uma oportunidade para quem quer carimbar o passaporte rumo ao mercado de trabalho.
As vagas são destinadas a estudantes que desejam iniciar essa jornada profissional, com oportunidades em áreas como administração, arquivologia e biblioteconomia, ciências da natureza, comunicação, design gráfico, economia, gestão pública, pedagogia, serviço social e muitas outras, incluindo cursos técnicos e ensino médio.
Todas as oportunidades são remuneradas, com bolsas que variam de R$ 400 a R$ 2,5 mil, além de auxílio-transporte, apoiando cada etapa desse caminho.
O IEL acredita que atitudes positivas abrem portas e que o estágio é um dos primeiros carimbos no passaporte que transforma talento em oportunidade. Referência na conexão entre estudantes e empresas, o IEL convida você a dar o primeiro passo rumo ao futuro profissional.
*O conteúdo de vagas é dinâmico e pode passar por atualizações constantes.


A qualificação profissional é um fator indispensável para ampliar a permanência dos profissionais no mundo do trabalho e criar oportunidades de emprego, renda, inclusão social e redução da pobreza. Com esse objetivo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Itajaí (SDE) firmou nesta quinta-feira (22) uma parceria estratégica para a capacitação de trabalhadores do setor têxtil.
Por meio do diálogo com uma grande indústria têxtil instalada no município, a SDE está desenvolvendo trilhas formativas por meio do programa Qualifica+ Itajaí. A formação será ofertada gratuitamente aos trabalhadores e itajaienses interessados, com possibilidade de evolução até o nível técnico e alinhada às demandas reais do mercado de trabalho local.
Entre as principais propostas a serem agregadas nesta iniciativa estão formações in company, ou seja, utilizando a própria empresa como campo de práticas. Ainda, o projeto contará com a parceria de instituições de ensino para disponibilização de cursos e módulos a serem abertos a toda a população.
Outro ponto central da discussão foi a criação de mecanismos de estímulo à adesão dos profissionais. Isso inclui estratégias de vinculação entre formação e empregabilidade, com a perspectiva de garantir a inserção no mercado de trabalho para os participantes que concluírem com êxito os percursos formativos.
Além de promover a integração entre o poder público, a iniciativa privada e instituições de ensino, a medida amplia a geração de oportunidades e proporciona o aumento da produtividade ao fortalecer as cadeias produtivas locais.
Conforme o diretor de Comércio, Indústria e Serviços, Marcos Pessatti, a Secretaria atua para aproximar a qualificação profissional das reais necessidades do mercado de trabalho em Itajaí. “Essas trilhas vão começar com a capacitação básica, avançam para qualificação e podem chegar até o nível técnico, inclusive com parte da formação acontecendo dentro do próprio ambiente produtivo”, explica Pessatti.
O projeto de capacitação será implementado oficialmente ao longo do primeiro semestre de 2026. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico atua para transformar esta iniciativa em um modelo a ser replicado com outros setores da base industrial itajaiense.
Foto: Divulgação / SCGÁS
A temporada 2026 de Conectados: o gás do futuro já começou com conteúdo inédito. O episódio de estreia traz informações exclusivas sobre os investimentos da SCGÁS para os próximos cinco anos, com números e decisões estratégicas do Plano Plurianual de Negócios. O programa apresenta a visão da Companhia e os principais aportes previstos de 2026 até 2030.
Na conversa, Samuel Schmitz, gerente de Planejamento da SCGÁS, detalha os projetos em andamento, os focos de expansão e as prioridades que vão orientar o crescimento da Companhia em Santa Catarina. O episódio também apresenta os investimentos e a construção de rede planejados especificamente para 2026.
“O Plano Plurianual tem como maior objetivo traduzir aquilo que a empresa entende como os focos em projetos e ações que vão ser executados nos próximos anos. Isso a gente faz envolvendo não só o planejamento, a GPLAN, mas todas as áreas da companhia”, destaca Samuel.
Com uma proposta direta e linguagem acessível, o programa transforma números, metas e estratégias em informação clara para o público. É o ponto de partida de uma nova temporada que segue debatendo inovação, transição energética e os caminhos do setor.
Em março de 2026, o Conectados completa um ano no ar. A data marca a consolidação do podcast e reforça o compromisso da SCGÁS em transformar temas técnicos em conteúdo relevante com informação de qualidade.
Os episódios estão disponíveis no Spotify e Youtube.


Foto: Divulgação / FTC
O volume de cargas transportadas nas ferrovias situadas em território catarinense durante todo o ano de 2025 chegou a 6.172.708 toneladas. Os dados foram apurados pela Diretoria de Modais de Transporte e Gerência de Ferrovias da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Pela Ferrovia Tereza Cristina (FCT) foram 3,08 milhões de toneladas, entre carvão mineral para a termelétrica Jorge Lacerda e contêineres para o Porto de Imbituba, e pela Rumo Logística outras 3,08 milhões de toneladas, especialmente granéis sólidos agrícolas, como soja e milho, para o do Porto de São Francisco do Sul.
“Nós percebemos ano a ano que o potencial das ferrovias vem sendo subutilizado. Motivados pelo governador Jorginho Mello, estamos liderando um movimento dos estados do Codesul para que tenhamos espaço na discussão nacional sobre o tema, sobre a renovação da atual concessão e sobre os futuros investimentos. O setor produtivo aguarda por uma solução para que este modal seja uma alternativa ao desenvolvimento logístico”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.
Dois produtos são responsáveis por mais de 76% de toda a carga transportada em 2025: carvão mineral, com 2,5 milhões de toneladas e soja, com 2,1 milhões de toneladas. O transporte de milho também chega a 853 mil toneladas e cargas conteinerizadas foram mais 566,6 mil toneladas. Outros produtos compreendem adubo orgânico e a granel, bobinas de aço, combustíveis como gasolina e óleo diesel, cloreto de potássio e uréia.
Outro destaque fica por conta da FTC, que movimentou mais de 560 mil toneladas de contêineres para o Porto de Imbituba, que correspondem a cerca de 43% de toda a movimentação de contêineres do Porto. Este índice faz com que o Porto de Imbituba seja a instalação portuária do Brasil que, proporcionalmente, mais movimenta (recebe ou expede) contêineres pela via ferroviária.
O estado tem 1.373 km de malha ferroviária instalada (1.210 km concedidos à Rumo e 163 km concedidos à FTC), mas apenas 373 km em operação (26,4%), o que representa 1,69% da malha ferroviária brasileira operacional, que é de aproximadamente 21.510 km e com movimento de 541.694.070 milhões de toneladas.
Atualmente Santa Catarina tem dois projetos em desenvolvimento. Um deles, de 319 quilômetros entre as cidades de Chapecó e Correia Pinto, e outro, de 62 quilômetros, entre Navegantes e Araquari, que serão concluídos em 2026. Em 2025 também foi aprovada a Lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). A proposta regulamenta a exploração do transporte ferroviário de cargas e passageiros, tanto por meio de concessões públicas quanto por autorizações privadas, como Estado podendo ser o poder concedente.
O ministro de Portos e Aeroportos participou, nesta terça-feira (20), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de cerimônia no Porto de Rio Grande (RS), que marcou o anúncio do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP), vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, voltados à renovação da frota de apoio marítimo.
O empreendimento portuário e logístico prevê investimentos de aproximadamente R$ 24 bilhões, destinados à implantação de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da logística de exportação. Já os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões em investimentos para a construção de embarcações, com impacto direto na indústria naval e na logística marítima do país.
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo está trabalhando para recolocar o Porto de Rio Grande no centro do desenvolvimento do país. “A gente quer criar todas as condições para que esse porto volte a funcionar com toda a força possível. Porto forte significa emprego, renda, indústria funcionando e comida chegando mais barata na mesa do povo. Quando o Estado investe, a economia cresce, o Brasil exporta mais e quem trabalha sente a diferença na vida real”, declarou.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o projeto consolida o Porto de Rio Grande como um ativo estratégico para o crescimento econômico do país. “Estamos promovendo um salto de eficiência logística, que reduz custos, amplia a capacidade de escoamento da produção e fortalece a competitividade das exportações brasileiras. Ao integrar hidrovias e porto, criamos um ambiente mais atrativo para investimentos, geramos emprego e renda e ampliamos a participação do Brasil nos mercados internacionais”, afirmou.
O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil após sua conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que motivou a implantação de dois novos Terminais de Uso Privado no estado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.
O TUP do Porto de Rio Grande terá capacidade de movimentar até 9 milhões de toneladas por ano, a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura para armazenagem de cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos, além de aproximadamente 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026.
Durante o evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a relevância do empreendimento para a economia estadual. “Estamos diante do maior investimento privado já realizado no estado. Esta área, que esteve parada desde 2014, passa agora a cumprir uma função estratégica no transporte de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha”, afirmou.
Programa Mar Aberto
A cerimônia também incluiu a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Ao todo, os contratos somam R$ 2,8 bilhões para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, com potencial de geração de mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina.
“Esse movimento está alinhado à estratégia do governo federal de reconstrução da indústria naval e offshore brasileira. A Petrobras cumpre seu papel como empresa indutora do desenvolvimento, ampliando investimentos, fortalecendo a logística e contribuindo para o crescimento sustentável do país”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras.
Ainda em Rio Grande, a programação incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades, reforçando a integração entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos




Nas palavras de Paulo Teixeira, a agricultura familiar vai bombar com o acordo firmado entre os dois blocos.
O ministro participou nesta terça-feira (20) do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A agricultura familiar vai ganhar muito com esse acordo, ressaltou o ministro ao lembrar que a produção de café no país é predominantemente de agricultores familiares. Eles, agora, poderão vender o café que tiver já processado sem taxas, disse o ministro.
Paulo Teixeira disse que a abertura de novos mercados acabou sendo estimulada pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos. Isso abriu o mercado consumidor europeu, que é um mercado rico. Os europeus são ricos e poderão comprar vários produtos da agricultura familiar.
Além do café, tem as frutas. O açaí, por exemplo, está bombando no mundo inteiro. Temos também manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender os seus produtos na Europa sem taxas. A agricultura familiar vai bombar, acrescentou o ministro.
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Outro produto com grande potencial para conquistar o mercado europeu são os lácteos brasileiros, segundo Paulo Teixeira. Precisaremos produzir mais lácteos para exportar. Temos um grande mercado de queijo. Inclusive de queijos mineiros, que são muito famosos no mercado interno e que poderão também ser vendidos para o mercado externo.
Vamos ter de comprar queijo francês, mas poderemos exportar queijo mineiro para a França. Temos de pensar grande nesse novo tempo de acordo entre Mercosul e União Europeia, disse.
Ele lembrou que a região mineira da Serra da Canastra tem queijos que são vendidos como especiarias no Brasil, com grande potencial para ser consumido também pelos europeus.
O ministro ressaltou que os investimentos do governo federal na agricultura familiar, via Plano Safra, têm batido recordes, o que tem resultado, também, no aumento das vendas de máquinas de pequeno porte para os agricultores.
Tenho a honra de dizer que o que puxa hoje a indústria de máquinas no Brasil são as máquinas pequenas dos agricultores familiares. O agricultor familiar está vendendo mais produtos porque melhorou a renda na sociedade brasileira. Com essa melhoria de renda, o primeiro investimento que a família faz é em alimentação, argumentou Paulo Teixeira.
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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar antecipou que, em breve, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará políticas públicas voltadas à transferência de saberes e conhecimentos da Embrapa para a agricultura familiar, em especial para os jovens que se mantiverem no campo para produzir alimentos para o Brasil e o mundo.
Queremos estimular os jovens que já estão na agricultura a buscarem instituições científicas, como universidades e Embrapa, que cada dia mais disponibilizam seus conhecimentos para a agricultura familiar, acrescentou o ministro.
Outra informação antecipada pelo ministro durante o programa é o pacote de desapropriações de terras, previsto para ser anunciado nesta sexta-feira (23) pelo presidente Lula durante encontro com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador.
Teremos uma grande entrega agora na sexta-feira, durante esse encontro. Ali, Lula deve anunciar um grande pacote de desapropriações para a reforma agrária no Brasil. O que nós estamos procurando é a paz no campo, e a reforma agrária é a maneira de se conseguir paz no campo, adiantou.
Segundo Teixeira, esse pacote inclui, além de terras, crédito, assistência técnica, orientações e a possibilidade de organização por cooperativas. Terá também acesso aos programas de compras públicas.
Santa Catarina concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC, com base na PNAD Contínua do IBGE (3º trimestre de 2025), que demonstra um ambiente empreendedor mais estruturado e dinâmico no estado.
O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento que concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$4.194,00 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$9.672,00 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira, apontando o alto nível de dedicação à atividade empreendedora no estado.
Em termos demográficos, os empreendedores catarinenses são majoritariamente homens (63,4%), enquanto as mulheres representam 36,6%, participação ainda assim superior à média nacional, registrando 2,3 pontos percentuais a mais. Em relação à cor da pele, 83,8% se declaram brancos, 13% pardos e apenas 2,5% pretos, um dado que apresenta a baixa participação de pessoas negras no empreendedorismo catarinense e aponta para a necessidade de ampliar políticas, programas e ações de incentivo à inclusão e à diversidade no ambiente de negócios.
A faixa etária predominante está entre 40 e 59 anos (44,9%), com ensino médio (39,7%) e ensino superior (32,9%), e a maioria ocupa a posição de responsável pelo domicílio, reforçando o papel do empreendedor como agente central na sustentação econômica das famílias. Outro destaque é o nível de formalização: Santa Catarina apresenta uma taxa de informalidade 15 pontos percentuais menor que a média brasileira, além de registrar 6,4 pontos percentuais a mais de empreendedores com ensino superior em relação ao país. Ainda assim, o estado apresenta um nível de informalidade elevado, atingindo 50,4% dos empreendedores.
De forma geral, o empreendedor catarinense é caracterizado como homem branco, entre 40 e 59 anos, com escolaridade média ou superior, atuante no setor de serviços, responsável pelo domicílio, trabalhador por conta própria e com rendimento médio mensal de R$4.194,00.
Para o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf, os dados reforçam tanto os avanços quanto os desafios do empreendedorismo no estado. “Os dados confirmam que Santa Catarina possui um ambiente favorável aos negócios, com empreendedores mais qualificados, formalizados e com maior capacidade de geração de renda. O Sebrae atua para fortalecer esse ecossistema de forma cada vez mais inclusiva, promovendo políticas e ações contínuas de apoio ao pequeno negócio para todos”, destaca Roberto.
SOBRE O SEBRAE
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoia milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.






O faturamento real da indústria de transformação voltou a crescer em novembro de 2025, mas o mercado de trabalho do setor segue em desaceleração. Dados dos Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com a recuperação pontual da atividade.
Segundo a CNI, a perda de ritmo do emprego se intensificou a partir de setembro, refletindo os efeitos do aperto monetário e do enfraquecimento gradual da atividade industrial ao longo do segundo semestre.
Principais números da indústria em novembro:
Faturamento real: alta de 1,2% em relação a outubro;
Emprego industrial: queda de 0,2%, terceira retração consecutiva;
Emprego desde setembro: recuo acumulado de 0,6%;
Emprego no ano: alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025.
De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o emprego reagiu à melhora da atividade iniciada em 2023 e que teve seu auge em 2024, mas começou a perder força com o aumento da taxa Selic, iniciado ainda no ano passado.
Somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado, explica Azevedo, ressaltando que demissões e recontratações são custosas para a indústria, que depende de mão de obra qualificada.
Mercado de trabalho: alívio pontual, ano negativo
Outros indicadores ligados ao mercado de trabalho tiveram melhora em novembro, após uma sequência de resultados negativos, mas seguem acumulando perdas no ano.
Massa salarial real:
Alta de 1,5% em novembro, após quatro quedas seguidas;
Queda de 2,3% no acumulado do ano.
Rendimento médio real:
Aumento de 1,6% no mês;
Recuo de 4% de janeiro a novembro.
Perda de fôlego
Apesar do crescimento do faturamento em novembro, a atividade industrial segue mostrando sinais de desaceleração no acumulado do ano.
Faturamento acumulado em 2025:
Alta de apenas 0,3%
Horas trabalhadas na produção:
Queda de 0,7% em novembro;
Alta de 0,9% no acumulado do ano.
Utilização da Capacidade Instalada (UCI):
Recuo de 0,6 ponto percentual em novembro, para 77,5%;
2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.
Segundo a CNI, a redução gradual do crescimento do faturamento ao longo de 2025 reforça a expectativa de perda de ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, em um ambiente marcado por juros elevados e menor dinamismo da demanda.
O relatório da Anatel de jan/2026 mostra Telecom brasileiro forte em 2025: +6,83 mi acessos móveis, 52,9 mi em banda larga fixa (63% por PMEs), fibra em 83% do território e streaming em 90%. Investidores confiam na expansão de 5G e infraestrutura.
O setor de telecomunicações brasileiro terminou 2025 em alta, com números que mostram estabilidade e crescimento em áreas chave. Você já parou para pensar como isso impacta o dia a dia, desde o streaming que você assiste até o sinal de internet na sua casa? O Relatório de Monitoramento da Competição da Anatel, divulgado nesta segunda-feira (19/1/2026), traz dados frescos que explicam por que o Brasil continua atraindo olhares de investidores globais. Vamos destrinchar os principais pontos para você entender o que está por trás dessa confiança.
Crescimento moderado na telefonia móvel
A telefonia móvel deu sinais de recuperação após um 2024 mais fraco. No quarto trimestre, o número de acessos subiu 0,01%, e no acumulado do ano, o crescimento chegou a 0,03%. Isso representa 1,69 milhão de novas linhas só no último trimestre e 6,83 milhões ao longo de 2025.
O que impulsiona isso? Principalmente o aumento no consumo de dados e a migração para planos pós-pagos, que oferecem mais flexibilidade. O mercado ainda é dominado por três grandes grupos econômicos, que controlam 94% da base ativa. Mas a competição esquenta na qualidade de rede, serviços digitais e monetização de dados, especialmente com a expansão do 5G para o interior do país. Na prática, isso significa redes mais rápidas para mais gente, inclusive em regiões distantes.
Banda larga fixa: O setor mais competitivo
Aqui está o destaque: a banda larga fixa é o ecossistema mais disputado do setor. O Brasil fechou 2025 com 52,9 milhões de acessos, com queda de 0,7% no trimestre, mas ganho de cerca de 750 mil usuários no ano todo.
Pequenas e médias empresas brilham nesse cenário, detendo mais de 63% das conexões e atuando em todas as regiões. Mesmo com fusões acontecendo, esses provedores regionais expandem cobertura onde as gigantes não chegam. Imagine morar em uma cidade pequena e ter internet de fibra óptica rápida – isso é realidade em mais lugares graças a eles. O relatório da Anatel reforça que essa dinâmica mantém preços acessíveis e inovação constante.
Mudanças no consumo e desafios com dispositivos
Os hábitos dos brasileiros mudaram bastante. A TV por assinatura tradicional cai, enquanto o streaming domina 90% das assinaturas audiovisuais. Voz sobre apps como WhatsApp e Telegram também reduzem o uso de linhas tradicionais, priorizando pacotes de dados pesados.
Outro ponto preocupante: dispositivos irregulares. Segundo a Abinee, um em cada quatro smartphones no Brasil não é homologado, totalizando quase 11 milhões de aparelhos. Isso afeta segurança e qualidade de sinal. Por outro lado, o mercado de dispositivos cresce rápido, virando base para novos negócios.
Infraestrutura em Expansão e Atratividade para Investidores
A fibra óptica cobre 4.645 municípios, ou 83% do território nacional – um feito que acelera o 5G e atrai capital. Grandes operadoras anunciaram investimentos, debêntures e expansões em 2025, confiando no ambiente regulatório e políticas de conectividade.
Por que o Brasil chama atenção? Estabilidade competitiva, foco em infraestrutura e demanda por dados digitais criam um ciclo virtuoso. Empresas regionais e globais veem oportunidades em um mercado de 200 milhões de habitantes conectados. E para 2026, o relatório sugere continuidade, com mais foco em qualidade e inclusão digital.
Em resumo, o setor de telecomunicações prova que o Brasil é um destino sólido para investimentos. Com dados precisos da Anatel e tendências claras, fica evidente: a conectividade não para de evoluir. Fique de olho nas próximas atualizações – elas podem mudar como você se conecta.


O Brasil, maior produtor mundial de café, alcançou um marco histórico em 2025: exportações no valor de US$ 15,6 bilhões. Esse recorde veio mesmo com uma redução de quase 21% no volume total embarcado, que chegou a 40 milhões de sacas de 60 kg. Por que isso aconteceu? Preços mais altos compensaram a menor quantidade, beneficiando produtores em um ano desafiador.?
Os preços internacionais do café dispararam em 2025, impulsionados por secas em regiões produtoras e alta demanda global. Assim, cada saca exportada rendeu mais, elevando a receita total apesar da queda no volume. O relatório do Cecafé, grupo de exportadores, destaca que essa dinâmica mostra a resiliência do setor brasileiro.?
Na prática, isso significa que produtores priorizaram qualidade sobre quantidade, vendendo grãos premium a valores elevados. Mas será que essa tendência se mantém? Fatores climáticos e estoques mundiais podem alterar o cenário em 2026.
Em dezembro, as exportações de café verde caíram 18,4% em relação a 2024, totalizando 2,86 milhões de sacas. O café arábica, carro-chefe brasileiro, registrou redução de 10%, com 2,63 milhões de sacas embarqueadas. Já o robusta despencou mais de 61%, para 222.147 sacas, afetado por menor produção e concorrência de outros países.?
Esses números refletem o fim de ano com estoques mais baixos e logística apertada. Para o leitor do setor, vale notar: o arábica ainda domina 92% das exportações, mas o robusta precisa de recuperação para equilibrar riscos.
Esse recorde injeta divisas cruciais na balança comercial brasileira, apoiando milhares de famílias no campo. Regiões como Minas Gerais e Espírito Santo, principais polos cafeeiros, sentem o efeito positivo em empregos e investimentos. No entanto, a queda no volume levanta alertas sobre sustentabilidade: mudanças climáticas ameaçam safras futuras.?
Comparado a anos anteriores, 2025 supera 2024 em valor, mas exige estratégias como irrigação e diversificação. O que isso significa para o consumidor? Preços no varejo podem subir, mas a qualidade do café brasileiro segue imbatível.
| Tipo de Café | Volume Dez/2025 (sacas) | Variação vs. Dez/2024 | Participação Total |
|---|---|---|---|
| Arábica | 2,63 milhões | -10% | 92% |
| Robusta | 222.147 | -61% | 8% |
| Verde Total | 2,86 milhões | -18,4% | 100% |
Com safra 2025/2026 em curso, especialistas preveem volumes maiores se o clima ajudar. O Cecafé recomenda monitoramento de pragas e mercados. Para quem investe no agronegócio, o momento é de planejar: alta de preços pode não durar para sempre. Esse recorde reforça o Brasil como líder global, mas exige adaptação constante.
A economia brasileira deve registrar uma expansão mais tímida em 2026. Segundo o relatório semestral divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (13), a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi fixada em 2%, uma queda em relação aos 2,3% registrados no ano anterior.
A desaceleração brasileira acompanha uma tendência observada em outros mercados emergentes e economias em desenvolvimento, cujo ritmo deve cair de 4,2% (2025) para 4% este ano. O cenário é influenciado, em grande parte, pela perda de vigor da economia chinesa, que deve recuar de 4,9% para 4,4%.
Resiliência Americana vs. Estagnação Global
Enquanto os emergentes perdem fôlego, os Estados Unidos mostram uma resiliência acima do esperado. O Banco Mundial revisou para cima a projeção do PIB americano para 2,2% em 2026. O desempenho é sustentado por incentivos fiscais, que devem compensar os impactos negativos das tarifas comerciais sobre o consumo e o investimento.
Contudo, o otimismo com as nações avançadas não se traduz em bem-estar global. O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, fez um alerta severo: se as tendências atuais persistirem, a década de 2020 será a mais fraca em termos de crescimento global desde os anos 1960.
“A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar cresecocimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas”, afirmou Gill.
Desafios Estruturais
Apesar de o PIB mundial ter se mostrado mais resistente do que o previsto — com crescimento global estimado em 2,6% para este ano —, o Banco Mundial destaca dois problemas críticos:
Concentração de Renda: O crescimento permanece concentrado em países ricos.
Pobreza Extrema: O ritmo atual é insuficiente para reduzir a miséria e evitar a estagnação do emprego em países em desenvolvimento.
Para o Brasil e seus pares, o desafio será manter o dinamismo econômico sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito em um ambiente de incertezas externas e juros ainda pressionados.


O governo federal lançou nesta terça-feira (13) a plataforma digital da Reforma Tributária, que permitirá a contribuintes, profissionais e desenvolvedores se familiarizarem gradualmente com as novas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O lançamento ocorreu na sede do Serpro, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também sancionou o Projeto de Lei Complementar nº 108/2024, criando o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O portal, acessível pelo endereço consumo.tributos.gov.br, oferece funcionalidades como calculadora de tributos, apuração assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber pelas empresas. A plataforma foi desenvolvida pela Receita Federal em parceria com o Serpro e permitirá a realização de testes e simulações sem gerar obrigações tributárias.
A reforma tributária unifica e moderniza diversos tributos, criando dois novos impostos: a CBS, de âmbito federal, e o IBS, de competência de estados e municípios, formando o chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O objetivo é aumentar a transparência na arrecadação e simplificar o sistema tributário brasileiro.
Ano de testes e adaptação
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O ano de 2026 será considerado de testes, período em que as empresas poderão ajustar sistemas e documentos fiscais sem risco de penalidades. Após este período, empresas de maior porte deverão informar nas notas fiscais os valores correspondentes às alíquotas-teste de CBS (0,9%) e IBS (0,1%), apenas de forma informativa, sem qualquer recolhimento.
Para os consumidores, não haverá impacto nos preços. Microempreendedores individuais (MEIs) e empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensados da obrigação neste primeiro momento. O processo tem caráter educativo e colaborativo, e notas emitidas sem os novos campos não serão rejeitadas.
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Esclarecimento de fake news
O governo reforçou que algumas informações falsas têm circulado sobre a reforma:
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Pedreiros, jardineiros, pintores e outros prestadores de serviços não precisarão se formalizar ou recolher CBS ou IBS. A reforma cria ainda a figura do nanoempreendedor, que não precisará se registrar como empresa nem recolher impostos.
Motoristas de aplicativos não terão aumento de tributação e poderão ser considerados nanoempreendedores caso faturem até o dobro do limite do MEI.
Locatários não precisam emitir notas fiscais, apenas os locadores contribuintes devem emitir documentos fiscais conforme regras definidas pelo Comitê Gestor do IBS e Receita Federal.
Segundo o governo, a população deve sempre buscar informações nos canais oficiais disponíveis no site da Receita Federal, garantindo segurança e clareza sobre as mudanças tributárias.
O lançamento da plataforma marca uma etapa importante da regulamentação da Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional, permitindo que empresas e cidadãos se adaptem com transparência e segurança às novas regras do sistema tributário brasileiro.
O Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (15), o relatório Prisma Fiscal, que revela um aumento no pessimismo dos agentes financeiros em relação às contas públicas de 2026. A mediana das projeções para o deficit primário subiu de R$ 72,1 bilhões (estimados em dezembro) para R$ 72,4 bilhões.
Os números do mercado contrastam fortemente com as diretrizes do governo. A meta fiscal para 2026 estabelece um superavit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB), enquanto o Orçamento aprovado prevê um saldo positivo ligeiramente maior, de R$ 34,5 bilhões.
O Desafio da Meta
A regra fiscal permite uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual. Isso significa que o resultado mínimo aceitável para o governo é de 0% do PIB (equilíbrio fiscal). No entanto, com a projeção de um rombo superior a R$ 72 bilhões, o mercado indica que o governo poderá ter dificuldades para atingir até mesmo o limite inferior da meta.
Deficit Nominal e Juros
Quando são incluídos os gastos com o pagamento de juros da dívida pública, os números são ainda mais expressivos, embora tenham apresentado uma leve melhora nas estimativas:
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Deficit Nominal 2026: A projeção caiu de R$ 1,09 trilhão para R$ 1,04 trilhão.
Deficit Primário 2027: Economistas reduziram a previsão de R$ 54,9 bilhões para R$ 52,0 bilhões.
Dívida Pública em Ascensão
A trajetória do endividamento brasileiro segue como ponto de atenção para os investidores. Os analistas mantiveram a projeção da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em 83,70% do PIB para este ano. Para efeito de comparação, o último dado oficial disponível (novembro) apontava o endividamento em 79%. Para 2027, a expectativa é que a dívida alcance 87% do PIB.


A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.
Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre taxa do Pix ou imposto sobre transferências são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.
Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.
De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.
As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.
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O que diz a instrução normativa
A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.
As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários.
Segundo a Receita, a medida é fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.
Reforma do IR
No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.
Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.
Como se proteger de golpes
A Receita Federal alerta que a propagação de boatos sobre impostos e Pix cria um ambiente favorável para a aplicação de golpes. Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por redes sociais, telefone e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas, solicitar pagamentos indevidos ou obter dados pessoais.
Para o órgão, esse tipo de prática é perigosa porque amplia o alcance do crime e coloca a população em risco.
A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa profissional.
Mensagens que pedem pagamentos, dados pessoais ou regularizações relacionadas ao Pix e a impostos devem ser tratadas como tentativas de golpe.
O Senna Tower já é um ícone da engenharia mundial. O ambicioso projeto da FG Empreendimentos, desenvolvido em parceria com a marca Senna e investimento da Havan, trará ao Brasil um dos recursos mais desejados por apaixonados por carros de luxo: um elevador automotivo. A solução, que transporta o veículo da garagem diretamente até as unidades, garante privacidade, reforça segurança e conveniência incomparáveis.
A torre carrega a trajetória de Ayrton Senna e a paixão por carros e velocidade ganha destaque. A narrativa de superação e conquistas do piloto está eternizada na engenharia e no conceito que orientam cada decisão criativa. Essa visão conecta inovação, ousadia e desempenho. E inspira o padrão técnico e estético adotado no edifício.
O elevador de carro estará presente nas 18 mansões suspensas, que variam de 420 m² a 563 m², o que reforça a exclusividade e luxo aos moradores. O acesso é direto da garagem por meio do elevador interno de veículos para o imóvel, permitindo que os carros de luxo cheguem diretamente ao pavimento da residência, sem a necessidade de transitar por áreas comuns.
“O elevador de veículos do Senna Tower integra um conjunto de soluções em desenvolvimento, fruto de estudos aprofundados e testes técnicos que buscam estabelecer novos referenciais em engenharia aplicada a edifícios de grande altura”, explica Stéphane Domeneghini, diretora da Talls Solutions, empresa do Grupo FG, engenheira que assina o projeto do empreendimento.
O Senna Tower acompanha uma tendência global de edificações que integram mobilidade premium. Também combina engenharia avançada e exclusividade. Exemplos internacionais reforçam essa direção. O Porsche Design Tower e o Bentley Residences, em Miami, adotam sistemas de sky garages. O Neue Grand, em Melbourne, segue o mesmo conceito. Nessas torres, elevadores automotivos levam o carro até garagens internas dentro do apartamento. Essas referências confirmam a viabilidade técnica. Também mostram que cresce a busca por soluções que unem conveniência, privacidade e experiência automotiva.
Ao introduzir essa tecnologia no Brasil em um projeto residencial de mais de 550 metros de altura, o Senna Tower se posiciona como marco global de engenharia. O edifício integra o que há de mais avançado em tecnologia construtiva. Também oferece um estilo de vida sofisticado e orientado à performance.
Com investimento estimado em R$ 3 bilhões, o edifício está sendo construído em Balneário Camboriú (SC), cidade com maior valorização imobiliária no país, segundo o índice FIPE/ZAP e que concentra nove dos 10 mais altos empreendimentos no Brasil.
Sobre a FG Empreendimentos
Em 2025, a FG Empreendimentos consolidou-se de forma definitiva entre as gigantes do mercado imobiliário brasileiro – e já figura como uma referência também no cenário internacional. A companhia encerra o ano com um desempenho histórico, que reafirma sua liderança, solidez operacional e visão estratégica de longo prazo.
Com um portfólio que reúne oito dos dez mais altos empreendimentos residenciais do país, a FG já entregou 66 megaempreendimentos e soma 5,6 mil unidades de alto padrão concluídas ao longo de sua trajetória. A performance se traduz em resultados: em 2025, a empresa alcançou um VGV recorde de R$ 2,1 bilhões e manteve a maior margem líquida do setor, de 35%. O indicador reflete um modelo de negócios altamente eficiente, sustentado pela excelência construtiva, governança rigorosa e planejamento financeiro robusto – fatores que explicam os mais de 90% das transações realizadas por meio de financiamento direto com a própria FG.
Detentora de um dos maiores landbanks privados do Brasil, a companhia acumula hoje 4,5 milhões de m² destinados a futuros lançamentos, com um VGV potencial estimado em R$ 130 bilhões. Trata-se de um pipeline que reposiciona Balneário Camboriú e todo o mercado nacional em um novo patamar de inovação, qualidade arquitetônica e avanço da verticalização urbana.
Sobre a marca Senna
A marca Senna incorpora a essência de Ayrton Senna, inspirando pessoas de todas as gerações ao redor do mundo a encontrarem sua verdadeira vocação e se tornarem a melhor versão de si mesmas. Por meio de parcerias com marcas reconhecidas, a marca Senna identifica produtos premium que carregam os valores essenciais de Ayrton, como paixão por alto desempenho, determinação, ousadia e superação de limites. Atualmente, a marca é gerenciada pela Senna Brands, que integra o grupo criado pela família Senna e se dedica a perpetuar a trajetória do piloto. Parte da renda gerada pela marca Senna é revertida para o Instituto Ayrton Senna, que trabalha pela transformação de vidas por meio da educação pública de qualidade. Em 30 anos de história, o Instituto já realizou mais de 36 milhões de atendimentos a crianças e jovens em 3 mil municípios brasileiros.
Sobre Lalalli Senna
Artista multiplataforma, Lalalli Senna aborda linguagens de diversos campos da arte, como a escultura e a música, a partir de um fascínio pelo inconsciente e por formas geométricas puras sempre embasado pela antropologia, sua formação acadêmica. Para isso, ela recorre a tecnologias do presente, colocando a modernidade a serviço da atemporalidade.
Sobre Grupo Havan
O Grupo Havan nasceu em Brusque (SC), com a abertura de uma pequena loja de tecidos pelo empresário Luciano Hang. Ao longo de 39 anos, a marca se consolidou como uma gigante do varejo, com 187 megalojas em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal, além de contar com mais de 23 mil colaboradores diretos.
Com uma trajetória de crescimento acelerado, a Havan se destaca pela expansão e pelo impacto positivo nas cidades onde está presente, gerando empregos, renda e promovendo iniciativas sociais.
O grupo também abrange empresas em outros setores, como de energia e de Fundos Imobiliários, tendo participação em importantes projetos, como o One Tower, primeira construção em parceria com a FG Empreendimentos.


O programa Conexões Corporativas, voltado ao aumento da competitividade, qualificação da gestão rural e à melhoria da qualidade de vida das famílias produtoras, inicia em janeiro, em São Miguel do Oeste. A iniciativa desenvolvida pelo Sebrae/SC em parceria com a Cooperoeste terá ações direcionadas à 1.800 famílias de produtores.
“Iniciaremos com a implementação da solução De Olho na Qualidade, metodologia consolidada que atua diretamente na organização, limpeza e boas práticas de higiene nas propriedades rurais. A proposta é promover melhorias no ambiente produtivo, aliando eficiência operacional, sustentabilidade e qualidade nos processos desenvolvidos pelas famílias atendidas”, explica o gerente regional do Sebrae/SC no extremo oeste, Udo Martin Trennepohl. A Cooperoeste possui uma estrutura robusta, reúne cerca de 600 colaboradores e processa diariamente 600 mil litros de leite. “O projeto nasce com o propósito de atender essas famílias de forma estruturada, com ações que gerem resultados práticos e duradouros”, salienta Trennepohl.
Suporte técnico e de gestão
O presidente da Cooperoeste, Ademir Wiezorek, reforça a relevância do início do projeto e a expectativa em torno das ações. “A proposta chega para apoiar os produtores de leite da região de São Miguel do Oeste, trazendo suporte técnico e de gestão. Já estudamos a possibilidade de ampliar o trabalho no próximo ano para outras localidades, como a região de Abelardo Luz”, afirma.
As ações previstas serão executadas de forma escalonada, a partir da identificação das principais demandas e potencialidades dos produtores atendidos. Após a etapa inicial com a solução De Olho na Qualidade, o programa prevê a ampliação das atividades, conforme o diagnóstico das propriedades e o avanço das turmas participantes.
Para Trennepohl, o início do projeto representa mais um avanço na missão do Sebrae/SC de fomentar o empreendedorismo rural e promover o desenvolvimento territorial por meio de parcerias institucionais sólidas. “Nosso objetivo é aprofundar o entendimento sobre os desafios e oportunidades da cadeia produtiva do leite, construindo um plano de trabalho conjunto que reflita as reais necessidades dos produtores e gere benefícios concretos para as famílias envolvidas”, disse.
SOBRE O SEBRAE
O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoia milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.
A produção de veículos no Brasil - que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões - deve crescer 3,7% em 2026, de acordo com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O movimento deve ser impulsionado principalmente pela produção de veículos leves, como automóveis e comerciais leves, que devem apresentar alta de 3,8% neste ano.
Também é esperada alta no licenciamento desses veículos, que devem crescer em torno de 2,7% neste ano, informou a Anfavea.
Continuamos com um ano de dificuldades, disse nesta quinta-feira (15) o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante coletiva de imprensa, em São Paulo. Eu tenho dito que nós temos um otimismo contido para o setor automotivo. Isso porque os números vão continuar crescendo, mas os fatores de imprevisibilidade continuam. Nós temos fatores geopolíticos agora muito importantes que podem afetar a cadeia de fornecimento e nós temos um ano que antecede a entrada em vigor da reforma tributária. Teremos um ano em que nós precisamos ficar alertas e essa é razão pela qual nós estamos propondo revisar nossas projeções trimestralmente para ir acompanhando passo a passo os acontecimentos, pontuou..
No ano passado, a produção de veículos cresceu 3,5% em relação a 2024, somando 2,6 milhões de unidades fabricadas, mantendo o Brasil na oitava posição no ranking mundial de produção.
Já as vendas totalizaram 2,69 milhões de unidades em 2025, o que representou aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e que manteve o Brasil na sexta posição no ranking mundial de mercado.
Segundo Calvet, esses resultados foram piores que o esperado para 2025, já que a Anfavea projetava crescimento de 7,8% para produção e de 5% para licenciamento. Ainda assim, destacou ele, 2025 encerrou como um ano positivo para o setor.
Nós tivemos um ano em que o mercado cresceu 2% e a produção cresceu 3%. Foi um ano de muita instabilidade, um ano em que nós tivemos questões geoeconômicas que influenciaram o setor.", detalhou o presidente da Anfavea.
Calvet ressaltou que também foi um ano em que de discussões importantes como, por exemplo, sobre o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. "Então isso tudo impacta muito o setor, sem contar a taxa de juros. Quando fizemos a projeção, lá em 2024, tínhamos uma taxa de juros de 12%. Agora nós estamos com uma taxa de juros de 15%. O mercado automotivo é muito sensível a essas imprevisibilidades e isso tudo fez com que os números fossem menores, mas ainda sim foram números positivos para o setor, completou..
Sao Paulo (SP), 15/01/2026 . Coletiva do presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) Igor Calvet, apresentando os resultados de 2025 é projeções para 2026. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Igor Calvet apresenta os resultados de 2025 do setor automotivo brasileiro- Paulo Pinto/Agência Brasil
Comércio externo
Além das vendas e da produção, o setor automotivo também teve um ano positivo em exportações, com crescimento de 32,1% e quase 529 mil unidades comercializadas no período.
As exportações surpreenderam em 2025. Só para a Argentina o crescimento foi de 85% em relação a 2024. Nossos embarques ao exterior superaram as importações, que também foram em nível alto. Tivemos quase meio milhão de veículos importados no país no ano de 2025, disse o presidente da entidade.
Para 2026, a expectativa de crescimento das exportações gira em torno de 1,3%.
Já as importações cresceram 6,6% no período, puxado principalmente pela entrada de autoveículos fabricados em países sem acordo de livre comércio com o Brasil, como a China. O país asiático representou 37,6% dos 498 mil importados que foram emplacados no Brasil no ano passado.
Neste ano a gente até acredita que as importações vão diminuir, porque há novos entrantes no mercado e esses novos entrantes projetam o início das suas produções agora no ano de 2026. Logo, o que antes era importado, passará a ser produzido no país, o que é um excelente movimento. Mas nós vamos ter um ano ainda bastante desafiador na esfera do comércio exterior com a nossa possibilidade de avançar em acordos importantes e fortalecer a nossa relação com a Argentina e também com a Colômbia, que é um parceiro com quem tivemos problemas de acordo comercial no último ano.
Programa Move Brasil
Na entrevista coletiva de hoje, na capital paulista, o presidente da Anfavea afirmou que uma das grandes preocupações do setor automotivo para este ano é a reforma tributária, já que ainda não foi definida a alíquota que vai incidir sobre o setor automotivo.
Igor Calvet destacou que a dificuldade de fazer planejamento preocupa muito o setor. "Nós não sabemos ainda qual a alíquota que vai incidir sobre cada um dos nossos produtos, sobre o portfólio de produtos. Isso há menos de um ano da entrada em vigor da reforma tributária. E neste ano também temos um grande desafio que é o desafio de acessar novos mercados. Nós temos tradicionalmente parceiros importantes na região da América do Sul e que têm sido tomados por outros concorrentes internacionais. Esse é um grande desafio para que a nossa capacidade instalada consiga ser ampliada, sobretudo, produzindo para esses países.
Outro aspecto que anda trazendo preocupações para o setor é o segmento de caminhões, cuja produção caiu 46,4% no ano passado e apresentou queda de 9,2% em emplacamentos. Caminhões têm uma correlação muito forte com o PIB [Produto Interno Bruto]. Se o PIB cresce, em princípio o mercado de caminhões teria que crescer já que grande parte de nossa produção é escoado pelo modal rodoviário e o modal rodoviário são caminhões. Então, o setor de caminhões deveria crescer, mas o que constrange o setor de caminhões hoje no Brasil são as altas taxas de juros, defendeu.
Por isso, ressaltou, o programa Move Brasil, anunciado neste ano pelo governo federal, e que oferece crédito para a compra de caminhões, vai acabar sendo muito importante para o setor. Recentemente nós tivemos o anúncio de uma importante medida provisória que é o Move Brasil e que dá uma linha de crédito com condições em termos de taxas muito boas. Nós entendemos que essa é uma medida desfibrilatória para a economia brasileira e que envolve o setor de caminhões. Então acreditamos que essa é uma medida que vai fazer com que as quedas expressivas do setor parem nesse começo de ano.


A iniciativa garante estabilidade energética para 114 mil unidades impactadas. Além da moratória de 60 dias, o parcelamento em 24 meses sem juros foca na recuperação econômica regional, exigindo validação presencial nas agências com documentos oficiais em áreas mapeadas pela Defesa Civil.
O Governo de Santa Catarina lançou nesta segunda-feira um pacote de 18 medidas para apoiar famílias e empreendedores afetados pelas fortes chuvas de outubro. Entre as principais ações, a Celesc confirmou a suspensão do corte de energia e condições especiais para o pagamento de faturas atrasadas.
Suspensão de cortes e prazos
A Celesc não realizará a suspensão do fornecimento de energia elétrica em unidades localizadas em bairros atingidos pelas enchentes pelos próximos 60 dias. O benefício é voltado a moradores de localidades validadas pelas prefeituras e Defesa Civil, prevenindo o corte por atraso nos pagamentos durante este período crítico.
Parcelamento facilitado e isenção de multas
Para quem possui débitos pendentes de outubro ou meses anteriores, a companhia disponibilizou um programa de parcelamento diferenciado. As condições incluem:
Parcelamento em até 24 prestações;
Isenção total de entrada;
Isenção de multas e juros de mora acumulados;
Válido para municípios em estado de calamidade ou emergência.
Como solicitar o benefício
Para acessar as condições de parcelamento, o titular da conta deve comparecer a uma das lojas de atendimento presencial da Celesc. É obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto (RG, CPF ou CNH). A companhia verificará se o imóvel está em área atingida junto aos relatórios da Defesa Civil.
Impacto das chuvas no sistema elétrico
Segundo dados da companhia, o pico de interrupções ocorreu em 17 de outubro, atingindo 114 mil unidades consumidoras. Mais de 1.500 eletricistas e 350 equipes atuaram simultaneamente para restabelecer o serviço, enfrentando dificuldades de acesso em regiões como Rio do Sul, Blumenau e Mafra devido a deslizamentos e bloqueios em rodovias.
A atuação descentralizada do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou, ao fim de 2025, uma capilaridade rara no sistema de fomento do país: a instituição mantinha operações em 95% dos municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul — área que concentra o núcleo de sua missão histórica de impulsionar investimento produtivo e políticas públicas de desenvolvimento.
Somados, os três estados registraram 1.136 municípios com operações do banco, número que evidencia a presença do BRDE em cidades de todos os portes, inclusive as pequenas, onde o crédito de longo prazo costuma ser mais restrito e onde iniciativas locais — de expansão industrial e inovação a projetos de infraestrutura, energia e agroindústria — dependem de financiamento estruturado e acompanhamento técnico. Além da região Sul, o BRDE também encerrou o ano com contratos de crédito ativos em 70 dos 79 municípios do Mato Grosso do Sul, estado do Centro-Oeste onde também tem atuação.
A cobertura mais ampla foi registrada em Santa Catarina, com atendimento em 293 dos 295 municípios (mais de 99% do total) em dezembro de 2025. No Paraná, o banco mantinha operações em 383 de 399 municípios (96%). Já no Rio Grande do Sul, eram 460 de 497 municípios (92,5%). O desenho da atuação permite adaptar instrumentos de crédito e apoio a diferentes realidades econômicas — do campo à cidade, de cadeias tradicionais a novos setores, de necessidades empresariais a demandas do setor público.
“Capilaridade é uma forma de espelhar a capacidade de levar financiamento onde ele se faz necessário. Ao operar em praticamente todo o território dos estados onde atua, o BRDE converte diretrizes de fomento em investimento produtivo e infraestrutura”, afirma o Diretor-Presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior
Atuação – O BRDE estrutura sua atuação a partir de políticas públicas de fomento voltadas ao desenvolvimento regional de longo prazo, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais. Na área rural, o banco opera programas que ampliam o acesso ao crédito para produtores e cooperativas, apoiando a modernização do campo, a segurança hídrica, a irrigação, a agroindustrialização e a transição para fontes de energia limpa.
No ambiente urbano e empresarial, o BRDE atua no financiamento de pequenas, médias e grandes empresas, com políticas voltadas à inovação, à competitividade industrial, ao turismo e à economia criativa. Essas ações buscam estimular investimentos que gerem emprego, diversifiquem a base produtiva e fortaleçam cadeias estratégicas dos estados do Sul.
A sustentabilidade está presente no apoio a projetos de energias renováveis, saneamento básico, gestão ambiental e adaptação às mudanças climáticas. O BRDE também incorpora critérios sociais e ambientais na análise dos financiamentos, alinhando desenvolvimento econômico à responsabilidade territorial.
Além do crédito, o banco também atua na formulação e na implementação de políticas públicas regionais em parceria com governos estaduais, prefeituras e outras instituições de fomento, especialmente na estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nesse campo, o BRDE apoia o poder público desde a fase de modelagem, ajudando a organizar estudos, matriz de riscos, garantias e a atratividade econômica dos projetos, até a etapa de contratação e viabilização financeira dos investimentos.
Programas de planejamento estratégico, como a Visão Regional 2040, e o apoio a projetos sociais via leis de incentivo fiscal reforçam o compromisso do BRDE com um desenvolvimento equilibrado, integrado e orientado para o futuro.
Números do BRDE:
Paraná: 383 municípios (96% do total)
Santa Catarina: 293 (99% do total)
Rio Grande do Sul: (92,5% do total)
Mato Grosso do Sul: 70 (88% do total)




O Procon de Itajaí teve resultados expressivos longo de 2025 na defesa dos direitos do consumidor, com ações preventivas, orientações e fiscalização do cumprimento da legislação. O órgão atuou na mediação de conflitos entre consumidores e fornecedores, e na aplicação de medidas administrativas em casos de irregularidades, com aplicações de multas revertidas em recursos para os cofres públicos do município.
Ao longo do ano, o setor de atendimento registrou 5.687 reclamações, entre atendimentos presenciais e online. Foram instaurados 1.021 processos administrativos e realizadas 1.017 audiências conciliatórias, presenciais e virtuais. Na fiscalização, o Procon lavrou 200 autos de infração, nove autos de apreensão, 146 notificações e 21 autos de constatação. Como forma de orientação, também foram realizadas 28 pesquisas de preços com alimentos, combustíveis, material escolar, produtos da Páscoa, pescados e itens da ceia de Natal. Além dos serviços diretos para os consumidores, também foram realizadas palestras em escolas e para fornecedores.
Em 2025, o Procon aplicou multas em 207 processos administrativos, que somam R$ 3,4 milhões e mantém oito ações civis públicas em andamento. Ao Conselho Municipal de Defesa do Consumidor (CMDC) foram encaminhados 90 recursos, com 93 julgamentos realizados, ao totalizar R$ 2,6 milhões em multas. O órgão também promoveu a 5ª edição do Mutirão Limpa Nome, em parceria com a CDL e empresas participantes, com atendimentos para a população renegociar e quitar dívidas.
Sobre o Procon
Em Itajaí, o Procon fica localizado na Avenida Joca Brandão, nº 655, Centro, no Fórum Universitário. O atendimento é realizado de forma presencial e online, mediante agendamento, pelo site procon.itajai.sc.gov.br. O cidadão que deseja tirar dúvidas por telefone, pode entrar em contato pelo número 151 ou (47) 3349-4247.

Oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de escolaridade – Foto: Mauricio Vieira/Arquivo/Secom
O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Santa Catarina está com 6.352 vagas de trabalho abertas, sendo 245 destinadas a pessoas com deficiência (PCD). As oportunidades estão distribuídas por todas as regiões do estado, contemplando diferentes perfis profissionais e níveis de escolaridade.
O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, destaca o aquecimento do mercado de trabalho. “Santa Catarina está crescendo acima da média nacional, com desempenho positivo na economia. Isso garante a criação de oportunidade e novas vagas de emprego. Foi assim que chegamos à menor taxa de desemprego do país”, afirma o secretário.
Os trabalhadores interessados podem consultar e se candidatar às vagas de forma online, por meio do Portal Emprega Brasil, ou presencialmente, comparecendo à unidade do Sine mais próxima, munidos de documento oficial com foto.
O Sine Santa Catarina reforça que as vagas são atualizadas diariamente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento das oportunidades.
Confira as vagas por região
Grande Florianópolis – 1.282 vagas
Biguaçu: 23
Florianópolis: 455 pcd 01
Palhoça: 01
São João Batista: 41 pcd 28
São José: 577 pcd 56
Tijucas: 185
Vale do Itajaí – 1.577 vagas
Ascurra: 08
Balneário Camboriú:498
Blumenau: 193 pcd: 22
Brusque:147 pcd 01
Camboriú: 75
Gaspar: 43 pcd 03
Indaial: 01
Itajaí: 82 pcd: 32
Itapema: 121
Navegantes: 58 pcd 02
Penha: 133
Pomerode:06
Rio do Sul:37
Timbó: 175
Oeste – 951 vagas
Chapecó:225 pcd 03
Concórdia: 144 pcd 01
São Miguel do Oeste: 366 pcd 04
Seara: 211 pcd: 50
Xanxerê: 05
Sul – 1.422 vagas
Araranguá:131 pcd 01
Cocal do Sul: 20
Criciúma:250 pcd 25
Forquilhinha: 45
Garopaba: 212 pcd 01
Gravatal: 55
Içara: 24
Imbituba:52
Laguna: 38
Morro da Fumaça:313
Orleans: 100
Praia Grande:36
Siderópolis: 56
Tubarão: 90 pcd 05
Norte – 951 vagas
Araquari: 47
Canoinhas: 15
Garuva: 12
Itaiópolis: 28
Jaraguá do Sul: 03
Joinville: 185 pcd 05
Mafra: 116
Papanduva: 12
Rio Negrinho: 08
São Bento do Sul:82 pcd 01
São Francisco do Sul:42 pcd 03
Meio-Oeste – 486 vagas
Caçador: 58
Campos Novos: 57
Capinzal: 246
Curitibanos: 08
Joaçaba: 44 pcd 01
Videira: 73
Serra Catarinense– 84 vagas
Lages: 68
São Joaquim:16
Foto: Divulgação / SCGÁS
O ano de 2025 marca um capítulo histórico para a SCGÁS no atendimento ao mercado urbano. A Companhia superou recordes nas contratações de clientes dos segmentos residencial e comercial em todo o estado catarinense. Ao todo, foram 253 novos contratos assinados, sendo 192 contratos no segmento residencial, que representam 16.564 Unidades Residenciais contratadas, além de 61 contratos no segmento comercial.
Outro resultado de destaque em 2025 foi o número de clientes efetivamente ligados à rede de gás natural. Ao longo do ano, 6.406 novos consumidores passaram a utilizar o serviço. A diferença entre clientes contratados e ligados se deve aos empreendimentos que ainda estão em construção. Nesses casos, a conexão à nossa rede de gás natural será efetivada assim que a obra for finalizada e estiver apta para a ligação. Em comparação, durante 2024 foram feitas 11.346 contratações de unidades residenciais, 52 comércios e 4.157 ligações no mercado urbano.
Paralelamente ao crescimento da rede, o mercado urbano se mostra cada vez mais consciente dos benefícios do gás natural. Economia, segurança, praticidade e comodidade são essenciais para quem busca eficiência energética aliada à confiabilidade no dia a dia. Essas conquistas demonstram a ampliação da infraestrutura de distribuição e a consolidação do gás natural como uma escolha estratégica para residências e estabelecimentos comerciais.
“Os números de 2025 confirmam que o mercado urbano da SCGÁS vive um novo patamar de expansão, impulsionado pela confiança dos clientes e pela entrega de uma solução energética segura, eficiente e alinhada às demandas das cidades”, explica Gustavo Caldas, gerente comercial do mercado urbano.
Atualmente, a SCGÁS atende 35.100 unidades residenciais e 953 comércios em 72 municípios catarinenses. Itapema, Porto Belo, Itajaí e Balneário Camboriú são destaques nesse processo de crescimentos dos número de consumidores no período. Grandes empreendimentos também foram contratados na região, como o Píer Oporto, em Itapema, e o 3300 Botanique, em Balneário Camboriú. A SCGÁS se destaca também como a terceira maior distribuidora de gás canalizado do Brasil em extensão de rede com 1.711 km construídos.


A Federação das Indústrias de SC (FIESC) fez parte do grupo de trabalho criado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para definir as diretrizes de segurança contra incêndio em edificações novas e já existentes que tenham estações de recarga de veículos elétricos.
O debate resultou na Instrução Normativa nº 23 (IN 23), que fica em consulta pública até o dia 6 de fevereiro. A participação da FIESC no grupo de trabalho se deu por meio de representantes da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção (CDIC) e contou ainda com a participação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de SC (Crea-SC) e da Celesc.
Acesse a consulta pública
A engenheira civil Daniela Milanez Zarbato, representante da FIESC no GT, destaca que a IN 23 adota uma abordagem baseada em critérios objetivos de segurança, combinando requisitos gerais obrigatórios com a possibilidade de utilização de Projeto Baseado em Desempenho (PBD) em situações específicas.
Após a publicação oficial, a Instrução Normativa entrará em vigor após 90 dias. Para edificações que já possuam PPCI aprovado e pontos de recarga instalados, está previsto o prazo de até um ano para adequação às novas exigências.
A Federação das Indústrias também foi protagonista, junto com a Celesc, de uma cartilha lançada em 2024 com objetivo de compilar normas, esclarecer a questão legal para condomínios e também ajudar as construtoras a incorporarem as estações de recargas para veículos elétricos nos seus lançamentos.
Com informações da assessoria de imprensa do CREA-SC
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Ministério de Portos e Aeroportos encaminha leilão do Tecon Santos 10 para a Antaq
Com investimento de R$ 6,4 bilhões e outorga mínima de R$ 500 milhões, maior projeto da história do setor vai elevar o Brasil da 45ª para a 15ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres
Maior projeto da história do setor vai reposicionar o Brasil no ranking mundial - Foto: Vosmar Rosa/MPor
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concluiu nesta segunda-feira (12) mais uma etapa decisiva para tirar do papel o maior empreendimento portuário da história do país. Cumprindo rigorosamente o cronograma anunciado ao mercado, a Secretaria Nacional de Portos assinou o despacho decisório que aprova a modelagem final e encaminha à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) os documentos para a publicação do edital do Tecon Santos 10 (STS10).
O envio ocorre antes mesmo do prazo estipulado internamente (15 de janeiro), reafirmando o compromisso de destravar um projeto que é debatido desde 2012, mas que somente nesta gestão avança para sua etapa final. A expectativa do governo federal é que o leilão seja realizado na segunda quinzena de março.
Para garantir a segurança jurídica e a viabilidade competitiva do certame, o MPor acolheu integralmente as recomendações e determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). Isso inclui as diretrizes para evitar concentração de mercado na primeira fase da disputa e o estabelecimento de um valor de outorga mínima de R$ 500 milhões.
"Entendemos que a governança é o pilar de um leilão desse porte. Cumprimos o que prometemos. Além de estabelecermos uma outorga mínima considerável para que o valor seja reinvestido em obras estruturantes, garantimos que o vencedor invista em um novo terminal de passageiros, que receberá mais de R$ 800 milhões em melhorias", destaca o ministro Silvio Costa Filho.
Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destaca a condução do processo. "Conduzimos os ajustes com a máxima celeridade, sem abrir mão do rigor técnico que um projeto dessa magnitude exige. Ao encaminhar a modelagem final para a Antaq antes do prazo estipulado, sinalizamos ao mercado que o cronograma é prioridade. Estamos entregando um projeto robusto, validado pelo TCU e pronto para atrair grandes investimentos", disse.
Salto de qualidade e roadshow
O STS10 não é apenas uma obra de infraestrutura, é um reposicionamento geopolítico do Brasil no comércio exterior. Com a entrada em operação do novo terminal, projeta-se que o país salte da atual 45ª para a 15ª posição no ranking mundial de movimentação de contêineres. O empreendimento consolidará Santos como o maior hub do Hemisfério Sul, vital para o escoamento da produção nacional.
Com a aprovação do processo, o próximo passo é a apresentação do projeto a investidores nacionais e estrangeiros. O MPor solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow, que deverá ter suas datas divulgadas ainda nesta semana, garantindo transparência e atraindo os maiores players globais para a disputa.
Estrutura do projeto
O novo terminal terá área de 621 mil metros quadrados e será destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O Tecon Santos 10 vai impulsionar ainda mais o Porto de Santos, que já é o maior complexo portuário da América Latina e o principal porto brasileiro em volume de carga movimentada, respondendo por 29% do comércio exterior brasileiro.
Com o Tecon, a capacidade anual de movimentação do Porto vai chegar a 9 milhões de contêineres. Pelo projeto, serão construídos quatro berços de atracação de navios para embarque e desembarque. Pelos critérios definidos, vencerá o leilão quem apresentar o maior valor de outorga, partindo do piso de R$ 500 milhões, e a concessão será pelo prazo de 25 anos.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Céu azul, contato diário com os animais, alimentação natural e o ar puro do campo fazem parte da rotina de Seu Joaquim Luiz Cugik — e ajudam a explicar porque, aos 90 anos de idade, ele mantém não apenas a saúde física e mental, mas também a disposição e a alegria de seguir ativo no meio rural.Seu Joaquim foi o primeiro agricultor a responder ao questionário do recadastramento dos produtores rurais de Itajaí, nesta segunda-feira (12).
A Secretaria de Agricultura e Expansão Urbana deu início ao trabalho com o objetivo de identificar a capacidade produtiva do município, mapear as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores e compreender o dia a dia de quem vive da agricultura, permitindo que o poder público desenvolva soluções integradas para pequenos, médios e grandes produtores rurais.
Natural de Nova Trento, Seu Joaquim chegou à localidade do Limoeiro em 1960, onde vive até hoje. Trabalhou como vacinador de animais e também como produtor rural, chegando a cultivar mais de 120 mil pés de abacaxi. Atualmente, mantém uma produção familiar de hortaliças variadas e a criação de alguns animais, voltada exclusivamente ao consumo próprio. Uma tradição que ele faz questão de preservar. E agora espera poder contar com apoio da gestão pública para manter viva essa parte tão importante da história de Itajaí.
“Quando cheguei, tinha 15 produtores rurais aqui onde eu moro. Hoje, sobrou só eu, tudo virou loteamento, casas, empresas. A vida no campo é difícil. Tudo custa caro para a gente produzir. Fica difícil ter lucro. Vamos ver se conseguimos algum apoio para seguir trabalhando no campo”, relatou Seu Joaquim.
Esta é a primeira vez que uma gestão municipal promove um levantamento próprio na zona rural, contemplando produtores ativos e inativos, suas culturas, capacidade produtiva e os desafios enfrentados no campo. O último cadastramento existente no município foi realizado em 2013, pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Epagri.
“Estamos iniciando o recadastramento das famílias agricultoras do interior de Itajaí para levantar informações fundamentais sobre a produção agrícola do município: o que é cultivado, o que é produzido, de que forma, qual o tamanho das propriedades. A partir desse diagnóstico, teremos condições de planejar melhor a aquisição de tratores, maquinários e outros implementos, garantindo que esses recursos cheguem de forma mais eficiente ao agricultor”, destacou o assessor executivo da Secretaria de Agricultura e Expansão Urbana, Jorge Andriani.
Com o recadastramento, o município busca fortalecer e modernizar a agricultura local, ampliando o conhecimento sobre o setor e criando bases sólidas para o desenvolvimento sustentável da produção agrícola em Itajaí.


Após o período de festas, o mercado de carne suína inicia 2026 com menor dinamismo. Segundo análise da Safras & Mercado, os preços da proteína registraram estabilidade na primeira semana do ano, tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.
O analista Fernando Iglesias explica que a demanda naturalmente perde força no primeiro trimestre, um movimento oposto ao da carne de frango, que tende a ganhar espaço no consumo doméstico.
“A carne suína sofre com a descapitalização da população e com as altas temperaturas, que desestimulam o consumo da proteína in natura”, afirma Iglesias.
Mudança no perfil de consumo
Com a retração da demanda por cortes frescos, a tendência é que o consumo se concentre em embutidos, como presunto, mortadela, linguiça e salsicha, produtos que mantêm estabilidade mesmo em períodos de menor procura por carne fresca.
De acordo com o analista, esse padrão deve se manter ao longo do primeiro trimestre de 2026, refletindo o comportamento sazonal do mercado brasileiro.
Preços recuam levemente em várias regiões
O levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 8,00 para R$ 7,92 na semana. No atacado, o pernil ficou em R$ 13,14 e a carcaça suína teve média de R$ 12,37.
Entre os estados, o comportamento dos preços foi de leve retração ou estabilidade:
São Paulo: arroba caiu de R$ 170,00 para R$ 167,00;
Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 6,75 e queda no interior de R$ 8,59 para R$ 8,50;
Santa Catarina: integração em R$ 6,70 e interior em queda para R$ 8,40;
Paraná: leve baixa para R$ 8,35 no mercado livre;
Mato Grosso do Sul: estabilidade em R$ 8,00 (Campo Grande) e R$ 6,70 (integração);
Goiás e Minas Gerais: sem alterações, com preços entre R$ 8,20 e R$ 8,70;
Mato Grosso: quilo vivo em Rondonópolis mantido em R$ 8,00.
Esses resultados refletem um período de ajuste pós-festas, com oferta e demanda buscando novo equilíbrio.
Exportações seguem em alta e sustentam o setor
Apesar do cenário doméstico de menor consumo, o mercado externo continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira.
Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 118,6 mil toneladas de carne suína “in natura”, movimentando US$ 300,7 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
As médias diárias registraram aumento de 25,6% em volume e 25,9% em valor em comparação a dezembro de 2024, com preço médio de US$ 2.535,20 por tonelada.
Esses números confirmam o fortalecimento das vendas externas, especialmente para mercados asiáticos, que seguem como os principais destinos da proteína brasileira.
Perspectiva para o primeiro trimestre de 2026
A expectativa é de que o setor atravesse um período de menor rentabilidade nos primeiros meses de 2026, antes de uma possível recuperação gradual a partir do segundo trimestre, com o retorno de temperaturas mais amenas e recomposição da demanda interna.
Enquanto isso, o desempenho nas exportações deve continuar sendo o principal motor de estabilidade para os produtores brasileiros.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) considera a sanção da Lei Complementar nº 225/2026, publicada no Diário Oficial da União, em 9 de janeiro, um marco para a modernização da relação entre contribuintes e administrações tributárias. A norma institui o Código de Defesa do Contribuinte, define critérios para caracterização do devedor contumaz e cria programas de conformidade fiscal voltados à cooperação e à transparência.
Para a CNC, a medida fortalece a concorrência leal e contribui para reduzir a litigiosidade fiscal, ao diferenciar empresas que cumprem suas obrigações tributárias daquelas que utilizam a inadimplência como modelo de negócio. “Esse avanço é essencial para proteger quem gera empregos e contribui para o desenvolvimento econômico do País”, destaca o consultor tributário da Confederação, Gilberto Alvarenga.
Principais pontos da Lei Complementar
O novo Código estabelece direitos e deveres para contribuintes e cria instrumentos para incentivar a conformidade fiscal. Entre os direitos assegurados estão:
– Comunicação clara e acessível por parte das administrações tributárias;
– Presunção de boa-fé nas esferas judicial e administrativa;
– Direito à autorregularização antes da lavratura de auto de infração;
– Defesa garantida com pelo menos um recurso contra decisões contrárias;
– Acesso facilitado a informações e possibilidade de correção de dados.
Por outro lado, os contribuintes devem agir com diligência, boa-fé e cooperação, cumprir obrigações tempestivamente e manter documentação fiscal pelo prazo legal.
Programas de conformidade
A lei cria dois programas principais:
– Confia (Conformidade Cooperativa Fiscal): voltado a empresas com estrutura de governança tributária, oferece canal personalizado com a Receita, redução de multas e imunidade à caracterização como devedor contumaz.
– Sintonia (Estímulo à Conformidade Tributária): direcionado a empresas regulares, concede prioridade em análises, atendimento preferencial e possibilidade de autorregularização com parcelamento.
Empresas bem classificadas nesses programas poderão obter selos de conformidade, que garantem benefícios como:
– Desconto de 1% a 3% na CSLL para pagamento à vista;
– Preferência em licitações;
– Vedação ao arrolamento de bens, salvo medidas cautelares;
– Atendimento prioritário e notificações preventivas.
Conceito de devedor contumaz
A lei define como devedor contumaz o contribuinte com inadimplência substancial, reiterada e injustificada. Critérios incluem:
– Dívidas federais iguais ou superiores a R$ 15 milhões e que representem mais de 100% do patrimônio conhecido;
– Manutenção de débitos irregulares em pelo menos quatro períodos consecutivos ou seis alternados em 12 meses.
As consequências são severas: impedimento de participar de licitações, vedação a benefícios fiscais, impossibilidade de usar prejuízos fiscais para quitar tributos, cancelamento do CNPJ em casos extremos e perda da extinção de punibilidade em crimes tributários. Há processo administrativo prévio com direito à defesa.
Vetos ao programa Sintonia
Apesar dos avanços, alguns dispositivos foram vetados pelo Executivo, como:
– Descontos de multas e juros;
– Abatimento com prejuízo fiscal/base negativa de CSLL;
– Parcelamento ampliado para 120 meses;
– Autorização ampla para a Receita criar benefícios por ato normativo; e
-Substituições de garantias, buscando menor onerosidade para os contribuintes.
Segundo o governo, os vetos foram necessários para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e evitar aumento do gasto tributário.
Relação com a LC nº 224/2025
A CNC alerta para a insegurança jurídica decorrente da Lei Complementar nº 224/2025, que instituiu redução de 10% sobre benefícios e incentivos tributários federais. Embora o art. 4º, §8º preveja exceções para regimes como Simples Nacional e Zona Franca de Manaus, as federações não foram expressamente incluídas, o que pode levar à interpretação de que estão sujeitas ao redutor.
Posicionamento da CNC
Durante a tramitação do PLP nº 125/2022, que originou a LC nº 225/2026, a CNC apresentou propostas para aperfeiçoar o conceito de devedor contumaz, defendendo que a caracterização esteja associada a práticas ilícitas comprovadas, como circulação de mercadorias roubadas ou adulteradas. A entidade considera a sanção um passo importante para a defesa do contribuinte responsável e continuará atuando para que regulamentações futuras incorporem aperfeiçoamentos defendidos pelo setor.
A lei entra em vigor imediatamente para a maioria das disposições e, em 90 dias, ou seja, em abril desse ano, para os programas Confia, Sintonia e selos de conformidade. Estados, Distrito Federal e Municípios terão um ano para adaptar suas legislações.


Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.
Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.
Confira os principais pontos do acordo:
1. Eliminação de tarifas alfandegárias
Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria
Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
>>Setores beneficiados:
Máquinas e equipamentos;
Automóveis e autopeças;
Produtos químicos;
Aeronaves e equipamentos de transporte.
3. Acesso ampliado ao mercado europeu
Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis
Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
5. Salvaguardas agrícolas
>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:
Importações crescerem acima de limites definidos;
Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
6. Compromissos ambientais obrigatórios
Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
Cláusulas ambientais são vinculantes;
Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
7. Regras sanitárias continuam rigorosas
UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
8. Comércio de serviços e investimentos
>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.
>>Avanços em setores como:
Serviços financeiros;
Telecomunicações;
Transporte;
Serviços empresariais.
9. Compras públicas
Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
Regras mais transparentes e previsíveis.
10. Proteção à propriedade intelectual
Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
11. Pequenas e médias empresas (PMEs)
Capítulo específico para PMEs;
Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
12. Impacto para o Brasil
Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
Maior integração a cadeias globais de valor;
Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
13. Próximos passos
Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
Aprovação pelo Parlamento Europeu;
Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.
Aprovado nesta sexta-feira (9), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O pacto, negociado por mais de 25 anos, é considerado o maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.
De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.
A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.
Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.
Multilateralismo
Em nota, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o acordo representa uma vitória do multilateralismo em um cenário global marcado por disputas comerciais e enfraquecimento de instituições internacionais.
Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo, ressaltou.
Segundo Viana, o mercado formado por Mercosul e União Europeia reúne mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões, destacou.


Imagem: Pixabay
O Governo de Santa Catarina acompanha a fase final de formalização do acordo de parceria entre a União Europeia e o Mercosul e já estrutura um plano de ação para posicionar o Estado de forma competitiva quando o tratado entrar em vigor. Sob a liderança do governador Jorginho Mello, a articulação passou a ser tratada como instrumento estratégico de desenvolvimento, com um plano intersetorial que envolve diversas pastas do governo estadual e vem sendo estruturado no âmbito da Secretaria de Articulação Internacional (SAI).
O acordo UE–Mercosul, negociado ao longo de mais de 25 anos, recebeu aval político da União Europeia nesta semana, para ser a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.
Após revisão jurídica e reforço dos compromissos ambientais, os estados membros da União Europeia autorizaram a Comissão Europeia a avançar para a assinatura formal, prevista para ocorrer nos próximos dias, durante a presidência rotativa do Mercosul exercida pelo Paraguai. O avanço do acordo representa uma oportunidade concreta para fortalecer a economia catarinense.
Acesso a um mercado de alta renda e inovação
Para Santa Catarina, o acordo representa oportunidades concretas de acesso a um mercado de alta renda, agregação de valor baseada em reputação sanitária e qualidade, modernização do parque industrial, integração às cadeias de valor europeias e ampliação de parcerias em infraestrutura, inovação e transição verde. Os efeitos do acordo, no entanto, dependem da capacidade dos territórios de se organizarem para capturar essas oportunidades.
O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, explicou que o processo já foi iniciado em Santa Catarina. “Esse acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, mas os territórios que se organizam é que capturam as oportunidades. Santa Catarina sai na frente porque o governador Jorginho Mello já havia determinado que começássemos esse trabalho. Agora é estruturar a base produtiva, conectando indústria, academia e tecnologia e fortalecendo a articulação internacional para transformar o acordo em desenvolvimento real para o estado”, afirmou o secretário.
Santa Catarina como território estratégico de integração
Diante desse cenário, o Governo do Estado trabalha na construção de um plano de ação coordenado pela SAI, que prevê a criação de uma força-tarefa estadual para elaborar um plano de prontidão setorial, a instalação de observatório permanente para orientar empresas e políticas públicas, a definição de metas e indicadores de médio e longo prazo, o alinhamento com políticas nacionais e instrumentos de financiamento e uma atuação internacional ativa junto à União Europeia, seus estados membros e fóruns relacionados à implementação do acordo.
Com base produtiva diversificada, agroindústria avançada, ecossistema de inovação em expansão e indicadores socioeconômicos acima da média nacional, Santa Catarina busca se posicionar não apenas como exportadora, mas como território estratégico de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia, transformando o acordo em vetor de desenvolvimento de longo prazo.
Prefeitura de Penha disponibilizou, em seu site oficial, a emissão dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao exercício de 2026. Os contribuintes contam com três opções de pagamento: cota única com 10% de desconto (quitação até 23 de fevereiro), cota única com 5% de desconto (quitação até 23 de março) e parcelado em até 12 vezes (com vencimento da primeira parcela em 23 de fevereiro).
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR OS BOLETOS: https://penha.atende.net/autoatendimento/servicos/guias-de-iptu/detalhar/1
Além da emissão online, o carnê pode ser solicitado pelo WhatsApp (47) 3170-3840 ou presencialmente na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita (Rua Nilo Anastácio Vieira, nº 180, Centro), com atendimento das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Assim como nos anos anteriores, não haverá envio dos carnês pelos Correios.
“O pagamento do IPTU é fundamental para o desenvolvimento do município. Os recursos arrecadados retornam à população por meio de investimentos em saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos, fortalecendo a cidade e promovendo mais qualidade de vida para todos”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Adriano da Cunha.
Para 2026, foram lançados 28.969 carnês, com uma previsão de arrecadação aproximada de R$ 37 milhões. Conforme o Decreto nº 4.520/2025, publicado em 29 de setembro, o IPTU deste exercício teve um reajuste de 5,13%, acompanhado da atualização da Unidade Fiscal Municipal (UFM), fixada em R$ 221,62.
ATUALIZAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO MODERNIZA CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA
Em dezembro, a Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 027/2025, que promoveu pequenas ajustes no Código Tributário Municipal (Lei Complementar nº 013/2009). A nova legislação entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e tem como objetivo modernizar procedimentos administrativos, ampliar a segurança jurídica e adequar critérios técnicos.
A proposta não altera alíquotas do IPTU nem cria novos tributos, mas corrige distorções históricas na avaliação de imóveis, especialmente os verticais, garantindo maior equidade entre diferentes tipologias construtivas e assegurando que imóveis com padrões distintos sejam tributados de forma proporcional.


A Prefeitura de Balneário Piçarras informa que a emissão dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026 estará disponível a partir do dia 21 de janeiro. O reajuste com relação ao ano de 2025 é de 4,17%, e a emissão pode ser realizada presencialmente e online.
Pagamentos realizados à vista com vencimento em 20 de fevereiro terão 10% de desconto. O desconto será de 5% para pagamentos à vista com vencimento em 28 de fevereiro. Os pagamentos parcelados terão vencimento da primeira parcela também no dia 20 de fevereiro. Para retirada dos boletos físicos, o atendimento acontece na sede da Prefeitura de Balneário Piçarras (Avenida Emanoel Pinto, nº 1655, Centro), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.
A emissão de boletos online ocorre no portal do município: https://balneariopicarras.atende.net/cidadao > barra de pesquisa: IPTU > Serviços > Emissão de Guias. A prefeitura pede a atenção dos contribuintes, no caso de emissão online, para escolher atentamente entre as opções à vista ou parcelado, evitando que as guias sejam emitidas com duplicação.
A Secretaria Municipal de Fazenda disponibiliza o contato de WhatsApp (47) 3347-4707 para sanar dúvidas (o número não recebe ligações). O contato por telefone deve ser feito pelo número (47) 3347-4747.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Texto, Lyandra Machado, jornalista responsável
Foto: José Santos
A Prefeitura de Bombinhas anunciou os detalhes para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026, com a disponibilização de descontos progressivos para pagamento em cota única, diferentes formas de pagamento e facilidades no acesso às guias, reforçando o compromisso com a modernização dos serviços públicos e a sustentabilidade.
Aproveite os descontos para pagamento em cota única
Os contribuintes que optarem pelo pagamento integral do IPTU 2026, em cota única e de forma antecipada, poderão usufruir dos seguintes descontos:
• Até 10 de fevereiro de 2026 – 30% de desconto;
• Até 12 de março de 2026 – 20% de desconto;
• Até 13 de abril de 2026 – 10% de desconto.
Pagamento parcelado
O IPTU 2026 também poderá ser pago de forma parcelada, em até 10 parcelas, conforme o calendário de vencimentos estabelecido pelo Município, iniciando em 10 de fevereiro de 2026.
Já a Taxa de Coleta de Lixo, conforme Lei Municipal, não possui desconto, e poderá ser paga em cota Única até a data de vencimento.
O pagamento pode ser realizado de maneira rápida e segura, por meio de Pix ou cartão de crédito, diretamente pelo site oficial.
Para maior comodidade, as guias de pagamento estarão disponíveis:
No portal da Prefeitura: https://bombinhas.atende.net/autoatendimento/servicos/guias-de-iptu
Presencialmente, nos guichês da Secretaria de Finanças;
Por WhatsApp e e-mail, para os contribuintes que preferirem essas opções.
A Secretaria de Finanças reforça a importância de que os contribuintes fiquem atentos aos prazos estabelecidos, a fim de aproveitar os descontos oferecidos e manter seus tributos em dia.
E-mail: iptu@bombinhas.sc.gov.br
WhatsApp: (47) 3393-9500
Opção 01 – Finanças | Opção 01 – IPTU


A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,26% em 2025.
Com o resultado, o IPCA termina o ano dentro da meta do governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.
O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.
No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%), afirma o IBGE.
Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, havia caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do Plano de saúde (0,49%) e dos Artigos de higiene pessoal (0,52%).
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%), aponta o IBGE.
A Alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial , subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro, acrescenta o instituto.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas - Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
INPC
A alta acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 foi de 3,90%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
O turista brasileiro foi o principal motor do setor de alimentação fora do lar durante as festas de final de ano no estado. É o que revela pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel SC) feita na primeira semana de janeiro com estabelecimentos localizados no litoral catarinense. O levantamento, realizado pela consultoria IA Pesquisas, buscou avaliar a movimentação turística durante as festas de final de ano e as projeções para os próximos meses.
Entre os empresários entrevistados, 77,6% afirmaram que houve aumento na presença de turistas brasileiros nos estabelecimentos nas últimas semanas de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a alta no número de argentinos foi percebida por 26% dos entrevistados. No levantamento feito no ano passado, quase metade dos entrevistados (45%) havia percebido aumento no fluxo de turistas vindos da Argentina.
“A grande surpresa, infelizmente negativa, é a chegada mais tardia dos turistas argentinos, que tradicionalmente têm forte impacto na temporada de verão em Santa Catarina. Ainda assim, seguimos confiantes de que esse fluxo se intensifique nas próximas semanas. O empresariado mantém um olhar cautelosamente otimista: mais de 93% dos estabelecimentos registraram presença de turistas durante as festas, porém chama a atenção o fato de que 48,5% relataram um movimento igual ou inferior ao da temporada passada, o que acende um sinal de alerta para o setor ao longo dos próximos meses”, afirma Juliana Débastiani, presidente da Abrasel SC.
A avaliação sobre a movimentação turística entre o Natal e o Réveillon foi positiva para boa parte dos empresários. Cerca de 51,5% classificou o desempenho como “melhor” ou “muito melhor” em relação ao mesmo período do ano passado. Para 26%, o movimento se manteve estável, enquanto 22,43% apontaram queda. E o otimismo predomina para toda a temporada: 68,5% dos entrevistados projetam um movimento igual ou superior ao atual para o verão, tendo em vista que a temporada 2024/2025 foi considerada histórica na presença de turistas no estado.
A pesquisa da Abrasel SC também mostra que houve pouco espaço para reajustes de preços. A maioria dos estabelecimentos não repassou integralmente a alta da inflação aos consumidores. No total, 55,8% dos empresários afirmaram não ter reajustado ou ter aplicado aumento de até 5%, enquanto outros 21,8% reajustaram os preços em até 10%.
Por outro lado, a mão de obra continua sendo o principal desafio do setor. A dificuldade de contratação e o aumento dos custos fixos concentram mais de 65% das queixas dos empresários. De acordo com o levantamento, 32% dos estabelecimentos não conseguiram completar suas equipes para a temporada. Entre os que conseguiram, um terço relatou dificuldades significativas no processo de contratação, principalmente pela falta de candidatos, desinteresse pelas vagas e ausência de qualificação profissional.


Foto: Roberto Zacarias / SECOM
O governador Jorginho Mello participou, na tarde desta quinta-feira, 8, da abertura oficial da XVIII Vindima Goethe, em Urussanga, no Sul de Santa Catarina. O evento celebra a colheita simbólica da Uva Goethe, variedade que se tornou símbolo da região e da herança deixada pelos imigrantes italianos.
Realizada entre os dias 8 e 26 de janeiro, a Vindima Goethe reúne uma programação voltada à valorização da cultura, da tradição e da produção vitivinícola local. A edição de 2026 é histórica: marca a primeira safra de vinhos Goethe com a Denominação de Origem Vales da Uva Goethe, selo que atesta procedência, tipicidade e qualidade do produto catarinense.
“Somos um estado rico em diversidade cultural, das festas e das tradições em todas as regiões. Aqui no Sul a colheita da uva e a produção de vinhos de excelência chamam visitantes para conhecer e provar do nosso vinho. Hoje aqui na vindima a gente consegue ver o quanto é importante essa atividade para movimentar a economia das nossas cidades. Eu sou um apoiador desses produtores e por isso fiz questão de estar aqui”, disse o governador.
Durante 19 dias, moradores e visitantes podem participar de atividades como pisa da uva, degustações, visitas às vinícolas, além de atrações culturais, religiosas e gastronômicas, fortalecendo o enoturismo e movimentando a economia do Sul do estado.
A cerimônia de abertura contou com apresentações culturais, homenagens e pronunciamentos de autoridades. O governador Jorginho Mello foi homenageado pela organização do evento. Na ocasião, o Governo do Estado anunciou o apoio à Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe, que completa 20 anos de atuação, com a destinação de R$ 50 mil, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
A Vindima Goethe é considerada um dos principais eventos do calendário turístico e cultural do Sul catarinense, reforçando a identidade regional e o potencial de Santa Catarina na produção de vinhos de qualidade.
O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.
Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.
O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.
Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.
Importações
Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.
As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.
Apreciação do real
Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.
O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como casadão. Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.
Saída em dezembro
Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.
Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.
Prévia
As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.
O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.


A produção industrial registrou, em novembro de 2025, variação nula (0,0%) na comparação com o mês anterior, quando tinha apresentado alta de 0,1%. Com isso, a indústria continua 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).
No entanto, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde verificado em maio de 2011. Se comparado a novembro de 2024, os dados indicam que a indústria voltou a apresentar queda na produção com recuo de 1,2%.
No acumulado do ano, houve crescimento de 0,6%, e, nos últimos 12 meses, de 0,7%. Embora mostre perda de ritmo em relação aos resultados dos meses anteriores, permaneceu no campo positivo. Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o IBGE, a produção em novembro de duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram queda, na comparação com o mês imediatamente anterior.
A principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro, informou o IBGE, em nota.
Conforme o gerente da pesquisa, André Macedo, a queda notada neste mês sofreu influência da menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro.
Vale destacar que a retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. Neste mês observa-se um número maior de atividades no campo negativo.
Setores
A pesquisa mostrou ainda resultados negativos nos setoresde veículos automotores, reboques e carrocerias(-1,6%), de produtos químicos (-1,2%),de produtos alimentícios (-0,5%)e de bebidas (-2,1%).
O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos foi o que provocou o principal impacto namédiada indústria, com alta de 9,8%. Houve influências positivas significativas também em impressão e reprodução de gravações (18,3%), produtos de minerais não metálicos (3,0%), produtos de metal (2,7%), máquinas e equipamentos (2,0%) e metalurgia (1,8%).
Nas grandes categorias econômicas com o recuo de 2,5% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, os bens de consumo duráveis registraram taxa negativa mais elevada em novembro de 2025, o que eliminou parte do avanço de 2,8% obtido em outubro.
Ao apresentar queda de 0,6%, o setor produtor de bens intermediários teve o terceiro mês consecutivo de recuo na produção e no período acumulou perda de 1,8%.
Em posição contrária, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) tiveram desempenho melhor em novembro de 2025. Conforme a pesquisa, o de bens de capital cresceu 2,1% em três meses seguidos e o de bens de consumo semi e não duráveis acumulou avanço de 1,5% no período outubro/novembro de 2025.
Comparação anual
A queda de 1,2% na produção industrial em relação a novembro de 2024, refletiu os resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 51 dos 80 grupos e 54,4% dos 789 produtos pesquisados.
As principais influências negativas foram as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,2%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,0%), além dos setores de produtos de metal (-6,8%), de produtos químicos (-1,8%), de produtos de madeira (-12,4%), de bebidas (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,5%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,7%) e de móveis (-5,8%).
Em comportamento oposto, também em relação ao mesmo mês em 2024, registraram alta a produção de indústrias extrativas (4,6%) e produtos alimentícios (4,0%).
Segundo o IBGE, essas foram as maiores influências na formação da média da indústria. Também tiveram desempenhos positivos importantes os ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,8%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,4%), de celulose, papel e produtos de papel (3,0%) e de metalurgia (1,7%).
Pesquisa
De acordo com o IBGE, desde a década de 1970, a PIM Brasil produz indicadores de curto prazo, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação.
Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.
A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).
As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.
Batata tem alta
A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.
A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).
Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.


No radar da estratégia da Embratur de diversificar o turismo internacional, Santa Catarina teve um impacto positivo e registrou um salto de crescimento de 50% no total de chegadas em 2025. O estado da região Sul do país recebeu 741.401 visitantes do exterior. Em 2024, o número havia sido pouco mais de 495 mil chegadas.
O mês de dezembro de 2025 também foi de avanços em Santa Catarina. No período, 89.421 pessoas usaram o estado como portão de entrada para o país, o que representa um crescimento de 12,32% na comparação com o último mês de 2024, quando haviam chegado 79.607 turistas estrangeiros. Os dados consolidados foram divulgados nessa terça-feira (6) pela Embratur, pelo Ministério do Turismo e pela Polícia Federal (PF).
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, explica que Santa Catarina foi um dos estados selecionados para o Novas Rotas pelo seu potencial turístico diverso. “Santa Catarina possui um litoral de 500 km com praias paradisíacas, cidades históricas e uma infraestrutura turística de alto nível. Também se destaca pelo turismo de aventura, com trilhas, montanhismo e esportes náuticos. Por isso, foi uma das primeiras a serem incluídas na iniciativa, que capacita o trade local, aprimora experiências turísticas e faz articulação institucional para fortalecer a presença da região no exterior. Acredito que os resultados já são fruto desse trabalho e queremos expandir ainda mais em 2026”, explicou.
Principais emissores
A Argentina manteve a liderança entre os países emissores de turistas para o estado catarinense, com 464.690 visitantes em 2025; seguida pelo Chile, que enviou 211 mil turistas ao estado; pelo Uruguai, com 9.969 viajantes; e pelos 9.768 paraguaios que chegaram ao país por lá.
Brasil
O estado catarinense seguiu a tendência de recordes do Brasil, que encerrou o ano com 9.287.196 turistas internacionais. O resultado representa um crescimento de 37,1% em relação a 2024 e confirma a consolidação do país como um destino cada vez mais competitivo no cenário global.
Entre os mercados emissores do país, a Argentina segue na liderança com 3.386.823 turistas, reafirmando a força do turismo regional e a integração sul-americana. Na sequência, vieram os chilenos, com 801.921 visitantes, e os americanos, que somaram 759.637 chegadas ao Brasil em 2025. Já viajantes vindos de países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, juntos, somaram 1.274.567 visitantes chegando ao Brasil.
O desempenho recorde confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.
A Havan conquistou o 1º lugar em engajamento no Instagram entre as marcas do varejo nacional em 2025. O reconhecimento vem de um estudo da Zeeng BR, que analisou o desempenho das empresas com mais interações de usuários na plataforma ao longo do ano.
O resultado é fruto de uma estratégia de comunicação construída com criatividade, consistência e proximidade com o público. A marca aposta em uma linguagem simples, direta e humana, que conversa com as pessoas e transforma seguidores em participantes ativos do dia a dia da empresa.
O empresário Luciano Hang, dono da Havan, afirma que a conquista é reflexo de uma escolha clara: estar onde o cliente está e falar do jeito que ele entende.
“A Havan faz questão de conversar com as pessoas, de ouvir, responder, brincar, motivar e também assumir posições. A gente fala a mesma linguagem do nosso público e está presente em todos os canais, porque é assim que se cria conexão de verdade”, diz.
No Instagram, a Havan soma mais de 10 milhões de seguidores. Já Luciano Hang reúne cerca de 8 milhões em seu perfil pessoal e é o empresário mais seguido do LinkedIn no Brasil, com mais de 1 milhão de seguidores.
Para Luciano, o engajamento vai além de números e métricas. “Quando alguém comenta, compartilha ou se identifica com um conteúdo, é porque se sente parte da marca. Esse sempre foi o nosso objetivo: aproximar, incluir, fazer com que as pessoas sintam que a Havan também é delas”, comenta.
A atuação digital da varejista é marcada por conteúdos leves, autênticos e alinhados à cultura da empresa, com liberdade criativa e responsabilidade.
“A gente tem um time que trabalha com verdade, com corpo, alma e coração. Existe liberdade para criar, mas sempre com respeito aos nossos valores, aos seguidores e à nossa história”, destaca Luciano Hang.
Com milhões de pessoas alcançadas diariamente, a presença da Havan nas redes sociais acompanha o relacionamento construído ao longo dos 40 anos de história, nas mais de 180 megalojas físicas espalhadas pelo Brasil, mantendo a marca cada vez mais próxima dos clientes.


Em um país de dimensões continentais e desafios estruturais complexos como o Brasil, a construção de uma cadeia logística eficiente é um objetivo estratégico para a competitividade industrial. Nesse cenário, o know-how logístico alemão tem sido uma referência crescente para empresas brasileiras que buscam integrar suas operações ao comércio internacional com mais confiabilidade, visibilidade e controle.
Segundo Milane Brixi, consultora internacional da Forvm Comércio Exterior, empresa de Joinville (SC) especializada em soluções estratégicas de logística e comércio exterior, os desafios enfrentados pelas empresas no Brasil vão muito além dos custos. “São estruturais, operacionais e estratégicos. A forte dependência do transporte rodoviário, a baixa previsibilidade e os gargalos portuários são apenas parte do problema. Soma-se a isso a burocracia, sistemas pouco integrados e uma digitalização desigual”, afirma.
Para Milane, superar essas barreiras exige planejamento logístico integrado, visão estratégica e adoção de soluções tecnológicas, muitos deles já aplicados com sucesso por empresas com DNA alemão. “Nosso trabalho na FORVM é justamente o de apoiar a tomada de decisão com base em simulações logísticas, planejamentos integrados e análise de impactos regulatórios. O foco vai além do custo, está na construção de vantagem competitiva ao longo de toda a cadeia logística”, complementa.
Entre as boas práticas já adotadas com bons resultados no Brasil, inspiradas no modelo logístico alemão, estão a formação de consórcios logísticos, o compartilhamento de centros de distribuição, a integração entre modais e o foco em padronização de processos com confiabilidade operacional.
Modernização portuária e novas tendências
Os portos brasileiros também têm passado por um processo consistente de modernização, com a aquisição de equipamentos de alta performance, muitos deles de origem alemã. “Há incentivos governamentais, linhas de financiamento e programas de cooperação Brasil-Alemanha que fortalecem a transferência de tecnologia e a adoção de melhores práticas internacionais”, explica Milane.
Para o futuro, a consultora aponta transformações importantes no horizonte, como a integração real entre modais (rodoviário, ferroviário, portuário e cabotagem), a digitalização completa dos processos documentais, o uso de inteligência artificial aplicada à logística e o avanço da chamada logística verde, com frota eletrificada, biocombustíveis e rastreamento de emissões como diferencial competitivo para mercados internacionais.
Nesse cenário de transformação, a parceria entre empresas brasileiras e alemãs assume papel central. “Essas parcerias impulsionam a adoção de modelos avançados de planejamento e aumentam a confiabilidade operacional”, destaca Milane.
A própria Forvm é exemplo desse movimento. A empresa mantém uma parceria estratégica com a AHK Paraná, o que amplia seu acesso ao ecossistema logístico-industrial alemão. “Essa conexão nos permite antecipar tendências, participar de rodadas de negócios e construir pontes comerciais sólidas com a Alemanha. É uma via de mão dupla que envolve troca de conhecimento, desenvolvimento de projetos conjuntos e reforço da credibilidade institucional no cenário internacional”, conclui.
Sobre a AHK Paraná - Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Essa é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida por Lourdes Manzanares, a primeira diretora mulher da AHK Paraná.
O Banco Central (BC) apresentou recurso contra a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que autorizou a realização de uma inspeção em documentos relacionados ao caso Master nas dependências da autoridade monetária.
No pedido, o BC solicita que o tema seja apreciado pela Primeira Câmara do TCU, e não apenas de forma individual pelo relator. A avaliação interna do órgão é de que a decisão de Jhonatan de Jesus não conta com o respaldo da maioria dos ministros que compõem o colegiado.
No despacho, o Banco Central argumenta que não há menção, na decisão do ministro, a uma deliberação formal da Primeira Câmara determinando a inspeção. Segundo o órgão, essa omissão precisa ser esclarecida para garantir a regularidade do procedimento.
“Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a realização de inspeção no BCB, serve-se esta Autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada”, afirma o BC no documento.
A Primeira Câmara do TCU é formada pelos ministros Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Jhonatan de Jesus, Augusto Sherman Cavalcanti, Weder de Oliveira e Walton Alencar Rodrigues, que preside o colegiado.
Internamente, o Banco Central interpreta a atuação do TCU como parte de uma pressão política para tentar reverter a liquidação do Master. Paralelamente, o caso também é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), sob condução do ministro Dias Toffoli, o que amplia o embate institucional em torno do tema.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstra preocupação com o recuo na assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia, após mais de 25 anos de negociações, mas acredita que ainda há espaço para diálogo e espera que as condições políticas necessárias para a assinatura sejam construídas até o início do próximo ano. A expectativa era de que o tratado fosse formalizado neste sábado (20), durante a 67ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, mas a ausência de consenso entre os países europeus adiou a conclusão de um acordo considerado estratégico para a economia dos países envolvidos.
Com benefícios a ambos os blocos, o texto negociado reflete um equilíbrio relevante entre interesses econômicos, sociais e ambientais e permanece como uma base sólida para a conclusão do processo. Para a indústria brasileira, a entrada em vigor do acordo representa uma oportunidade de ampliar a inserção internacional do país, atrair investimentos, estimular ganhos de produtividade e fortalecer a competitividade. Só em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a UE foram criados 21,8 mil empregos, movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e outros R$ 3,2 bilhões em produção.
“Adiar a assinatura do acordo neste momento é motivo de frustração, especialmente diante do longo histórico de negociações, mas esperamos que o empenho em firmar essa parceria seja mantido para que o processo seja concluído o quanto antes, em benefício de uma integração econômica do Mercosul com a União Europeia”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI atua de forma contínua e estratégica em defesa do acordo, especialmente por meio da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), que reúne entidades representativas de diversos setores da economia e tem contribuído para a construção de consensos e propostas equilibradas.
É preciso manter agenda ativa de inserção internacional
Diante do adiamento, a CNI destaca a importância de o Brasil seguir avançando na agenda de inserção internacional, tanto com a UE quanto com outros parceiros estratégicos. A celebração de acordos comerciais continua sendo um instrumento fundamental para ampliar exportações, reduzir barreiras, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras.
Nesse cenário, ganham ainda mais relevância as negociações em andamento com países como Canadá e México e o lançamento de negociações com parceiros da América Central e o Reino Unido, além do aprimoramento de acordos já existentes. Para a indústria, é essencial que o Brasil adote uma estratégia pragmática e consistente de diversificação de mercados, ampliando sua participação no comércio internacional e reduzindo vulnerabilidades externas.
Acordo é importante para previsibilidade e investimentos
Além dos benefícios comerciais, o acordo Mercosul-UE estabelece regras modernas em áreas como desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual, facilitação de comércio e normas sanitárias, contribuindo para um ambiente de negócios mais previsível e alinhado às melhores práticas internacionais. O documento prevê, ainda, oferta de cooperação científica e tecnológica da UE para os países do Mercosul que pode se traduzir em projetos conjuntos de P&D em áreas de fronteira, como tecnologias de captura de carbono, uso industrial de C02, reciclagem e reuso de baterias e minerais críticos.
A União Europeia é o principal investidor estrangeiro no Brasil, respondendo por 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023, o equivalente a US$ 321,4 bilhões. Já o Brasil é o maior investidor latino-americano no bloco. Esse vínculo reforça a importância de concluir o acordo e aprofundar uma relação econômica sólida e madura.
Parceria Brasil-União Europeia permanece estratégica
Em 2024, o bloco da União Europeia respondeu por 14,3% das exportações brasileiras (US$ 48,2 bilhões) e por 17,9% das importações (US$ 47,2 bilhões), se consolidando como o segundo principal parceiro comercial do país.
A indústria é um pilar central dessa relação. Em 2024, 98,4% das importações brasileiras vindas da UE foram de produtos da indústria de transformação, essenciais para o acesso a insumos, tecnologias e bens de maior valor agregado. Nas exportações brasileiras ao bloco, 46,3% foram bens industriais. Apesar de ser uma participação relevante, a indústria de transformação vem perdendo espaço nas exportações brasileiras para o bloco europeu, cenário que pode ser revertido com o acordo.
A Federação das Indústrias (FIESC) acompanha com atenção o desenrolar da situação na Venezuela e avalia que é prematuro apontar potenciais impactos na indústria de Santa Catarina. O comércio bilateral entre SC e a Venezuela é pouco significativo: respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações do estado em 2025.
O principal produto catarinense destinado à Venezuela foi um tipo de máquina agrícola, com vendas de US$15 milhões. Em relação às importações, os principais produtos de origem venezuelana são os adubos e fertilizantes, que representaram 3% das importações catarinenses desse setor, totalizando US$ 126 milhões. O segundo item foi um tipo de alumínio bruto, com US$ 93 milhões, o que levou a Venezuela a figurar como o terceiro maior fornecedor para Santa Catarina deste produto.
O presidente da Federação, Gilberto Seleme, afirma que a expectativa da FIESC é que o posicionamento brasileiro não afete as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos na questão do Tarifaço e que as conversas nesse sentido se mantenham baseadas em critérios técnicos.
Imigração
A situação migratória de venezuelanos é outro ponto de atenção, segundo a FIESC. Relatório da Operação Acolhida mostra que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024. “Hoje, a indústria de SC conta com a força de trabalho de venezuelanos para preencher vagas e atender a demanda crescente por mão de obra. Dependendo do que veremos para frente, existe a possibilidade de o país se tornar novamente atrativo para esses imigrantes ”, avalia o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação


Santa Catarina assumiu, em novembro, a liderança nacional na geração de empregos formais no setor de serviços de alojamento. Foram criadas 571 novas vagas formais no mês, o que representa 17% do total nacional e um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse desempenho, Santa Catarina ultrapassou São Paulo e garantiu a primeira colocação no ranking.
Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e analisados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC). A diretora Financeira da Federação, Silvia Fernandes, que é empresária do ramo de hotelaria em São Francisco do Sul, avalia que o resultado é reflexo da visibilidade crescente do estado como destino turístico, da qualificação da mão de obra local e dos investimentos estruturais realizados nos últimos anos.
A temporada de Verão de 2025 já havia batido recordes de visitação, e a expectativa é de que a de 2026 atinja novo valor recorde, atraindo 3,5 milhões de turistas.
“Tínhamos expectativas positivas para a temporada de Verão, graças ao crescimento do turismo no estado, e isso impulsiona as contratações”, explica a diretora.
Os novos postos de trabalho se concentraram, principalmente, em hotéis de pequeno e médio porte no litoral, com destaque para cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Bombinhas e Imbituba. As vagas envolvem funções como camareiro, recepcionista, cozinheiro, garçom e recreador.
A empresária afirma que as contratações nestas funções também refletem uma preocupação dos hotéis e pousadas em melhorar a experiência dos clientes, oferecendo mais serviços que contribuam para o conforto durante a estadia. Por exemplo, oferecendo um atendimento mais personalizado e especializado na recepção e no restaurante, recreação para crianças (para famílias que viajam com os filhos), arrumação e limpeza.
“Essa é uma demonstração clara de como o setor produtivo se prepara e se adapta às demandas de mercado, contribuindo para o desenvolvimento regional e para a movimentação da economia local”, destaca Silvia Fernandes.
Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já podem se organizar para os pagamentos de 2026. Quem nasceu em janeiro e optou pela modalidade está com o valor liberado desde o dia 2 de janeiro, primeiro dia útil do mês.
O saque-aniversário fica disponível por até 90 dias e pode ser feito de forma digital, pelo aplicativo do FGTS, ou presencialmente nas unidades da Caixa.
A seguir, confira quem tem direito, como sacar, o calendário completo de 2026 e quanto é possível receber.
Quem pode sacar o FGTS em 2026?
Calendário do saque-aniversário do FGTS 2026:
O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses.
Confira o calendário oficial:
Atenção: se o valor não for sacado dentro do prazo, o dinheiro retorna automaticamente para a conta do FGTS e só poderá ser retirado no ano seguinte.
Como sacar o FGTS pelo saque-aniversário?
O resgate pode ser feito online, em poucos minutos. Veja o passo a passo:
Também é possível sacar o valor presencialmente nas agências da Caixa, casas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.
O que é o saque-aniversário do FGTS?
Criado em 2020, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês de aniversário.
A adesão é opcional e pode ser feita:
Diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão
Quanto posso receber no saque-aniversário?
O valor depende do saldo total nas contas do FGTS e segue uma tabela progressiva. A alíquota varia de 5% a 50%, com uma parcela adicional fixa.
Tabela do saque-aniversário do FGTS
|
Faixa de saldo no FGTS |
Alíquota | Parcela adicional |
| Até R$ 500 | 50% | - |
|
De R$ 500,01 a R$ 1.000 |
40% | R$ 50 |
|
De R$ 1.000,01 a R$ 5.000 |
30% | R$ 150 |
|
De R$ 5.000,01 a R$ 10.000 |
20% | R$ 650 |
|
De R$ 10.000,01 a R$ 15.000 |
15% | R$ 1.150 |
|
De R$ 15.000,01 a R$ 20.000 |
10% | R$ 1.900 |
| Acima de R$ 20.000 | 5% | R$ 2.900 |
Exemplo: quem tem R$ 1 mil no FGTS pode sacar R$ 450, sendo R$ 400 da alíquota, mais R$ 50 da parcela adicional.
Fui demitido. Como fica o FGTS?
Mesmo que o trabalhador peça a volta ao saque-rescisão, a mudança só passa a valer após dois anos de carência. Caso a demissão ocorra na vigência do saque-aniversário, será aplicada a regra dessa modalidade, com a retirada apenas da multa rescisória.
Uma medida provisória editada no fim do ano passado autorizou uma rodada especial de saque-aniversário para os trabalhadores demitidos sem justa causa de 1º de janeiro de 2020 a 23 de dezembro de 2025. O saldo remanescente desses empregados será pago apenas uma vez em duas rodadas. A primeira em 29 de dezembro e a segunda entre 2 e 12 de fevereiro.


A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350.
A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada, continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores adicionais instituídos pela reforma do IR.
Para garantir o benefício a quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.
As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças se refletirão na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026.
A seguir, veja quem tem direito à isenção, como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR.
Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR:
Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Quem ganha até R$ 7.350 também paga menos imposto
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto:
A regra também se aplica ao 13º salário.
Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026
| Rendimentos tributáveis mensais | Redução do imposto |
| Até R$ 5 mil | Até R$ 312,89, zerando o imposto |
| De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350 |
| A partir de R$ 7.350,01 | Sem redução |
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350
| Base de cálculo mensal | Alíquota | Dedução |
| Até R$ 2.428,80 | Isento | |
| De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16 |
| De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?
Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:
O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.
Tabela anual de isenção e redução do IR
(Declaração de 2027: ano-calendário 2026)
| Rendimentos tributáveis anuais | Redução do imposto |
| Até R$ 60 mil | Até R$ 2.694,15, zerando o imposto |
| De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 | R$ 8.429,73 (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200 |
| A partir de R$ 88.200,01 | Sem redução |
Tabela anual do Imposto de Renda em 2026
| Base de cálculo anual | Alíquota | Dedução |
| Até R$ 28.467,20 | Isento | |
| De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 | 7,5% | R$ 2.135,04 |
| De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 | 15% | R$ 4.679,03 |
| De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 | 22,5% | R$ 8.054,97 |
| Acima de R$ 55.976,16 | 27,5% | R$ 10.853,78 |
Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:
Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra
Alíquota progressiva de até 10%
Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%
Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.
O que entra no cálculo do IRPFM?
Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.
Ficam fora:
O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.
Tributação de dividendos
Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:
A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.
O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.
Pontos de atenção e possíveis disputas
Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.
Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra.
Quais deduções continuam valendo?
Nada muda nas principais deduções:
Quantas pessoas serão beneficiadas?
Segundo o governo federal:
Missão no Japão, em junho. Foto: Divulgação/Secom GOVSC
A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.
O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal.
Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.
Crédito de longo prazo com o Banco Mundial
Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.
Reunião com o Banco Mundial em Washington, no mês de maio
Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.
Aproximação com mercados populosos da Ásia
O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.
Japão e China
Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.
Singapura
Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.
Malásia
Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.
“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.
Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.
Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar
A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal.
Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.
“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.
Escritórios permanentes
Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos.
Governador falou para investidores em Nova York, em maio
Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.
Fortalecimento institucional com a Argentina
Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.
Jorginho Mello participou de encontrou com o presidente Milei na Argentina, em novembro
A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.
Efeito das missões
Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.
Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.
Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.
23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:
Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
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