
Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Túnel Master
Mais cedo ou mais tarde o escândalo do Banco Master e a CPI que vai ser criada para apurar suas bilionárias fraudes, chegará a SC por conta de ações quase sem valor nenhum que ficaram fora da encampação do então Banco do Estado de SC (Besc) pelo Banco do Brasil, em 2008. Ações que pouco valiam na época mas que, num passe de mágica, passaram a valer bilhões. Uma única pergunta que não quer calar: quem fez a venda delas?
Contradição italiana
A imensa comunidade italiana em SC (pelo menos 5 milhões dos 8 milhões de habitantes, dos quais cerca de 100 mil com dupla cidadania) acaba de ganhar uma representação diplomática (Sportello Consolare) em Florianópolis, aberta recentemente. É bom lembrar que nos anos oitenta SC teve um consulado, que foi sequestrado e levado para Curitiba. Ironicamente, isso acontece num momento de apreensão. No ano passado, justamente quando se festejavam os 150 anos da grande imigração italiana no Brasil, o Parlamento da Itália aprovou uma polêmica lei que impôs severas restrições à concessão da dupla cidadania, tanto para brasileiros como de outras nacionalidades, inclusive por laços sanguíneos. A Suprema Corte de lá decide se as medidas são constitucionais ou não no dia 11 de março. A expectativa é enorme, em todo o mundo.
Investimento bilionário
O ministro de Portos e Aeroportos anunciou durante visita a Navegantes, a aprovação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo destinado às operações offshore de petróleo e gás, em Santa Catarina. As seis embarcações serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, e serão do tipo Platform Supply Vessel voltadas ao suprimento de plataformas de petróleo. O investimento deve fortalecer a indústria naval do Estado e gerar mais de 1,2 mil empregos diretos. Do valor total aprovado, R$ 134 milhões já foram desembolsados para o início do projeto.
Balanço positivo
Após quatro dias de intensa movimentação, negociações e networking, a 73ª Pronegócio chegou ao fim sexta-feira 16, consolidando-se como um dos principais encontros de negócios do setor confeccionista do país. Promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), com patrocínio do Sebrae-SC a rodada transformou o Pavilhão da Fenarreco em um grande ambiente de conexões comerciais. O evento reuniu mais de 750 lojistas de todo o Brasil, que adquiriram peças da coleção Inverno 2026. Nesta rodada, grandes compradores iniciaram negociações mais aprofundadas com os fabricantes e, por se tratar de uma coleção de inverno, esse processo continua após o evento. Nos próximos 15 dias, os resultados irão superar em 10% a 12% os números da edição de janeiro do ano passado. Outro fator positivo foi que esta rodada contou com um número expressivo de novos lojistas participantes, que tiveram uma experiência positiva no evento. Esse movimento positivo reflete fatores como um inverno mais longo e os investimentos estratégicos da entidade. Nesta edição, pelo menos 10% a 15% dos lojistas participaram pela primeira vez, a maioria saiu satisfeita com a logística, a organização e o modelo da Pronegócio, e muitos já sinalizaram presença na Rodada de Maio próximo.
Maré juvenil 1
A Polícia Militar de SC em Imbituba informa que em menos de 24 horas entre segunda e terça-feira, atendeu 30 ocorrências por perturbação do sossego na Praia do Rosa. Nenhuma das situações foi considerada grave e não houve prisões nem encaminhamento à delegacia. O elevado número de acionamentos envolveu, em sua maioria, jovens argentinos que, como se sabe aqui, agora formam uma maré que deixou de frequentar Balneário de Camboriú.
Maré juvenil 2
A notícia mais lida no portal do jornal O Globo no início desta semana foi sobre jovens argentinos que em grupo de 19 a 22 anos por anos preferiam Balneário Camboriú para passar o verão. Agora fazem seu paradeiro na Praia do Rosa, em Imbituba, não sem reclamações pelo barulho que fazem.
Reformas no STF
Comissões temáticas na OAB-SC começaram a debater e propor reformas estruturais no desacreditado STF. Formarão um estudo técnico, e entre as diretrizes estabelecidas está o fim da vitaliciedade dos ministros, a mudança na composição com participação de representantes da advocacia, da magistratura e do Ministério Público, de forma a se promover mais equilíbrio nas decisões, evitando a excessivo peso político no processo de escolha. Outra proposta envolve o fortalecimento do modelo de decisões colegiadas, como forma de assegurar mais estabilidade jurisprudencial, transparência e previsibilidade, reduzindo a concentração de poder em decisões individuais. Ótimo.
Canetas emagrecedoras
A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil, encerrou 2025 com receita de R$ 106 milhões em vendas das duas principais canetas nacionais à base de liraglutida: a OLIRE para tratamento de Obesidade e a LIRUX, para controle do diabetes tipo 2. Com preços mais acessíveis que as importadas, a demanda acelerou. Para este ano, a companhia projeta vendas 150% maiores nesse segmento de produtos para terapias metabólicas, com receita estimada em R$ 250 milhões. O desempenho positivo vem da combinação de investimentos industriais, previsibilidade regulatória e expansão consistente do mercado desses produtos no Brasil, explica a EMS.
Universidades comunitárias
O presidente Lula assinou na última semana decreto que regulamenta a Lei das Universidades Comunitárias de Educação Superior. Em SC esse modelo é representado há mais de cinco décadas pelo Sistema Acafe, responsável pela interiorização do ensino superior, pela formação de milhares de profissionais e pelo fortalecimento das comunidades onde atua. A lei assegura prerrogativas fundamentais, como o acesso a editais públicos, a celebração de parcerias com entes governamentais e o recebimento de recursos públicos para o desenvolvimento de atividades de interesse coletivo, sempre sob critérios rigorosos de qualificação, monitoramento e transparência. A medida tem impacto especial para a Associação Catarinense das Fundações Educacionais, reconhecida como patrimônio educacional de SC, ao garantir segurança jurídica e reconhecimento formal ao modelo comunitário, que se destaca pela forte vinculação com os territórios onde está inserido e pelo compromisso permanente com a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Sem cobrança
O Núcleo de Prática Jurídica da Unifebe não cobra pelos serviços que presta à comunidade. A assistência Judiciária oferecida à comunidade é realizada por acadêmicos a partir da sétima fase, sob orientação dos professores do curso de Direito. Em atividade há 30 anos, o núcleo é um dos principais pontos de apoio para cidadãos que não conseguem contratar serviços particulares. Só em 2025, foram realizados mais de 9 mil atendimentos, incluindo contatos iniciais e retornos, tanto nas cabines por agendamento quanto nos pedidos de informação jurídica. Considerando as tentativas de golpes comuns no meio jurídico, o Núcleo de Prática Jurídica reforça que os serviços são gratuitos. Não há cobranças de custas ou qualquer outro tipo de valor nas ações patrocinadas pelo NPJ, seja pela assistência judiciária ou pelo Juizado Especial Cível. A exceção é em caso de eventual condenação. Advogados e colaboradores do NPJ entram em contato com o cliente apenas pelo telefone (47) 00644-2969 e (47) 99241-5604. Nenhum deles solicita pagamentos. Para informações complementares e em casos de dúvidas, os clientes do NPJ podem entrar em contato por meio dos números citados acima ou pelo telefone fixo institucional: (47) 3211-7255.
Modelo de incubadoras
O modelo de incubadoras para empresas de tecnologia que faz sucesso em SC desde a criação dos primeiros polos tecnológicos de Florianópolis, da antiga rede MIDITEC hoje denominada Mi-DIHUB, começa a ser exportado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Sebrae Startups. A primeira unidade chegou em Goiás neste mês de janeiro é o HUB Cerrado, em Goiânia. Em SC essa rede abriga 12 incubadoras conectadas com mais de 350 empresas apoiadas. Esse modelo já recebeu quatro vezes o prêmio de Melhor Incubadora do Brasil pela Aprotec e ficou três vezes entre os cinco melhores do mundo.
Inflação imobiliária
O índice FipeZap divulgou que em todo o ano passado o preço dos imóveis subiu 6,52%, encarecendo a casa própria. Como já é rotina, o litoral de SC continua sendo o mais valorizado, com o valor médio do metro quadrado em R$ 14.906 em Balneário Camboriú e R$ 14.843 na vizinha Itapema. Depois seguem Itajaí e Florianópolis na lista dos cinco municípios com os imóveis mais caros do Brasil.
Vítimas
O pior não é saber, pelo noticiário, que um ministro do STF viajou para Lima em jatinho de empresário para ver um jogo da Libertadores ao lado de pessoas ligadas ao caso Master; ou que outro ministro do STF tem familiares atuando na defesa do Banco Master por meio de um contrato milionário e nebuloso. Pior é ficar sabendo que ministros ali acham que o STF está “apanhando de graça”.
Vendas bilionárias
O acordo Mercosul – União Europeia, que pode demorar um pouco mais em função da análise jurídica solicitada pelo parlamento europeu, abre oportunidades para negócios bilionários a pequenos negócios catarinenses dispostos a avançar nas vendas externas. É isso que mostra estudo do Observatório de Negócios do Sebrae-SC. A análise destaca que o bloco europeu faz importações bilionárias de diversos setores em que pequenas empresas de SC poderiam participar mais. São empresas de setores como agronegócio, metalmecânico e automotivo. Mas para ocupar esses espaços, as pequenas empresas precisam estar preparadas, alerta o diretor do Sebrae-SC.
Devolução de dinheiro
Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do INSS tem até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto. De acordo com ele, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do instituto, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
União Europeia – Mercosul
A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) avalia que a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia é um passo significativo para a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com potencial de fortalecimento da indústria catarinense: o estado é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária, destaca seu presidente.
Cigo bello
O governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil. O encontro ocorreu na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. A pauta principal foi o fortalecimento das relações bilaterais entre o estado e o país europeu. Durante a reunião, as autoridades se comprometeram a iniciar tratativas para estabelecer um voo entre Florianópolis e a Itália. O objetivo é seguir o modelo de conexão internacional já existente com Portugal.
Times Square
Balneário Camboriú, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo estão disputando quem ganha primeiro o direito de criar a primeira Times Square brasileira, cópia do célebre cruzamento da região da Broadway, em Nova York. O pedido de Balneário Camboriú está sob análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O empreendimento privado integra o York Food Lounge, em desenvolvimento na esquina das Avenidas Alvin Bauer e Brasil, no centro da cidade, conhecida pelos arranha-céus de sua orla. A veiculação de conteúdo luminoso deve começar ainda neste verão, em grande telão.
Levando embora
Só nos últimos cinco meses, sete cidades de SC decretaram situação de emergência, depois que suas praias foram tragadas pela erosão marinha causada pelas ressacas. São: Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Itapema, Itapoá, Barra Velha, São Francisco do Sul e Garopaba. Os decretos permitem obras emergenciais, como construir muros de pedra e colocar areia para alargar a faixa de areia. Coincidentemente, SC foi o Estado que mais investiu em obras de alargamento de praias na tentativa de frear o avanço do mar.
Novos nomes
Com o acordo Mercosul-União Europeia, vários produtos vão mudar de nome no Brasil. Presunto Parma, mortadela Bolonha e queijo Feta, por exemplo, estão entre as denominações europeias que não poderão ser usadas por fabricantes brasileiros. Mas há algumas divergências a resolver de agora em diante. Uma delas envolve o “steinhaeger”, um destilado produzido na Alemanha, no século 15 e que chegou ao Brasil em 1958, através do engenheiro alemão Wenzel Rulf, que montou uma destilaria, a Doble W, em Porto União, no Planalto Norte de SC.
Destinos de Carnaval
Faltando poucas semanas para o Carnaval, a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, analisou os destinos brasileiros mais buscados para o Carnaval deste ano. Entre os turistas estrangeiros a boa notícia para SC é que depois do Rio de Janeiro o segundo e o quarto destinos mais procurados são Florianópolis e Bombinhas.
Nudismo
Após habeas corpus da Federação Brasileira de Naturismo, o Tribunal de Justiça de SC concedeu um salvo-conduto coletivo para impedir prisões de praticantes de naturismo na faixa de areia e mar da praia de Pinho, em Balneário Camboriú. Um decreto municipal proibiu o nudismo no local desde 19 de dezembro. O salvo-conduto vale até que o mérito do habeas corpus seja analisado pelo colegiado do tribunal.
Recorde histórico
Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal. O percentual representa um salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, SC alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional. Entre as exportações, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão a soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos com US$ 620 milhões e parte e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.
Mais uma CPI
O Senado atingiu o número de assinaturas necessárias para instalar uma CPI para apurar crimes e fraudes cometidos pelos operadores do liquidado Banco Master. Dentre as 42 assinaturas estão as dos catarinenses Esperidião Amin e Jorge Seif.
Em queda
A 36ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 2,8% nas vendas de SC em dezembro, na comparação anual. Foi o oitavo mês consecutivo de resultados negativos no Estado, o que vem causando impactos diversos, como o fechamento de negócios. Para especialistas o índice reflete a combinação entre renda pressionada e crédito mais restrito.
Em alta
SC concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Sebrae-SC. O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$ 4.194 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$ 9.672 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira.
Bolsa Família
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que neste mês 203,7 mil famílias em todos os 295 municípios de SC estão sendo contemplados com o Bolsa Família. O investimento é de R$ 144,6 milhões e o valor médio do benefício é de R$ 710,11.
Feminicídios
Dói publicar a informação que o Brasil bateu recorde de feminicídios em 2025: 1.470 mulheres foram mortas, ante 1.459 em 2024. É a maior quantidade registrada em 10 anos. Em SC foram 51.
Agora vai?
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem atualmente 70 matérias prontas para votação neste ano. Entre elas a proposta de emenda constitucional da maioridade penal, aprovada em 2015 após intenso debate sobre o projeto de lei 3722/2012. Propunha reduzí-la dos atuais 18 anos para 16 ou até menos. Sem hipocrisias, por favor: com 16 anos o menor pode dirigir e votar, por que não assumir responsabilidades por seus atos?
Avanço estratégico
A assinatura do Acordo Interino de Comércio Mercosul-União Europeia, é avaliada pela Fiesc como um avanço estratégico para SC e para o Brasil. Para o presidente da entidade, o momento é especialmente oportuno diante das tensões geopolíticas que vêm reconfigurando as cadeias produtivas globais e exigem novas rotas comerciais mais estáveis e previsíveis. Destaca o presidente da entidade que acordos como esse são fundamentais para diversificar destinos de exportação e reduzir a dependência de mercados sujeitos a mudanças abruptas, como ficou evidente no recente tarifaço norte-americano. Nesse contexto, a UE surge como um parceiro confiável e de alto valor agregado, com o qual SC já mantém relação comercial sólida. Também ressalta a posição estratégica do estado no Mercosul. Com infraestrutura portuária robusta e localização privilegiada, Santa Catarina se consolida como hub logístico, produtivo e de integração regional.
Fila de espera
O governo de SC está esticando o olho sobre o sucesso das escolas cívico-militares no Paraná, que tem fila de espera de 11 mil alunos. Um dos principais motivos para tanta demanda no vizinho Estado, que já tem 300 escolas no modelo e que provavelmente se replica por aqui (faltam estudos para avaliação mais confiável) é que os pais procuram alguém que faça a disciplina dos filhos.
Gerando empregos
O Sebrae-SC divulgou um levantamento mostrando que as microempresas foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no Estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total. Depois vem as médias e grandes, com 28,2%. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte, organizações sem fins lucrativos e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa. Resumindo: as microempresas têm um papel essencial na economia catarinense.
Cidades caras
Saiu o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe, que acompanha o preço médio de aluguel de imóveis em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais. Subiu 9,44% em 2025, quase o dobro da inflação de 4,26%. Com os dados foi possível montar o ranking nacional onde o aluguel mais subiu no ano passado. A liderança é de Teresina, 21,81%. A surpresa é Florianópolis, em 17º entre as capitais, com 9,35%. Manaus ficou na outra ponta, com 1,06%. O mesmo índice apurou onde o aluguel mais subiu, liderado por Campinas (SP) com 19,22%. De SC está Joinville, em 8º. E onde menos subiu, com presença de São José (-3,10%), na região metropolitana de Florianópolis.
SC na pauta
Está na pauta dos primeiros julgamentos do Ano Judiciário 2026 no STF se o processamento e julgamento de crimes contra espécies da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção compete à Justiça Federal. A decisão terá repercussão geral para todo o país. O STF determinou a suspensão de todos os processos penais sobre o tema até o julgamento final. A controvérsia, levada pelo Ministério Público de SC, questiona se a mera inclusão em lista nacional justifica o interesse da União no caso.
SC-Itália
Dois dias após o acordo, o governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil, que anunciou a abertura do escritório consular em Florianópolis. Conforme a Fiesc, em 2025, SC exportou para a Itália US$ 169,7 milhões, sobretudo motores elétricos e madeira. De lá vieram US$ 683,6 milhões em veículos e produtos farmacêuticos.
Abrigos para aves
A partir do reaproveitamento de madeira descartada, o artesão Saulo Deucher, morador do bairro Águas Claras, em Brusque, passou a produzir abrigos destinados à proteção de aves urbanas. A iniciativa alia sustentabilidade, cuidado ambiental e geração de renda. As estruturas são feitas de forma artesanal, utilizando resíduos que teriam como destino o descarte. Os abrigos são projetados para oferecer proteção e conforto aos pássaros, com intenção aos detalhes construtivos e à funcionalidade. A atividade teve início em 2020, após Saulo perder o emprego de motorista de ônibus em razão da pandemia da Covid-19. Diante da instabilidade econômica, o artesanato surgiu como alternativa para complementar a renda familiar. Com o tempo, a divulgação das casinhas nas redes sociais ampliou a procura e consolidou a produção como fonte de sustento. Mais de 700 unidades já foram produzidas desde o início do projeto.
Formação tecnológica
O Entra21, programa gratuito de capacitação profissional em tecnologia, abriu novas turmas em SC. O projeto, que iniciou há 20 anos, em Blumenau, e desde 2022 expandiu para todo o Estado catarinense, já formou mais de 9 mil pessoas. Na edição de 2026 são quase 500 vagas abertas para aulas com foco em diversas linguagens de programação, além do desenvolvimento de habilidades profissionais, as chamadas soft skilis. Todo o projeto é gratuito e as inscrições estão abertas no site: www.entra21.com.br. Serão 20 turmas para concorrer a uma vaga basta ter mais de 16 anos, sem idade máxima de idade, estar cursando ou ter concluído o ensino médio e interesse em tecnologia e realizar a inscrição dentro do prazo, que vai até 17 de fevereiro.
A economia de Santa Catarina ficou estável em agosto de 2026 na comparação com julho segundo o IBC-R, Índice de Atividade Econômica Regional, divulgado pelo Banco Central. O indicador, que é considerado uma prévia do PIB, foi impactado pelo desempenho negativo da indústria, que teve recuo de 1,5% no mesmo período.
Apesar da estagnação em relação ao mês anterior, o estado registra um crescimento de 1,8% na comparação com agosto ano anterior, acima da média brasileira, de 1,2%. O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC) Gilberto Seleme, explica que o cenário econômico atual ainda impõe desafios para quem produz e para quem consome.
"Os juros elevados e o alto endividamento das famílias e empresas limitam a demanda e dificultam a expansão. A sustentação do crescimento nos próximos meses dependerá da recuperação da demanda interna e de uma melhora das condições de financiamento", afirmou Seleme.
A análise da FIESC sinaliza que o desempenho econômico do estado reflete diferentes comportamentos dos grandes setores da economia. As vendas no comércio, por exemplo, cresceram 1,8% no oitavo mês de 2026 na comparação com agosto do ano passado. Por outro lado, a indústria teve uma queda de 0,7% na mesma base de comparação. O setor de serviços também teve um pequeno recuo, de 0,2%.
Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, essa diferença entre os setores exige atenção.
"A estabilidade mensal e a retração na indústria mostram que a expansão permanece desigual no estado. No setor de serviços, por exemplo, o crescimento acumulado de 8,3% dos serviços prestados para empresas esconde uma queda de 4,4% naqueles voltados para as famílias, o que mostra que não há um fortalecimento generalizado do consumo da população".
A retração industrial catarinense atingiu sete das 14 atividades pesquisadas em agosto frente ao mesmo período do ano passado, com quedas de 13,9% em produtos de metal, 12,8% em confecções e 11,1% em móveis. Bittencourt explica que entre os fatores para esse cenário estão o acesso a crédito mais caro para investimentos e também para o consumo das famílias, restringindo a demanda e a produção das empresas. Já nos segmentos exportadores, as barreiras tarifárias dos Estados Unidos somam-se a um ambiente já marcado por condições financeiras restritivas. Outro setor relevante para SC, o de vestuário, tem sofrido a concorrência de produtos importados e das plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Texto por Gerência de Comunicação Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC.


A insatisfação dos empresários industriais com a lucratividade dos próprios negócios atingiu o maior patamar desde a pandemia, revela a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (22). Segundo o levantamento, o índice de satisfação com a margem de lucro caiu 1,3 ponto no terceiro trimestre do ano, para 42,2 pontos. Trata-se do menor valor para o indicador desde o segundo trimestre de 2020.
"Essa insatisfação reflete uma maior pressão de custos, em parte por conta da guerra no Oriente Médio. Adicionalmente, há redução da demanda e, naturalmente, do faturamento das empresas, fatores que apertam o lucro", explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Além do descontentamento em relação ao lucro, os industriais também ficaram mais insatisfeitos com a facilidade de acesso ao crédito e com a situação financeira das empresas. Os respectivos índices caíram 0,5 ponto, para 39,4 pontos, e 0,2 ponto, para 47,4 pontos.
Por outro lado, o índice que mede a evolução do preço médio dos insumos e matérias-primas utilizados pela indústria caiu 3,6 pontos, para 60,5 pontos, ficando abaixo da média histórica para o 3º trimestre. Ainda assim, o indicador continua acima da linha divisória de 50 pontos, o que revela alta dos preços, ainda que em ritmo menor.
Cresce preocupação da indústria com a demanda interna
A elevada carga tributária seguiu na liderança do ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria. No 3º trimestre, 37,2% dos empresários assinalaram o peso dos impostos entre os maiores obstáculos ao setor, um aumento de 3,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
Na passagem do 2º para o 3º trimestre, a d preocupação dos industriais com a demanda interna insuficiente ganhou importância na lista e saltou do 4º para o 2º lugar entre os principais problemas. O item foi mencionado por 29,6% dos empresários, alta de 3 pontos percentuais no período. Na 3ª colocação do ranking aparecem as taxas de juros elevadas, cuja assinalação saltou 0,6 ponto percentual, alcançando 24,3%.
Acúmulo de estoques indesejados é o maior desde outubro de 2023
Pelo 3º mês consecutivo, o índice que compara o estoque efetivo em relação ao planejado pelos empresários subiu. Em setembro, o indicador cresceu 0,4 ponto, chegando a 50,8 pontos, maior nível desde outubro de 2023.
"Isso é sinal de uma frustração de demanda, que acabou ficando aquém do esperado, aumentando os estoques indesejados. O problema é que, normalmente, para se ter um avanço da produção, o empresário vai precisar queimar esses estoques e, até lá, é custoso manter os estoques à espera da retomada da atividade industrial", pontua Azevedo.
Outros índices também reforçam o quadro de enfraquecimento da atividade industrial. O índice de evolução da produção, por exemplo, ficou em 46,7 pontos em setembro, abaixo da linha divisória de 50 pontos, sinalizando queda da atividade em relação a agosto. Já o indicador que acompanha o número de empregados fechou o mês com 48 pontos, o que significa percepção de queda dos postos de trabalho do setor.
Na contramão, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) teve alta de 1 ponto percentual, atingindo 70% e se igualando ao observado no mesmo período do ano passado.
Expectativas continuam moderadas e intenção de investimento sobe
Os índices de expectativas pouco mudaram na passagem de setembro para outubro. Com isso, todos seguem abaixo das respectivas médias históricas.
Índice de expectativa de demanda: +0,3 ponto, para 51,5 pontos;
Índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas: continuou em 50,4 pontos;
Índice de expectativa de evolução do número de empregados: -0,5 ponto, para 48,7 pontos;
Índice de expectativa de quantidade exportada: +0,3 ponto, para 49,2 pontos.
Os resultados apontam projeção de melhora da demanda por produtos industriais e aumento da compra de insumos e matérias-primas nos próximos 6 meses, ao passo que sinalizam queda do número de empregados e do volume exportado.
Depois de 4 quedas consecutivas e de cair ao pior patamar desde a pandemia, a intenção de investimento subiu 1,3 ponto, para 52,6 pontos em outubro. Ainda assim, o indicador acumula perda de 3,3 pontos em 2026.
Sobre a Sondagem Industrial
Para esta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.348 empresas, das quais 562 pequenas, 474 médias e 312 grandes, entre 1º e 13 de outubro.
Texto por Felipe Moura da CNI.
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais em Santa Catarina no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Dados do Governo Federal, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que o segmento foi responsável pela criação de mais de 30 mil postos de trabalho entre janeiro e agosto. O número equivale a 45% do total de vagas geradas no estado no período, que ficou pouco abaixo de 67 mil.
Outros segmentos também contribuíram para a geração de empregos, como a indústria (26,9 mil vagas) e a construção civil (10,8 mil). Por outro lado, o comércio (-316) e a agropecuária (-743) registraram saldos negativos.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que a criação de empregos vem desacelerando no estado neste ano, assim como no restante do país. Segundo ele, o cenário é reflexo dos juros elevados, que permanecem em dois dígitos há mais de quatro anos.
“O desempenho do setor de serviços ainda é positivo, porém o comércio, por exemplo, está no campo negativo neste ano. Isso é preocupante. O período eleitoral contribui para isso, pois muitas empresas retardam investimentos. Precisamos ficar atentos para ver como será no restante do ano”, afirma Dagnoni.
Em nível nacional, foram gerados 1,1 milhão de empregos formais em todos os setores até agosto, o que representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Texto por Comunicação Fecomércio.


Imagine um sistema agrícola que reduz, em média, 33% dos custos de produção, e ainda entrega alimentos saudáveis, seguros, com equilíbrio biológico e ambiental. E, para completar, tem baixa emissão de carbono e é resiliente aos efeitos adversos das mudanças climáticas, como calor extremo, seca e excesso de chuva. Esse está completando 30 anos, tem DNA da Epagri e atende pela sigla SPDH, sistema de plantio direto de hortaliças.
O Brasil destacou o 23 de outubro como Dia Nacional do Plantio Direto e Santa Catarina tem muito a comemorar. Em 2025, o plantio direto foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) como modelo de tecnologia para o mundo. Em Santa Catarina, a adesão ao sistema foi de 3.322 hectares entre 2022 e 2025, segundo dados do Plano ABC+SC. A meta para 2030 é chegar a 7,7 mil hectares.
A Epagri estima que, em 2025, o impacto econômico da tecnologia foi de R$126,7 milhões. Por meio da tecnologia, produtores de hortaliças têm aumentado a rentabilidade de suas lavouras, principalmente devido ao aumento da produtividade e à queda nos gastos com agroquímicos e na contratação de trabalhadores.
De acordo com o extensionista Marcelo Zanella, coordenador de olericultura da Epagri, a rentabilidade depende do tipo de cultivo. O caso do chuchu é emblemático. Estudos mostram que, nos últimos cinco anos, a produtividade aumentou em 100% nas lavouras que substituíram o modelo tradicional pelo SPDH. Em 2025, o ganho foi de R$149 mil por hectare. O sistema também levou ao fim do uso de herbicidas e fungicidas e à queda de 80% na aplicação de inseticidas.
Agricultura ligada à natureza
Não é milagre. O sucesso do plantio direto se deve a um conjunto de técnicas que, ao longo do tempo, devolvem e mantêm a fertilidade da terra nas hortas. Uma delas é a manutenção permanente de cobertura vegetal no solo. Vivas, as plantas de cobertura protegem, ciclam nutrientes, articulam e promovem atividade biológica na rizosfera. Após serem manejadas, se transformam em palhadas e funcionam como adubo natural e proteção ao sistema agrícola.
Outro preceito do SPDH é a rotação e diversificação de culturas, que ajuda a quebrar ciclos de pragas e doenças, além de melhorar a estrutura e a qualidade do solo. O sistema também prega o revolvimento mínimo do solo, restrito à linha ou berço do plantio. Por último, o SPDH dissemina o manejo da nutrição das plantas baseado nas taxas diárias de absorção de nutrientes (TDA). Segundo Zanella, o objetivo desse conjunto de práticas é promover a saúde das plantas.
Pode parecer exagero, mas graças ao SPDH, o agricultor Thiago Walzburger continua no campo. Produtor de brócolis em Angelina, na Grande Florianópolis, ele conta que a família não sabia mais o que fazer para combater os fungos no solo. “Chegou um ponto que pensamos que teríamos que parar. Foi aí que buscamos o SPDH e, com ajuda da Epagri, começamos a retomar a produtividade da terra. Há cinco anos, 100% da nossa lavoura é de SPDH”, conta o agricultor.
Hoje, Thiago é graduado em Agronomia e, junto com a família, produz cerca de 330 mil brócolis em 11 hectares de lavoura. Para ele, o que mais ajuda no momento é a redução na contratação de mão de obra na propriedade, em torno de 30%, principalmente para fazer adubação e aplicação de defensivos. “Está cada vez mais difícil encontrar gente para trabalhar”, justifica.
Em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, o casal Edésio Schmitt e Maria Lúcia Klein Schmitt é um dos precursores do SPDH. Os produtores aderiram ao sistema há 18 anos, depois de buscar ajuda para problemas como compactação do solo e alta incidência de insetos e nematóides. “Os principais ganhos para nós foram a diminuição no uso de agrotóxico e adubo e não precisar fazer o revolvimento do solo”, afirma Edésio. Na lavoura de 3,7 hectares ele e Lúcia plantam chuchu, mandioca, pitaia e maracujá.
O casal não só recuperou a produtividade da lavoura, como se tornou referência em SPDH no Brasil. “Recebemos pesquisadores do mundo inteiro, como França, Estados Unidos, Rússia, Argentina. Professores da UFSC têm projetos aqui”, orgulha-se Edésio. O casal faz questão de anotar todas as visitas à lavoura e garante que o número já passa de 1,5 mil pessoas. “Desde que começamos com o SPDH, nunca pensamos em desistir. Pelo contrário, a cada ano estamos aprimorando o sistema”, afirma o produtor.
Segundo Zanella, o sistema tem diminuído as perdas na lavoura em cerca de 35%. Entre os fatores que colaboram com o resultado estão a melhora na qualidade e uniformidade das plantas e a resiliência às mudanças climáticas. O SPDH evita o encharcamento do solo em excesso de chuvas, e armazena água em situação de seca. “A alta biodiversidade do ambiente de uma lavoura de SPDH também ajuda a proteger e reestruturar a planta após um evento adverso, garantindo a colheita”, explica.
Vizinho da família Walzburger, em Angelina, o produtor Ryan Ehardt cresceu vendo os pais cultivando hortaliças no sistema de plantio direto. “Meu pai aderiu há muitos anos e quando comecei decidi continuar no SPDH. Como o solo está sempre coberto por palhadas, não temos erosão e não perdemos tantas verduras em função de chuvas, seca e calor”, explica Ryan. Produtor de brócolis, couve-flor e repolho, ele também diz que o SPDH facilita a lida na lavoura em tempos chuvosos.
Qualidade de vida
O SPDH também traz mais qualidade de vida aos produtores. Primeiro em função da redução à exposição a agrotóxicos. Zanella conta que anos depois de ajudar na implantação do SPDH em uma lavoura de chuchu em Anitápolis, a mãe do proprietário lhe disse: “Eu queria te agradecer por tu teres salvado o meu filho. Ele já tinha ido para o hospital três vezes intoxicado e agora está saudável”. A adesão ao sistema fez a família praticamente zerar o uso de agrotóxicos.
Outro impacto positivo de uma lavoura com o SPDH já consolidado é a possibilidade do agricultor ter folga no fim de semana. Não só porque há menos trabalho com a aplicação de agrotóxicos e adubos, mas também porque não há a preocupação comum em sistemas tradicionais de manter o solo limpo. Pelo contrário, em boa parte dos cultivos a convivência entre hortaliças e plantas espontâneas é benéfica e um princípio preconizado pelo SPDH, embora inicialmente possa ser difícil aos produtores aceitar as mudanças.
“A nossa função, como extensionista, é provocar debates que vão construindo novos conhecimentos e melhores caminhos. Muitas vezes, o produtor tradicional de hortaliça vira uma máquina de produzir alimentos e esquece que há outras formas de cultivar que podem promover mais qualidade de vida para a família, com condições de trabalho menos cansativas, e qualidade de alimento aos consumidores”, afirma Zanella. Para o extensionista, o processo é lento e precisa ser feito respeitando o tempo do agricultor.
Na lavoura da família Walzburger, o pai e o avô de Thiago estranharam bastante as mudanças no começo. “Eles trabalharam mais de 30 anos com a rotativa. Imagina chegar e dizer para fazer de outro jeito? Tudo era novidade, no início não foi fácil. É uma mudança de cultura muito grande, por isso, não se faz de uma hora para a outra”, concorda o produtor. Dez anos depois, o SPDH continua surpreendendo positivamente o avô de Thiago: “Ele volta da lavoura e diz: a gente não suja mais nem a bota”.
Por Cléia Schmitz, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc
Foto: Jonatã Rocha / SecomGOVSC
O segundo ciclo de capacitação de agentes regionais para elaboração dos cadernos de diretrizes do Avança SC, estratégia de desenvolvimento de Santa Catarina até 2035, terminou nesta quinta-feira, 22. A atividade foi realizada pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), em conjunto com a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), no centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, em Florianópolis.
Durante esta semana, os agentes multiplicadores que representam as 21 associações de municípios e especialistas do Programa SC Mais Inovação participaram de diversas atividades práticas para orientar o trabalho que será desenvolvido em cada região. Foram apresentados projetos, avaliados por bancas compostas por especialistas, com o objetivo de direcionar e aperfeiçoar as propostas feitas pelos agentes regionais.
Cadernos de Diretrizes Regionais
Nos próximos meses, serão elaborados 21 cadernos de diretrizes, um para cada região do estado. Estes documentos integram a estratégia de implementação do Avança SC e serão utilizados por gestores públicos, empresários e investidores como guia para a elaboração de políticas públicas, programas de governo, entre outras iniciativas para estimular a sofisticação econômica e redução das desigualdades territoriais. Os pilares da estratégia de desenvolvimento de Santa Catarina foram construídos levando em consideração dados de inteligência territorial e socioeconômica, a partir de mais de 200 indicadores.
O próximo passo será a validação dos cadernos nas regiões, junto aos prefeitos e dirigentes das associações municipais. Posteriormente, os cadernos serão remetidos à Seplan para os últimos ajustes. No primeiro trimestre de 2027, os cadernos serão entregues de forma oficial ao Governo do Estado. O intuito, ainda, é que o sistema de indução econômica regional com diretrizes até 2035 se torne uma lei.
“Esta estratégia é uma espinha dorsal para que o poder público possa tomar decisões e agir em consonância com o que foi mapeado durante as etapas do Avança SC já realizadas, ou seja, em conformidade com o que é necessário para o desenvolvimento econômico e social de cada uma das regiões”, explicou o secretário Arão Josino.
“Foi uma semana de suma importância para Santa Catarina, em que falamos de aumento de produtividade e tivemos a participação de pessoas para colocar em prática o que queremos para o desenvolvimento do estado”, afirmou o secretário adjunto Lucas Amancio.
Complexidade Econômica
O Avança SC utiliza o Índice de Complexidade Econômica (ICE) para classificar as regiões mais avançadas, em ascensão ou com potencial de desenvolvimento. A partir deste critério, estão sendo estabelecidas metas e diretrizes para cada conjunto de cidades. O objetivo é alavancar a complexidade econômica da região, ou seja, de forma prática, sofisticar a produção. Um exemplo para compreender o conceito seria a produção de bananas. A plantação é a produção básica, a transformação em geleia traz mais elementos de produção. Já a extração de componentes da casca da banana para utilização em outros materiais e se, posteriormente, estes materiais vierem a ser utilizados em peças automotivas, caracteriza, de forma elucidativa, o que se entende por uma produção mais complexa.
“Este modelo pode ser aplicado a vários produtos, como madeira, couro, celulose, cebola, entre outros exemplos. É o que se espera com todo este movimento: subir degraus na cadeia produtiva e servir de exemplo para outros estados”, conclui o diretor de inteligência socioeconômica da Seplan, Felipe Pasqualin.


Com a proximidade do verão, a relação com o mar ganha espaço dentro dos residenciais de luxo. Em Itapema, no litoral catarinense, que registrou cerca de 800 mil visitantes na temporada 2025/2026, o empreendimento Grace Bay Residence, da Poti S/A, aposta em vagas exclusivas para motos aquáticas como diferencial para moradores. Além da área para embarcações, o prédio tem apartamentos de 206 m², quatro suítes, três vagas para carros, 515m² de área de lazer e uma academia panorâmica com vista para o oceano.
Com o verão cada vez mais próximo, Itapema, no litoral de Santa Catarina, se prepara novamente para um dos períodos de maior movimento do ano. Na temporada passada, segundo a Prefeitura, cerca de 800 mil visitantes passaram pela cidade somente entre o fim de dezembro e janeiro, volume dez vezes superior à população fixa do município. A forte relação da cidade com o turismo de sol e mar já aparece, inclusive, na concepção dos imóveis de alto padrão.
Um exemplo é o Grace Bay Residence, empreendimento frente-mar em construção pela Poti S/A. Com VGV de R$ 230 milhões e valor unitário de R$ 8 milhões, podendo chegar a R$ 12 milhões, o residencial foi pensado para ampliar a conexão dos moradores com o mar: terá vagas rotativas destinadas a motos aquáticas e área de apoio náutico, além de três vagas convencionais para veículos por apartamento. As unidades possuem aproximadamente 206 m², quatro suítes e living com churrasqueira, em um edifício de 36 pavimentos. A proposta se estende às áreas comuns, com academia com vista panorâmica para o mar e para o píer, onde é possível contemplar a nova roda gigante da cidade, um dos principais pontos turísticos da região.
O empreendimento também acompanha uma mudança nos projetos de alto padrão voltados à segunda moradia no litoral: além de vista para o mar e acabamento, a qualidade do entorno e a proximidade de opções de lazer, gastronomia e entretenimento ganham importância. No caso do Grace Bay, a localização permite aproveitar atrativos de Itapema e região, como o Píer Oporto, que reúne restaurantes, lojas e o Hard Rock Cafe, além da roda-gigante It! Wheel, do calçadão de Meia Praia e das praias de Porto Belo.
“O conceito de luxo mudou muito ao longo dos anos. O cliente continua valorizando arquitetura, localização e qualidade construtiva, mas também quer que o imóvel facilite o estilo de vida que escolheu. Em Itapema, o mar faz parte dessa experiência. O projeto reconhece que a relação com a água não termina na vista da varanda do apartamento. Ela faz parte da rotina do morador”, afirma Altair Agostinho Bartolomei Júnior, fundador da Poti S/A.
Com 31 anos de atuação, a Poti acompanhou a transformação de Itapema de destino tradicional de veraneio para um dos principais mercados de imóveis de alto padrão do litoral brasileiro. No Grace Bay, a construtora aposta ainda em duas áreas de lazer, localizadas no térreo e no 21º pavimento, com piscinas, bar molhado, espaços de convivência e academia com vista para o mar. “Esse empreendimento parte de uma visão mais ampla sobre o que significa morar diante do mar. Não se trata apenas da paisagem, mas de criar condições para que o litoral faça parte da rotina, dos momentos em família e das experiências compartilhadas com amigos. É transformar a proximidade com a água em uma extensão natural da própria casa”, comenta o executivo.
Sobre a Poti S/A
Com mais de 30 anos de atuação, a Poti S/A é uma incorporadora de origem familiar com sede em Itapema e presença também em Porto Belo, no litoral catarinense. A empresa reúne um portfólio econômico superior a R$ 5,2 bilhões, 35 projetos verticais e horizontais, entre empreendimentos entregues, lançados e em obras, além de um landbank de 257 mil m². Ao longo de sua trajetória, destacou-se pelo pioneirismo e pela inovação no mercado imobiliário de Santa Catarina, além da adoção de tecnologias construtivas como modelagem BIM, produção off-site e light steel frame.
Mais informações: https://potisainc.com.br/
Há 15 anos, quando recebeu sua primeira atracação, o Porto Itapoá iniciava uma trajetória que o transformaria em um dos principais ativos logísticos do Brasil. Hoje, gerando mais de 2 mil empregos diretos, o porto ocupa a terceira posição nacional em movimentação de contêineres e figura entre os que mais crescem no País. Além disso, registra dez anos consecutivos de liderança em satisfação de clientes (índice NPS – Net Promoter Score) no setor portuário brasileiro. O CEO Ricardo Arten, com 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, explica nesta entrevista como o Porto Itapoá pretende tornar-se o maior terminal de contêineres da América do Sul.
O Porto Itapoá já é o terceiro maior terminal de contêineres do Brasil. Qual é a visão de longo prazo da empresa?
Temos uma visão muito clara: ser o maior, o mais eficiente e o mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Temos um planejamento estratégico estruturado para alcançar esse objetivo. Investimos cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações e estamos discutindo a quinta fase de expansão, que deve elevar nossa capacidade de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.
O que o diferencia dos demais terminais brasileiros nessa trajetória de crescimento?
O principal é a capacidade de expansão. Itapoá ainda possui áreas disponíveis para crescimento, algo que já não existe em polos como Santos, Itajaí, Navegantes ou Paranaguá. A segunda vantagem é a velocidade com que conseguimos executar projetos estratégicos. A dragagem da Baía da Babitonga para 16 metros de profundidade (fruto de Parceria Público-Privada inédita envolvendo o Porto Itapoá e o Governo do Estado) está avançando e permitirá receber navios maiores e mais eficientes. Em outros portos, projetos semelhantes vêm sendo discutidos há muitos anos sem a mesma velocidade de execução. Investimos continuamente em automação, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. Nosso objetivo é aumentar a produtividade, movimentar mais carga com a mesma estrutura mantendo o alto nível de eficiência. Além disso, temos uma visão integrada de infraestrutura. Não basta ampliar o terminal se não houver acessibilidade para escoar a carga.
Quais são os gargalos logísticos que precisam ser superados para sustentar o crescimento?
Estamos trabalhando junto ao Governo de Santa Catarina para viabilizar a duplicação das rodovias que conectam o porto à BR-101, especialmente as SCs 416 e 417. Esses investimentos beneficiam não apenas o Porto Itapoá, mas também a mobilidade urbana, o turismo e toda a economia regional. A dragagem da Baía da Babitonga é um dos projetos mais importantes, pois vai nos permitir receber navios de até 366 metros carregados em sua capacidade máxima. Também defendemos fortemente a implantação de uma ligação ferroviária ao porto. O ramal já está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT). A ferrovia será fundamental para reduzir congestionamentos, aumentar a eficiência logística e complementar a infraestrutura rodoviária.
Qual será o impacto econômico do aprofundamento do canal para Santa Catarina?
Cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Como estamos ampliando em dois metros, isso representa cerca de 130 mil contêineres adicionais por mês. Em termos anuais, estamos falando de uma capacidade potencial de aproximadamente 1,5 milhão de contêineres a mais. É uma oportunidade gigantesca para a indústria catarinense ampliar exportações e importações com mais eficiência. Além disso, cada contêiner movimentado gera R$ 10 mil na cadeia logística.
Como o porto pode mudar sua posição estratégica nas rotas marítimas após a dragagem?
Teremos condições de receber navios de grande porte que hoje fazem a primeira escala no Porto de Santos. Isso nos permitirá disputar a condição de first call em Santa Catarina e também assumir um papel de porto concentrador, um hub port. Poderemos receber navios transoceânicos e redistribuir cargas para outros portos do Sul da América do Sul por meio de embarcações menores, ampliando a relevância logística do Estado.
Na sua avaliação, qual é o peso da logística para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina?
Eu destacaria três fatores para atração de investimentos. O primeiro é a política de incentivos e a capacidade do Estado de manter um ambiente competitivo para os negócios. O segundo é a disponibilidade de mão de obra qualificada. E o terceiro é justamente a eficiência logística. Uma empresa avalia o custo, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia logística antes de decidir onde investir. Nesse aspecto, Santa Catarina tem vantagens importantes, especialmente quando comparada a outras regiões do País.
Como o porto se prepara para manter a competitividade com fim de incentivos e aumento da concorrência?
O caminho é aumentar continuamente a eficiência, pois quando a logística funciona muito bem ela se torna um diferencial competitivo capaz de compensar mudanças de cenário. A eficiência operacional tem sido decisiva para atrairmos novos clientes. Um exemplo é o da proteína animal bovina produzida no Centro-Oeste. Historicamente, essa carga utilizava o Porto de Santos, mas hoje parte dela está vindo para Itapoá. São cargas que percorrem centenas de quilômetros a mais por rodovia para chegar até Santa Catarina. Isso acontece porque os embarcadores valorizam a disponibilidade operacional, a oferta de infraestrutura e a previsibilidade logística. Também recebemos cargas como celulose e algodão vindas do Centro-Oeste. Estamos conquistando cargas que antes eram consideradas cativas de outros portos.
O porto atende quais segmentos da indústria catarinense, e como contribui para a competitividade do setor?
Atendemos a praticamente todos os segmentos da indústria catarinense. Na exportação, temos uma atuação muito forte com as cadeias de carne suína e de frango e ampliamos continuamente nossa infraestrutura, especialmente com o aumento da capacidade para contêineres refrigerados. Na importação, recebemos matérias-primas e insumos essenciais para a indústria, como cobre, produtos químicos, componentes automotivos e diversos insumos industriais. Mas o porto entende que sua missão vai muito além da movimentação de contêineres. Nossa função é contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e da economia catarinense. Temos trabalhado junto aos governos para viabilizar investimentos em acessos rodoviários, infraestrutura marítima e, futuramente, ferroviária. Ao mesmo tempo, buscamos atuar de forma social e ambientalmente responsável. Quando ampliamos capacidade e eficiência, quem ganha são os exportadores, os importadores, os trabalhadores e toda a indústria de Santa Catarina.


O Porto de Imbituba encerrou setembro de 2026 com o melhor desempenho mensal do ano, registrando 697 mil toneladas de cargas movimentadas e 34 atracações de embarcações. No acumulado de janeiro a setembro, o Complexo Portuário superou 5,9 milhões de toneladas movimentadas, distribuídas em 264 atracações.
Para o diretor-presidente dos portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, os resultados demonstram a capacidade do Complexo Portuário de atender às demandas do mercado e fortalecer sua contribuição para a economia regional e nacional.
“Os números de setembro demonstram a força operacional do Porto de Imbituba e o trabalho contínuo para ampliar nossa eficiência, diversificar as cargas e fortalecer nossa posição estratégica na logística nacional. Seguimos comprometidos com o desenvolvimento do Complexo Portuário, a atração de novos negócios e a geração de oportunidades para Santa Catarina”, destaca Christiano Lopes.
Importações crescem 9% no acumulado do ano
No período de janeiro a setembro de 2026, as exportações representaram 37% das cargas movimentadas no Porto de Imbituba, totalizando mais de 2,17 milhões de toneladas. O volume corresponde a uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os destaques dos embarques estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.
As importações, por sua vez, responderam por 45% da movimentação total, alcançando 2,67 milhões de toneladas e registrando crescimento de 9% na comparação com os nove primeiros meses de 2025.
Na comparação entre agosto e setembro deste ano, as exportações apresentaram queda de 4,9%, com destaque para cargas de hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. Já as importações cresceram 12% no mesmo intervalo, refletindo a diversidade das cadeias produtivas atendidas pelo porto.
Cabotagem e transbordo ampliam participação logística
As operações de cabotagem, que compreendem embarques e desembarques entre portos nacionais, movimentaram mais de 80 mil toneladas em setembro, registrando aumento de 25,2% em relação a agosto. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 14,1%.
O transbordo também apresentou avanço expressivo. No acumulado de 2026, foram movimentadas 361 mil toneladas, volume superior em mais de 600% ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Granéis sólidos lideram movimentação e contêineres crescem 55,8%
Os granéis sólidos seguem na liderança das operações portuárias, com 4,11 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2026, o equivalente a 70% do volume total. Entre os principais produtos estão coque de petróleo, hulha betuminosa, barrilha, ferro gusa, sal e farelo de milho.
O segmento de contêineres também registra expansão significativa. Com 1,5 milhão de toneladas movimentadas entre janeiro e setembro, a categoria representa 26% do total e apresenta crescimento de 55,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho sinaliza a ampliação da participação de cargas de maior valor agregado e a diversificação das operações portuárias.
Já a carga geral respondeu por 4% da movimentação, com mais de 233,1 mil toneladas no acumulado do ano. O volume representa aumento de 6,2% em relação aos nove primeiros meses de 2025 e reforça a capacidade do porto de atender a diferentes perfis de mercadorias e demandas logísticas.
Impacto econômico e perspectivas de expansão
Além dos resultados operacionais, o Porto de Imbituba contribui para o desenvolvimento socioeconômico da região por meio da geração de empregos diretos e indiretos e do fortalecimento dos setores de serviços, transporte e comércio. Projetos de integração entre o porto e a cidade também avançam, com foco em um desenvolvimento urbano sustentável e conectado à atividade portuária.
Comércio exterior supera US$ 1,53 bilhão
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 1,53 bilhão entre janeiro e setembro de 2026. O montante representa crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado reforça a relevância do Porto de Imbituba para a balança comercial catarinense e brasileira, consolidando sua atuação como infraestrutura estratégica para o escoamento da produção, o abastecimento da indústria e a integração de Santa Catarina aos mercados nacionais e internacionais.
Comunicação Social dos Portos de Imbituba e Laguna






A área de telecomunicação brasileira deverá seguir novas regras para identificar e bloquear chamadas e mensagens telefônicas com o objetivo de combater fraudes e reduzir o número de ligações abusivas.
Medida provisória publicada nesta terça-feira (13) determina que as operadoras autentiquem as chamadas feitas em suas redes. As ligações que não passarem por esse processo poderão ser bloqueadas antes de chegar ao destinatário, conforme regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Outra novidade é a identificação de chamadas feitas por empresas. Nesses casos, o usuário poderá visualizar o nome empresarial e, quando houver, o logotipo da organização responsável pela ligação.
Anatel
Para viabilizar o sistema, a medida cria uma base nacional de dados de recursos de numeração, sob supervisão da Anatel, com informações sobre titulares de números telefônicos e empresas.
A norma também prevê medidas contra o uso abusivo da telefonia. Usuários que fizerem grande volume de chamadas com características consideradas suspeitas poderão ter bloqueada, por 15 dias, a capacidade de originar ligações.
A Anatel terá 60 dias para regulamentar as novas regras. O descumprimento das determinações poderá resultar na aplicação das sanções previstas na Lei Geral de Telecomunicações.


A inadimplência das famílias catarinenses recuou pelo quarto mês consecutivo em setembro e atingiu o menor nível desde 2022. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 22,2% em agosto para 20,6% no mês passado, uma redução de 1,6 ponto percentual. O índice também ficou bem abaixo da média nacional, de 29,6%.
Além da redução da inadimplência, também caiu a parcela das famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, de 8,7% para 8,0%. O endividamento, por sua vez, permaneceu praticamente estável, passando de 78,4% para 78,5%. Apesar de estar 8,5 pontos percentuais acima do registrado em setembro de 2025, o indicador catarinense segue abaixo da média nacional, de 81,7%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, os resultados são positivos, mas precisam ser analisados diante de um cenário econômico ainda desafiador. “Os dados são positivos, especialmente pela sequência de queda da inadimplência e pela melhora na capacidade de pagamento das famílias. Mas o contexto macroeconômico ainda é difícil, principalmente por conta dos juros altos. Além disso, o resultado eleitoral pode influenciar o cenário econômico e as decisões de consumo e investimento nos próximos meses”, afirma.
A pesquisa mostra, contudo, que a redução da inadimplência não ocorre de maneira uniforme entre as famílias. Entre aquelas que ainda possuem contas em atraso, 44,2% estão há mais de 90 dias sem pagar, percentual que era de 38,6% em setembro de 2025. Além disso, 38,8% afirmam que não conseguirão quitar as dívidas em atraso, ante 29,6% um ano antes. O quadro é mais acentuado entre as famílias de menor renda: entre aquelas que recebem até 10 salários mínimos, 25,1% têm contas atrasadas e, desse grupo, 53,2% estão há mais de três meses sem pagar.
Outro destaque da pesquisa é a mudança no perfil das dívidas. Embora oito em cada dez famílias catarinenses tenham algum compromisso financeiro, a parcela que se considera muito endividada caiu para 9,4%, praticamente metade dos 19,2% registrados em maio. Ao mesmo tempo, as famílias pouco endividadas representam 49,4% do total, contra 37,4% em maio.
O comportamento das modalidades de crédito ajuda a explicar o cenário. O cartão de crédito continua sendo a principal dívida entre as famílias endividadas, presente em 69,9% dos lares, mas apresentou queda de 19,9 pontos percentuais em 12 meses. Também recuaram os carnês, de 30,7% para 21,4%, e o uso do cheque especial, de 7,0% para 2,9%.
Em contrapartida, ganharam espaço modalidades de prazo mais longo e com parcelas previsíveis, como o financiamento de carro, que passou de 13,2% para 17,3%, e o crédito consignado, que avançou de 6,3% para 11,4%. Segundo a análise da Fecomércio SC, esse movimento ajuda a explicar a combinação de aumento do endividamento com queda da inadimplência: as famílias estão assumindo dívidas mais longas, mas aparentemente de forma mais organizada e menos sujeita a atrasos.
A PEIC é elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com análise e elaboração do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC.
Texto por Comunicação Fecomércio.
A indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países, segundo levantamento da Federação das Indústrias (FIESC). Em 2025, as vendas externas somaram US$ 817,2 mil.
A atividade emprega 692 trabalhadores em 13 municípios. Blumenau concentra metade dos postos de trabalho, com 347, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.
A produção catarinense abrange diferentes tipos de produtos, de brinquedos de madeira, carrinhos e quebra-cabeças a jogos educativos e artigos de entretenimento eletrônico.
Produtos catarinenses chegam ao exterior
Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais destinos das exportações catarinenses de brinquedos e artigos relacionados em 2025, concentrando 78,8% das vendas externas.
Os brinquedos e jogos diversos, que incluem carrinhos, conjuntos para montar, quebra-cabeças e produtos de madeira, representaram 89,4% do valor exportado pelo Estado no segmento.
Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de consoles e máquinas de jogos de vídeo somaram US$ 301,1 mil, superando os US$ 298,2 mil registrados por brinquedos e jogos diversos.
Texto por Gerência de Comunicação Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC.








Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Menos inadimplência
O mês de agosto foi de melhora nas finanças familiares em SC. A inadimplência recuou para 22,2%, com queda de 1,4 ponto percentual frente ao mês anterior e média menor do que a nacional, que subiu e ficou em 29,9%. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Fecomércio SC. Mas também no mês de agosto, o total de famílias com dívidas a pagar chegou a 78,4%, uma alta de 1,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior e 6,9% mais do que no mesmo mês de 2025. Os dados da pesquisa mostram que o consumidor de SC está comprando mais, mas vem conseguindo melhorar a gestão financeira. O presidente da Fecomércio no estado, acredita que a inadimplência está retrocedendo para a média histórica de 22% das famílias com atraso nas contas.
Visão otimista
O leilão da concessão por 35 anos do Centrosul foi um sucesso e um excelente indicativo da visão que o mercado tem sobre Florianópolis. Os investidores estão dizendo, com dinheiro, que acreditam em bons negócios na capital para as próximas décadas. O lance final de R$ 31,5 milhões, com ágio de 90,9%, deu a vitória à DMDL, de São Paulo. Caso fosse um negócio ruim, a empresa, que tem experiência na administração de estádios de futebol, estruturas de Fórmula 1 e da COP30, não entraria. O espaço será ampliado em 25% e passará por retrofit. Uma orla gastronômica à beira-mar será criada e o estacionamento melhorado. A conexão com o mar é o óbvio ululante que jamais foi feito.
Fim das bets
O presidente editou Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos on-line, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei. Com a medida, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país.
Galinha Pintadinha
A Galinha Pintadinha ganhou um novo endereço e, desta vez, fora das telas. O Beto Carrero World, em Penha, inaugurou uma vila dedicada exclusivamente à personagem. A novidade é fruto de um investimento de R$ 50 milhões e marca a primeira área do parque concebida especialmente para a primeira infância. O local reúne brinquedos, espetáculos, encontros com personagens, cenografia, paisagismo, música, loja e alimentação temática. Um dia antes de abrir ao público, a Vila Galinha Pintadinha recebeu convidados especiais, como a influenciadora Ana Paula Justus Sieber, casada com empresário Roberto Justus. Ela veio a SC, estado natal, acompanhada da filha Vick.
Prêmio Melhores e Maiores
A Havan foi reconhecida como a melhor empresa de premiação foi realizada de Atacado e Varejo do Brasil na 53ª edição do Melhores e Maiores 2026, promovida pela revista Exame. A cerimônia em São Paulo, com a presença do empresário Luciano Hang. A premiação reuniu 1.000 empresas em 15 categorias e, neste ano, ocorreu um momento importante para a Havan, que completa 40 anos de história. Fundada em 1986, em Brusque, a empresa deve alcançar 200 megalojas em 2026 e conta atualmente com 25 mil colaboradores.
Índice de Retorno
Vale apena pagar impostos em SC? Talvez sim, conforme estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que cruzou a carga tributária e o Índice de Desenvolvimento Humano para criar o Índice de retorno ao Bem-Estar da Sociedade. O estudo revela que os contribuintes de SC, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os que tem os maiores retornos pelos impostos que pagam.
Crime disseminado
Estudo inédito feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), assusta. Revela que a presença e os impactos do tráfico de drogas já alcançam pelo menos 83% das 5.569 cidades brasileiras. Quanto a SC, a realidade não é diferente: 74% dos 295 municípios são praças de consumo e agora funcionam como rotas alternativas de escoamento de substâncias ilícitas. Cidades pequenas, sem maior efetivo policial, viram alvo fácil para montagem de pontos de venda e para recrutamento de jovens pelo crime organizado.
Laboratório Hoffmann em BC
O Laboratório Hoffmann inaugurou sua primeira unidade em Balneário Camboriú, na semana passada. A chegada à cidade marca um novo capítulo na história do laboratório, fundado em Brusque em 1990, pelo farmacêutico-bioquímico Germano Hoffmann Filho. Atualmente, a empresa é presidida por Aliani Baungart Hoffmann, anfitriã do evento de inauguração. À noite, reuniu médicos, profissionais da saúde, influenciadores, parceiros e autoridades.
Nos trilhos
O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) está anunciando a contratação de uma consultoria técnica para realização de um diagnóstico sobre a Malha Sul Ferroviária, abrangendo SC, Paraná e Rio Grande do Sul, contrapondo-se ao espantoso projeto apresentado pelo governo federal. O contrato, formalizado por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, estabelece um prazo de até 10 meses para conclusão dos estudos. Um detalhe que chama atenção no projeto federal, certamente feito por tecnocratas de gabinete refrigerado, é que ele pouco atende a expectativas da região. Não só porque em nenhum momento os governos estaduais foram ouvidos, mas principalmente pelo fato de o modelo não contemplar nenhuma integração com os portos.
Promiscuidade
A capa da revista Veja, edição recente, traz uma reportagem com mensagem que mostram a amizade entre Davi Alcolumbre e Daniel Vorcaro. O inconfiável presidente do Congresso, que chegou a negar até conhecer o ex-banqueiro, faz grandes elogios a ele, como chamar de “irmão” e “meu amor”, é citado nas conversas como parte ativa de articulações política e festas privadas. Quanta promiscuidade!
Inflação elevada
O mercado financeiro elevou a expectativa para a inflação e reduziu a estimativa de crescimento da economia em 2026. Os dados constam do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,92% para 4,99%. Para 2027, a estimativa sobe de 4,3% para 4,31%, enquanto para 2028 foi mantida em 3,9%. As estimativas inflacionárias ocorrem após a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial. O índice ficou em 0,7% em setembro, depois de registrar deflação de 0,4% em agosto.
PIB
A previsão para o crescimento da economia caiu pela terceira semana consecutiva. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,88% para 1,86% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas, segundo o Focus, era de que a economia do país cresceria 1,92%. Para 2027, a expectativa passou de 1,43% para 1,41%. Já a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu estável. O mercado projeta a taxa de 13,5% ao ano no fim de 2026. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.
Sites de apostas
A proibição total dos sites de apostas, determinada pelo Presidente da República, está causando muito impacto nos clubes de futebol, que recebiam centenas de milhões. De SC o clube mais prejudicado é a Chapecoense, que deixará de receber R$ 10 milhões, em contrato com a marca Zero Um. É quase nada diante do Flamengo, que ficará sem R$ 285 milhões.
Gôndola
Uma das notícias econômicas mais importantes do último final de semana foi a compra, pelo Grupo Pereira, de SC, dono da rede de supermercados Fort Atacadista, de 21 lojas do francês Carrefour, líder do varejo de supermercados no País e sétima maior em faturamento. O valor não foi divulgado, mas estimativas do mercado dizem ser algo em torno de R$ 360 milhões. Das unidades vendidas, 15 estão localizadas no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal.
Confeitaria Bartz
Após a morte do proprietário Anibal Bartz, em agosto, a tradicional Panificadora Bartz, em Brusque, não deve retomar as atividades, segundo fontes da família. O estabelecimento localizado na avenida Otto Renaux, está fechado há mais de um mês. Com décadas de história no município, a confeitaria se tornou conhecida pela gastronomia de inspiração alemã e pelas receitas que conquistaram gerações de moradores.
Reprovação “suprema”
Dentre dezenas, duas pesquisas se destacaram, quando foram divulgadas, ambas do Datafolha. A primeira de que o STF bateu recorde de reprovação, com 47% de ruim ou péssimo. A outra de que o trabalho dos senadores e deputados federais é considerado ruim ou péssimo por 37% dos eleitores brasileiros. No recorte para a região Sul, a avaliação dos catarinenses, gaúchos e paranaenses chega a 36%, contra 41% no Sudeste.
Impacto
É importante a informação da Federação das Indústrias de SC de que a atividade econômica de Santa Catarina registrou um recuo de 1,3% em julho na comparação com junho. A entidade explica que a retração se deve ao elevado nível de comprometimento da renda das famílias, combinado ao ritmo lento de queda da taxa básica de juros. Entre os setores acompanhados, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 1,2% e o de serviços recuou 0,9%.
Startups
Florianópolis não é só a Capital Nacional das Startups. Suas 12,6 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, a maior densidade entre as capitais brasileiras. Levantamento do Observatório de Inovação de Florianópolis mostra que a cidade se consolidou como a capital brasileira com maior participação do setor de tecnologia em seu Produto Interno Bruto (PIB). São expressivos 21% de toda a riqueza gerada no município proveniente do setor de TI. A cidade também ocupa a quinta posição nacional em geração de empregos de tecnologia, com 44,8 mil vagas formais em 2025 e é a décima maior em faturamento absoluto, alcançando R$ 14 bilhões no ano, um crescimento de 9,4% em relação a 2024, o aumento mais expressivo dos últimos anos.
Analfabetismo
Novos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que SC registra queda na taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais. Saiu de 1,9% em 2024, para 1,5% em 2025. No país é de 4,9%.
Portallar
Fundada em Brusque em 2010, a Portallar é referência na produção de roupas de cama em malha e tecido plano, presente em redes como Havan, Carrefour, Riachuelo e Amazon. Com estrutura de 22.900 m2 e mais de 250 colaboradores, a empresa é licenciada oficial Disney e Marvel, unindo conforto e o encanto de marcas mundialmente reconhecidas. Sempre com portfólio em expansão, recentemente integrou a Sanrio, licenciada da Hello Kitty e seus amigos. Além das estampas infantis, a Portallar desenvolve roupas de cama em malha e percal visando o conforto no dia a dia e durabilidade. Seja para cama de solteiro, casal, queen ou king, oferece uma ampla variedade de cores, estampas, gramaturas e tecidos, conforme a preferência do cliente.
Mètre e MH7
Fundada em 2019, a Mètre Construtora e Incorporadora nasceu respeitada por mais de 25 anos de atuação de seus fundadores no setor. Com presença em Brusque e Porto Belo, desenvolve empreendimentos residenciais em que arquitetura, conforto e atenção aos acabamentos fazem parte da forma de pensar cada projeto. Em Brusque, o Residencial Roya se aproxima da conclusão, com entrega prevista para dezembro de 2026. Localizado no Centro da cidade, o empreendimento reforça a atuação da Mètre em projetos voltados à moradia e à qualidade dos espaços. Em Porto Belo, as 17 casas da Mètre no Vivapark ampliam esse olhar para a arquitetura residencial.
Poder do MPU
O Supremo Tribunal Federal validou trechos da Lei Orgânica do Ministério Público da União que garantem a seus procuradores e promotores o poder de requisitar informações, documentos, perícias, laudos e exames, além da realização de serviços temporários de outros órgãos da administração pública. A ação contra o MPU foi ajuizada pelo governador de SC argumentando que constantes requisições para elaboração de relatórios, laudos e perícias em ações ambientais estariam atrapalhando o trabalho do Instituto de Meio Ambiente (IMA-SC). Mais que isso, o governador reclama também que para atender tantos pedidos, o MPU exige também servidores e meios matérias do Estado.
Cenário
Se o governo estadual cobrasse direito de imagem da ponte Hercílio Luz faturaria uma boa grana. A toda hora é filmada ou é pano de fundo para publicidade, principalmente. Esta semana um dos cartões-postais mais icônicos de SC compôs o cenário para a nova etapa da campanha de uma nova bebida consumida em todo o país.





