terça, 15 de setembro de 2026
03/03/2026

Economia & Negócios: Turismo em SC


Por Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

 

Turismo em SC

A Embratur divulgou que SC começou 2026 “encantando viajantes de todo o mundo”. No primeiro mês do ano, o Estado registrou a chegada de 205,1 mil turistas internacionais. O volume representa um crescimento de 3,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 198,7 mil visitantes estrangeiros desembarcaram por aqui. Em janeiro, a Argentina permaneceu como o maior emissor de turistas para SC, com 150 mil visitantes. O Chile totalizou 40,6 mil chegadas. Na sequência, aparecem Uruguai (3,2 mil) e Paraguai (3,0 mil). Os Estados Unidos registraram 1,2 mil chegadas.

Alerta da Fiesc

Através de detalhado estudo, a Federação das Indústrias de SC está convencendo quase toda a bancada catarinense no Congresso quanto aos impactos da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, conforme proposta em debate no momento. Alguns dados realmente preocupam:  seriam extintos 41,4 mil empregos nos próximos dois anos, dos quais 19,1 mil somente na indústria, que teria um incremento de 9,7% nos custos do trabalho. O impacto negativo no PIB catarinense seria de 0,6%.

Arruaceiros, atenção

Agora há uma lei estadual (19.721, sancionada dia 21 de janeiro), mas se funcionar são outros quinhentos. Ela dispõe sobre a aplicação de sanções administrativas a pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos, realizadas dentro ou no entorno de estádios, ginásios, arenas e demais locais destinados à prática ou ao acompanhamento de atividades esportivas em SC. A participação sujeitará o infrator a multa administrativa de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a ser fixada de acordo com a gravidade da infração e a reincidência, além da proibição de acesso a eventos esportivos no território estadual por prazo de até 24 meses; a participação obrigatória em programas ou atividades educativas relacionadas à cultura de paz, ao respeito às regras esportivas e ao combate à violência em ambientes esportivos.

Floripa Airport

Pela primeira vez, o Aeroporto Internacional de Florianópolis movimentou mais de 25 mil passageiros em um dia. Foi em 2 de fevereiro, quando o terminal registrou 152 voos entre pousos e decolagens em 24 horas, impulsionado pela temporada turística, com 12 destinos internacionais e nove nacionais. A concessionária Zurich Airport Brasil informou que 48% dos passageiros desse dia viajaram em rotas internacionais, consolidando o terminal como o terceiro do Brasil com maior movimento de passageiros internacionais, só atrás de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). Nesse dia, foram 68 voos internacionais, com maior número para Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Nesse dia de recorde teve 84 pousos e decolagens do Brasil. De acordo com a concessionária Zurich Airport, o resultado desse dia histórico mostra a relevância estratégica do tráfego internacional para o crescimento do aeroporto.

SC na China

A Rede Globo anunciou que está realocando de Nova Iorque o brilhante repórter catarinense Felipe Santana como novo correspondente do principal canal de TV brasileira na China. Florianopolitano, 40 anos, Felipe começou a namorar as câmaras em 2005, no curso de Cinema na Universidade do Sul de SC, transferindo-se depois para o curso de Jornalismo da UFSC e, em seguida, por diversos veículos de comunicação da Grande Florianópolis. Em 2010 integrou projeto do Sport TV e dali em diante foi admitido como contratado pela Globo Rio.

Ampliação histórica

A OAB-SC está celebrando uma conquista histórica: o início da instalação de novas varas federais em SC, pleito que mobilizou a seccional nos últimos três anos e resultou na aprovação de oito unidades. Cinco foram implantadas recentemente na sede da Justiça Federal: a 10ª Vara Federal de Florianópolis e a 7ª Vara Federal de Joinville, ambas de execução fiscal. E três das novas varas viabilizaram a criação da 4ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal, em Florianópolis (matéria previdenciária). As demais unidades ainda não têm localização definida. A mobilização da OAB-SC demonstrou que SC tinha menos unidades e 14,51% mais processos federais que o Rio Grande do Sul e 15,31% superior ao Paraná, e que mais de 46 mil processos daqui tramitavam em varas de outros estados.

Café sombreado

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de SC inicia em março um programa de financiamento ao desenvolvimento rural, pesqueiro e agrícola do Estado com ênfase no fortalecimento e expansão do cultivo de café arábica em sistema sombreado, realizado em consórcio com bananeiras, palmeiras e espécies arbóreas nativas, especialmente nas regiões do Litoral e do Vale do Itajaí. Muito antes de conquistar apreciadores exigentes no mercado de cafés especiais, tal forma de cultivo de café já fazia parte da identidade catarinense, a ponto de estampar a bandeira do Estado, criada em 1895. Agora, essa tradição ganha um novo impulso com o projeto. Nesse sistema o fruto do café tem a sua maturação mais lenta gerando uniformidade dos grãos. Esse conjunto de fatores, somado à latitude, maritimidade, clima e solo das regiões, resulta em cafés com perfil sensorial diferenciado, voltados ao mercado de cafés especiais brasileiro, segmento que segue em franca expansão.

Transição energética

A WEG anuncia a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí. A unidade será a mais moderna do país nesse segmento e representa um avanço estratégico da companhia em soluções para a transição energética. Para viabilizar o projeto, a WEG contou com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, aprovado no âmbito da chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Finep.

Penduricalhos

Chegou a estratosféricos R$ 93,2 bilhões o valor dos odiosos “penduricalhos”, extrapolando o teto constitucional de R$ 44 mil mensais, pagos somente em 2024 por Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias, aponta estudo inédito publicado pelo estadão. Em SC foi R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 2,9% de todo o orçamento geral do Estado naquele ano.

Pitaia

Nota lamentando que um pequeno produtor de pitaia no sul de SC estava jogando fora sua produção devido ao baixo preço pago (R$ 3, em média por quilo) enquanto em alguns supermercados de Florianópolis estava por R$ 19, tem que ser atualizada, sendo que num deles, na zona central da Capital, estava cobrando abusivos R$ 39,90.

Desemprego

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 registrando a menor taxa de desemprego do país nos quatro trimestres consecutivos. No quarto trimestre, o estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, diante de uma média nacional de 5,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE. No quarto trimestre de 2025, Santa Catarina manteve a menor taxas de desocupação, seguido pelo Espirito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os três com a média de 2,4%. No cálculo anual, SC registrou a taxa de 2,3%, atrás de Mato Grosso (2,2%). Isto porque, neste cálculo, o IBGE usa os indicadores anuais estimativas que têm como base o dia 1º de julho.

Avaliação

Santa Catarina tem um povo dedicado, trabalhador e que produz muito. E o Governo do Estado tem feito bem o dever de casa, apoiando o empreendedor, que gera emprego e renda. Santa Catarina está voando, programas que estão passando a limpo todas as áreas, trazendo mais oportunidades e qualidade de vida para nossa gente. E a gente quer que as obras estruturantes de agora sirvam de base para o futuro com desempenho ainda melhores, destaca o governador do Estado.

Menor inadimplência

Um índice alto (39,44%) da população ativa catarinense, estava com contas a pagar em dezembro do ano passado, informa o Serasa. É o menor índice do país e significativamente abaixo da média nacional, que é de 49,77%. Esse percentual equivale a 81,2 milhões de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia. O valor médio das dívidas por pessoas é de R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. O volume total alcança R$ 518 bilhões.

Climatização

O governo estadual não foi tentar saber mas, até sem querer, está dando a seus estudantes da rede pública um conforto que está longe em muitos recantes do país: o ano de 2026 iniciou para 522 mil estudantes com sistemas de climatização em todas as salas de aula das suas 1.038 escolas. Em boa parte delas estão também sendo instaladas câmeras de videomonitoramento. A meta é atingir 100% em poucas semanas.

Queda do tarifaço dos EUA

Quase sete meses depois da entrada em vigor do tarifaço de 50% dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou em 6 de agosto de 2025, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal as taxações do presidente Trump e derrubou a medida. O governo americano revidou com nova taxa de 10% e estuda adotar 15%. De qualquer forma, essas alternativas menores animam exportadores de SC que perderam mercado ou fizeram esforço pagando parte da taxa para manter contratos com clientes americanos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considerou positiva a derrubada das tarifas pela Suprema Corte, mas a entidade divulgou nota alertando que a reação com nova taxa evidencia a determinação da administração Trump de manter a cobrança. São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos, afirmou o presidente da Fiesc. 

Cor do carro

A ferramenta de busca Webmotors divulgou as cores de carro mais buscadas em SC em 2025. No mercado de usados, os da cor branca foram os que mais receberam visitas, com 25,22% do total de acessos entre as 10 cores mais requisitadas. Na sequência, estão preta (20,54%), prata (17,49%), cinza (17,14%), azul (7,25%), vermelha (7,18%), verde (2,29%), marrom (1,04%), bege (0,97%) e amarela (0,89%). No lado dos carros zero quilômetro, a preta foi a mais procurada, com 25,45% dos acessos, seguida pela cinza (23,48%), branca (22,92%), azul (9,56%), prata (8,57%), vermelha (5.32%), verde (2,84%), laranja (0,81%), amarela (0,62%) e bege (0,42%).

Desemprego

O IBGE divulgou que o Mato Grosso foi o Estado com menor desemprego do Brasil em 2025, com taxa de 2,2% e SC em segundo, com 2,3%. Índices de Primeiro Mundo. Na outra ponta ficou Piauí, com 9,3% de desocupados.

NB Fios: 20 anos

Em 1º de fevereiro de 2006, nascia em Botuverá, a NB Fios, cuja trajetória, duas décadas depois, se confunde com o próprio desenvolvimento industrial do Vale do Itajaí. A decisão de fundar a empresa nasceu de uma conversa em família, movida por estratégia e visão de futuro. Até então, o empresário Nilo Barni tinha sua atuação concentrada no setor de mineração, com a empresa Calcário Botuverá. O cenário indicava estabilidade, mas também apontava para a necessidade de diversificar. Buscávamos uma alternativa para não ficar tudo numa atividade só, que era no calcário. A escolha pelo setor têxtil não foi à toa. Santa Catarina tem tradição nacional na indústria de fios e malhas. O primeiro passo foi a aquisição de uma pequena fiação em Botuverá. No início, a empresa recebeu o nome de NB Têxtil. Mais tarde, consolidou-se no mercado como NB Fios.

Transtornos do aprendizado

Logo após o começo do ano escolar é cada vez mais frequente alguns pais sejam chamados na escola porque seu filho não está acompanhando seus colegas no aprendizado escolar. Essa notícia provoca muita apreensão e os pais que devem iniciar uma maratona de avaliação visando descobrir a causa dessa dificuldade para o aprendizado. Uma pesquisa de 2024, realizada pela Equidade.info, mostra que ao redor de 12,8% dos alunos da educação básica brasileira apresentam dificuldades no aprendizado. Em números absolutos isso representa mais de 6 milhões de estudantes. A grande maioria pode ser portadora de algum transtorno específico do aprendizado como dislexia, a discalculia ou transtorno do processamento auditivo ou visual.

Fora da escola

O Ministério Público de SC se opõe severamente ao abandono dos estudos e tem até uma frente específica para isso, que é o Programa de Combate à Evasão Escolar. De 2001 até agora levou 333 mil alunos de volta para as salas de aula, salvando muitos futuros. Um êxito eloquente, resultado de ótima articulação com o Conselho Tutelar, as próprias escolas e a sociedade como um todo.

Reforço

A Justiça Federal em SC passa a contar com duas novas varas federais e uma nova Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais. As unidades funcionarão em Florianópolis, que recebeu a 10 ª.Vara Federal e a 4 ª Turma e Joinville com a 7 ª. Vara Federal. As varas (primeira instância) terão competência para julgamento de execuções fiscais, que são processos para cobranças de dívidas com a União e outros órgãos federais. A Turma (segunda instância) funcionará em Florianópolis, com especialização em matéria previdenciária.

Democracia na UFSC

A Universidade Federal de SC publicou a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidatos a reitor e vice-reitor. O primeiro turno será dia 1º de abril e o segundo, se houver, para 14 do mesmo mês. Tal consulta, informal e paritária, é realizada desde 1983 e precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário. Os três candidatos mais votados comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o novo reitor ou reitora.

Lei do retorno

Nos corredores do Tribunal de Justiça de SC fala-se na “lei do retorno”, a propósito de um ex-integrante da corte, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado por importunação sexual. A chamada “lei do retorno” é um conceito amplamente difundido em diferentes culturas e crenças. Refere-se a ideia de que tudo o que fazemos seja bom ou ruim volta de alguma maneira. Seja pelo karma, pelo destino ou por forças universais. Sim, nossas atitudes geram consequências proporcionais no futuro.

Qualificação

O Conselho Regional de Administração de SC iniciou agenda institucional junto aos vereadores de Florianópolis para apresentar uma sugestão de proposta de lei, que pode ser levada a todo Estado, que visa instituir critérios técnicos para o cargo de secretário municipal de Administração. Entre os requisitos principais estão formação superior na área, registro profissional ativo e experiência comprovada em gestão. Missão difícil, mas que deve ser levada adiante.

Confissão plena

Apesar da extrema discrição na sua atuação, quem tem culpa no cartório treme nas bases ao saber que está no encalço Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Em um acordo de não persecução penal firmado recentemente, que resultou de cara, no recolhimento de R$ 16 milhões de um total de R$ 36 milhões aos cofres públicos por conta de fraudes fiscais e crimes tributários na região de Itajaí, os diretamente investigados, acompanhados por sua defesa, apresentaram confissão plena, formal e circunstancial de todos os fatos.

Imigração polonesa em Brusque

A folhinha marcava o dia 11 de junho de 1869. Os poloneses embarcaram para o trajeto de dois meses navegando a bordo da embarcação Victória, desde o porto de Hamburgo, na Alemanha, até o porto de Rio de Janeiro, no Brasil. Tanto tempo deve ter sido difícil para a travessia, enfrentando dificuldades como: ausência de água potável e fresca; comida racionada; falta de espaço para todos de uma mesma família nas cabines. Os homens foram acomodados em compartimentos diferentes dos das mulheres e crianças. Mas todos no porão. Estadia de sessenta dias de confinamento, só com água salgada para todos os lados.

Peninha

Mais de 70 entidades nacionais protocolaram carta aberta à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, aos demais ministros da Corte e à sociedade brasileira, reagindo às declarações do comunicador gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, nas quais defendeu que os evangélicos não deveriam votar no Brasil, Peninha, a exemplo do ator Tuca Andrade, é outro que merecia o título anti-honorífico de “persona non grata” a SC. Em mais de uma vez destilou ódio contra os catarinenses, comemorando suas tragédias e ainda se orgulhando disso. Essa gente deveria ser formalmente informada a evitar que ponham seus pés por aqui. Caso contrário, que assumam as consequências.

Presença de agrotóxicos

Dados levantados pelo Ministério Público de SC em relatório foram enviados ao Ministério da Saúde, apontando concentração dentro dos parâmetros legais, mas revelando o uso de substâncias proibidas no Brasil.



Blog

Caixa reabre negociação e suspende medidas sobre direitos

A Caixa Econômica Federal respondeu, neste domingo (13), ao ofício encaminhado pela Contraf no sábado (12), e informou a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados. O pedido da Confederação era para que o banco retomasse as negociações, mantivesse a ultratividade dos instrumentos coletivos e garantisse a continuidade dos direitos enquanto as tratativas estivessem em andamento.

Na resposta, a Caixa reconheceu a importância da negociação coletiva e afirmou que a manutenção de canais permanentes de diálogo com as entidades representativas é fundamental para a construção de soluções nas relações de trabalho.

Com a reabertura das negociações, a Caixa também comunicou a suspensão das medidas administrativas (previstas na CE VIPES 11183/2026) que haviam sido anunciadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas.

A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às Confederações para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.

“A reabertura da mesa é um passo importante, porque garante que possamos voltar a negociar os direitos dos empregados da Caixa, enquanto ficam garantidos os direitos, com a ultratividade. Essa retomada também é resultado da forte mobilização dos empregados, que demonstraram, com a greve, sua disposição de lutar pela manutenção de seus direitos e pressionaram a Caixa a retomar o diálogo. A Contraf-CUT sempre defendeu a negociação coletiva como caminho para construir um acordo que preserve conquistas e avance nas condições de trabalho”, afirma Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa.

A reunião ainda não tem data marcada. A Contraf-CUT espera que seja agendada já nesta segunda-feira.

Por: Contraf

Faturamento da indústria cai 2% em julho, aponta CNI

O faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam nos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10).

O percentual de horas trabalhadas na produção subiu 0,2% frente a junho, enquanto a Utilização de Capacidade Instalada (UCI) variou 0,1 ponto percentual, de 77,3% para 77,4% no mês. Já no acumulado de janeiro a julho, houve baixa de 1% nas horas trabalhadas e de 0,8 ponto percentual no uso do parque fabril, comparado ao mesmo período de 2025.

O cenário geral é de estabilidade. “O destaque nesse mês fica por conta do faturamento: houve uma queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação  ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Emprego, massa salarial e rendimento médio ficam estáveis
O emprego industrial cresceu 0,2% em julho, na comparação com junho. No acumulado de janeiro a julho, contudo, houve queda de 0,6% frente ao mesmo período de 2025. A massa salarial também avançou 0,2% no mês e acumula alta de 0,6% no ano.

O rendimento médio permaneceu estável em relação a junho, o que resulta num avanço acumulado de 1,2% de janeiro a julho de 2026,comparado ao mesmo período de 2025.

Com esse cenário, o quadro de desaquecimento da atividade industrial permanece. “A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral e isso acaba se traduzindo em uma redução das horas trabalhadas da produção, do faturamento e da utilização da capacidade instalada, o que se reflete também no emprego, sobretudo nessa comparação com o início de 2025, quando a indústria ainda experimentava um cenário de maior demanda”, explicou Marcelo Azevedo.

ARTIGO: A indústria e as eleições 2026

Onde há indústria, há desenvolvimento — e onde há desenvolvimento, a dignidade se constrói pelo trabalho. É com essa convicção que a FIESC apresenta aos candidatos ao governo do estado uma pauta estratégica focada em impulsionar o setor produtivo e, com ele, acelerar todo o crescimento de Santa Catarina. Trata-se de um movimento decisivo para os próximos anos.

Por isso mesmo, na próxima sexta-feira (18) receberemos os principais postulantes ao governo do estado na sede da FIESC. Uma das questões centrais do nosso encontro é obter um compromisso claro e inegociável: o não aumento da carga tributária estadual. Tratar a gestão fiscal com responsabilidade e manter impostos previsíveis é condição sine qua non para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado.

O empresariado catarinense sabe que a verdadeira força do crescimento vem de investir no próprio negócio. Estamos continuamente fazendo a nossa parte: ampliando mercados, aprimorando processos e criando empregos. É essa faísca empreendedora que dá início a um ciclo virtuoso. 

Quando um empresário expande sua atuação, ele logo sente a necessidade de qualificar trabalhadores e apoiar talentos. As equipes ganham novas habilidades, as organizações elevam sua produtividade, ousam em inovação e, gradualmente, transformam toda a comunidade ao seu redor.

Para dar sustentação a esse dinamismo, estruturamos a Carta da Indústria de Santa Catarina 2027-2030, que entregamos agora aos futuros gestores. O documento consolida o conhecimento acumulado pelas entidades da FIESC e resulta de um amplo processo de escuta de líderes empresariais de várias regiões, sindicatos industriais, além dos nossos 15 Conselhos Setoriais e Temáticos.

O texto reúne 88 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população. Adiar essas ações imporia custos pesados ao futuro catarinense. Mais do que um conjunto de exigências fechadas, o documento é o ponto de partida para um diálogo permanente e aberto para a construção conjunta de soluções para Santa Catarina.

Gilberto Seleme, presidente da FIESC
gabinete@fiesc.com.br

Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

O total de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.
Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas.

Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.

Maioria recebe pouco
Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar.

Segundo o Banco Central:

  69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;

  18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;

  9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;

  apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil.

Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Onde estão
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis. Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência.

O dinheiro está distribuído da seguinte forma:

  Bancos: R$ 2,38 bilhões;

  Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão;

  Cooperativas: R$ 762,7 milhões;

  Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;

  Financeiras: R$ 114,6 milhões;

  Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;

  Outras instituições: R$ 4,5 milhões.

Total devolvido
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.

Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas.

Somando os valores já devolvidos ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

Remanejamento para Desenrola
Parte dos recursos que estavam disponíveis no sistema foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas.

Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola.

A movimentação desses recursos contribuiu para a redução do estoque disponível nos meses anteriores. Em julho, porém, o montante voltou a subir.

Como consultar
A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema.

Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

O correntista deve seguir os seguintes procedimentos:
  Acessar o Sistema de Valores a Receber;

  Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;

  Consultar a existência de valores;

  Entrar no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;

  Ler e aceitar o termo de responsabilidade;

  Conferir o valor e a instituição responsável pela devolução;

  Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas.

Quando disponível a opção Solicitar por aqui, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira.

Resgate automático
Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber. 

A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.

Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado.

Atenção aos golpes
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais.

O BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro.

Entre as principais recomendações estão:

  não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;

  não fornecer senhas ou códigos de autenticação;

  não pagar taxas para receber os valores;

  conferir a instituição responsável diretamente no SVR;

  utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.

ARTIGO: Não vamos desistir do Brasil

A indústria brasileira clama às autoridades: é preciso bom senso e responsabilidade na condução do Brasil, que vive um momento crucial. Há extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados. Tais fatos exigem uma reação institucional vigorosa, de forma justa e responsável. 

A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia. 

Nesse momento delicado, alertamos às autoridades sobre a necessidade de os próximos passos terem equilíbrio e atenção, pensando sempre no Brasil e no povo brasileiro em primeiro lugar. É preciso que cada decisão leve em conta a importância de o país buscar mais competitividade e produtividade, de preservar e criar mais e melhores empregos, de tornar o Brasil cada vez mais forte. 

A convivência social pacífica depende da atuação diária, imparcial e equilibrada da Justiça. Para lidar com o ineditismo da situação, as discussões devem ser livres, públicas e transparentes, dando ampla oportunidade para os esclarecimentos devidos. O Brasil que queremos construir precisa despertar esperança, inspirar confiança e apontar um caminho para o futuro por meio de bons exemplos. 

Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional. 

Esse é um momento decisivo de inflexão no qual cada movimento é importante para planejarmos e acreditarmos que o Brasil possa ser próspero para os jovens, com oportunidades econômicas e sociais. Precisamos e devemos manter a esperança e a fé de todos os brasileiros e brasileiras. 

Por isso, convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o país, como o estabelecimento de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes que possam garantir investimentos e crescimento econômico. Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária. 

Definitivamente, somos todos brasileiros e brasileiras e devemos continuar acreditando que vale a pena. 

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Expansão populacional em polo têxtil de SC abre mercado para R$ 450 milhões em novos lançamentos imobiliários

Conhecida nacionalmente pela forte tradição fabril na área têxtil e por um comércio atacadista e varejista altamente competitivo no setor e um pib per capita acima da média brasileira e do próprio estado, de mais de R$ 78,3 mil por habitante (IBGE), Brusque (SC) recebeu cerca de 14 mil novos moradores em apenas cinco anos, entre 2017 e 2022. O movimento ampliou a demanda por moradia e tem aberto espaço para novos projetos imobiliários. O dado dos novos moradores faz parte de diagnóstico divulgado pela Prefeitura de Brusque. A JH Marketing, agência de comunicação estratégica voltada para o segmento e que iniciou a sua trajetória no ramo do varejo contribuindo para alavancar a marca Havan (nativa de Brusque) para o cenário nacional, quadruplicou a sua operação no setor imobiliário na cidade e tem contratos que superam R$ 450 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em lançamentos previstos até dezembro de 2026.

Para Jordan Hang, fundador do Grupo JH e estrategista de marketing e vendas de renome nacional, o avanço populacional e econômico exige mais precisão na hora de definir  novos produtos. “Brusque cresce com uma base econômica muito forte e continua atraindo novos moradores. Isso cria oportunidades, mas também aumenta a necessidade de entender qual produto lançar, para quem, em que região e em qual faixa de preço. Crescer o número de empreendimentos sem essa leitura pode gerar um descompasso entre oferta e demanda”, afirma.

Nos últimos meses, a operação da JH na cidade registrou incremento de 60% no VGV de empreendimentos sob sua gestão. A empresa atua desde a análise de mercado e definição do produto, o perfil comportamental do alvo e de todos os envolvidos no processo até o posicionamento, a estratégia de lançamento, a divulgação e a estrutura comercial, física e humana dos empreendimentos. A expansão em Brusque acompanha um planejamento voltado a cidades com crescimento demográfico e econômico e que passam a exigir estruturas mais organizadas para absorver novos projetos.
“Hoje, uma operação de lançamento precisa começar muito antes da campanha publicitária. É necessário ouvir, pesquisar, analisar dados, entender o  comprador, quem pode influenciar a compra e estruturar produto, preço e comercialização de forma integrada, bem como, a ação de marketing mais adequada. Não se trata de acompanhar modas, nem de contratar a celebridade “”o momento”,  nem novos aplicativos tecnológicos, trata-se de entender o que, de fato, cabe para cada negócio. Foi esse estudo e o comprometimento que temos com nossos clientes, focados em resultados, que nos levou a ampliar a presença em Brusque e chegar a uma carteira de R$ 450 milhões em lançamentos previstos somente para a cidade até o fim do ano”, completa Jordan.

A dinâmica também aparece em outros municípios do Vale do Itajaí, onde a JH já atrai novos clientes ee monitora o crescimento. Blumenau e Indaial, por exemplo, avançam ao longo do eixo da BR-470, com loteamentos e condomínios que buscam atender a expansão das indústrias e do setor de tecnologia. 

Sobre a JH Marketing 

A JH Marketing é uma empresa brasileira especializada em gestão estratégica de lançamentos imobiliários, com foco em atender construtoras e incorporadoras para aumentar a performance e a valorização da marca. Fundada por Jordan Hang, referência nacional em marketing e vendas, a empresa desenvolve planos personalizados que integram planejamento de alta complexidade, com soluções que envolvem a tecnologia e o humano.  Atuam desde a concepção do produto até o posicionamento no mercado. Reconhecida por sua metodologia e sistemas exclusivos, a JH Marketing transforma empreendimentos em marcas desejadas e rentáveis.

Crédito: Jordan Hang

Construtora do primeiro “edifício-árvore” do Brasil apoia maior feira da construção civil de SC

Novas tecnologias, industrialização, eficiência, sustentabilidade e sistemas construtivos mais avançados estarão entre os principais temas da quinta edição da Feira Construir Aí, que ocorre de 8 a 11 de setembro, no Expocentro, em Balneário Camboriú. O evento deve reunir mais de 230 expositores, receber 35 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios. O Fischer Group, responsável pelo primeiro projeto de “edifício-árvore” do Brasil, está entre as empresas que apoiam institucionalmente a iniciativa por meio do Sinduscon de Balneário Camboriú. O apoio reforça a importância da integração entre os diferentes agentes da cadeia da construção civil para o desenvolvimento do setor.

Para o grupo, iniciativas que aproximam construtoras, projetistas, engenheiros, fornecedores e especialistas contribuem para ampliar a troca de conhecimento em um momento de evolução dos sistemas construtivos e de projetos cada vez mais complexos. A programação da Construir Aí terá, no dia 8 de setembro, a partir das 14h, palestra do botânico e paisagista Ricardo Cardim sobre natureza e sustentabilidade. Cardim também está ligado ao Auris Residenze, do Fischer Group, primeiro projeto de “edifício-árvore” do país, e é responsável pelo paisagismo das garagens e acessos do empreendimento, com seleção de espécies que leva a biofilia também a espaços tradicionalmente funcionais. Em Balneário Camboriú, esse intercâmbio ganha relevância diante de temas como eficiência energética, desempenho das edificações, paisagismo e sustentabilidade. 

“A evolução da construção civil depende da troca entre diferentes áreas e empresas. Engenharia, materiais, eficiência energética, sustentabilidade e sistemas prediais avançam quando existe um ambiente que favorece o conhecimento e integração entre os profissionais do setor. Por isso, consideramos importante apoiar iniciativas que ampliem esse diálogo e apresentem novas soluções para a construção”, afirma Thomas Fischer, diretor de operações (COO) do Fischer Group.

Essa busca por soluções técnicas aparece em projetos do grupo, como o Auris Residenze, primeiro “edifício-árvore” do Brasil. Com 26 apartamentos e mais de 130 metros de altura, o empreendimento assinado pelo escritório italiano Archea Associati foi concebido com arquitetura biofílica, fachada estrutural aparente, sistemas de renovação de ar, reaproveitamento de águas cinzas e pluviais e soluções projetadas para reduzir em até 42% o consumo de ar-condicionado. O projeto segue padrões internacionais das certificações WELL e LEED.

O portfólio do Fischer Group inclui ainda o Terraço Boa Vista, além de novos projetos que devem ser apresentados ao mercado nos próximos meses e que refletem a atuação da empresa no desenvolvimento de empreendimentos residenciais sustentáveis e de alto padrão em Balneário Camboriú. “Nosso objetivo é que cada novo projeto incorpore aprendizados técnicos, soluções mais eficientes e uma leitura cada vez mais atual das transformações da construção civil e das cidades”, conclui Thomas Fischer.

Sobre o Fischer Group
Focado em projetos ousados e visão empreendedora marcada por gerações, a história do Fischer Group tem relação direta com o desenvolvimento da cidade catarinense de Balneário Camboriú, e iniciou na década de 50 com a inauguração do primeiro hotel de luxo da cidade, o Hotel Fischer, um marco para hotelaria local e nacional na época e que recebeu grandes personalidades públicas e celebridades. A marca Fischer seguiu em renovação e, por meio de especializações e estudos intensos no Brasil e no exterior, trouxe na terceira e na quarta geração, a missão de propagar o “novo luxo” diretamente relacionado à qualidade de vida.  Por meio de parcerias com grandes marcas da construção civil, executou empreendimentos diferenciados e de alto padrão como o Terraço Boa Vista e o Fischer Dreams, que está sendo erguido no mesmo local do antigo hotel, além de estar desenvolvendo projetos como o Casa Cubo e o Casa Estaleiro. Auris Residenze entra no mercado como uma “obra-prima da arquitetura viva" e consolida ainda mais o Fischer Group no mercado de empreendimentos ao estilo “boutique”.
https://aurisresidenze.com/ | https://www.fischergroup.com.br/

 

Pacto Verde exige adaptação da indústria para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão transformando sustentabilidade, rastreabilidade e transparência em requisitos para empresas que desejam acessar ou permanecer em cadeias de fornecimento do mercado europeu. Para a indústria catarinense, o movimento exige preparação, especialmente de setores exportadores e de empresas que exportam componentes, matérias-primas e produtos para clientes europeus.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Um dos principais instrumentos dessa transformação é o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR). A ferramenta funcionará como uma identidade digital do produto, reunindo informações verificáveis sobre aspectos como composição, origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, reparabilidade e possibilidade de reutilização e reciclagem.

Na prática, mesmo empresas que não exportam diretamente para a Europa podem ser demandadas por seus clientes a fornecer informações sobre seus produtos e processos para que eles atendam às exigências europeias.

Setores catarinenses precisam se preparar
As exigências serão implementadas gradualmente e abrangem segmentos com forte presença em Santa Catarina, como têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, entre outros.

O impacto vai além da adequação ambiental. As empresas precisarão ter capacidade de rastrear informações, organizar dados e comprovar características dos produtos, o que envolve também fornecedores e demais integrantes da cadeia produtiva.

Como se adequar
A preparação deve começar antes da entrada em vigor das exigências para cada setor. Entre as principais medidas estão:

- Mapear a cadeia de fornecedores e a origem das matérias-primas, ampliando a rastreabilidade;
- Estruturar e digitalizar dados sobre produtos, processos e impactos ambientais;
- Medir e reduzir a pegada de carbono, com investimentos em eficiência e descarbonização;
- Adequar produtos aos princípios de economia circular, como durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
- Garantir que as informações possam ser comprovadas, evitando declarações de sustentabilidade sem respaldo técnico.

Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Indústria de transformação recua e acende alerta para 2026

O desempenho da indústria de transformação no segundo trimestre de 2026 reforça o cenário de perda de espaço da indústria na economia brasileira e acende um alerta para

os próximos meses. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta os juros elevados e o avanço das importações como alguns dos principais fatores por trás do resultado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação recuou 0,4% no segundo trimestre. Considerando os quatro trimestres encerrados no período, a queda chega a 1,1%. Em 2025, o setor já havia registrado retração de 0,2%.

Para a CNI, o desempenho negativo reflete principalmente o impacto das taxas de juros ainda elevadas, mesmo diante do processo de flexibilização da Selic, e a entrada crescente de produtos importados no mercado brasileiro.

O volume de importações de bens de consumo aumentou 16% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Os juros altos desestimularam os investimentos, encareceram o crédito aos consumidores, aumentando o endividamento e a inadimplência das pessoas e, consequentemente, restringiram a demanda por bens industriais. Esse quadro se agrava com a forte entrada das importações, que acabam por capturar grande parte dessa demanda em queda”, avalia Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Indústria extrativa evita resultado ainda pior


O desempenho negativo não ficou restrito à indústria de transformação. No segundo trimestre, a indústria da construção também recuou 0,4%, enquanto o segmento de eletricidade e gás, água e esgoto registrou queda de 1,1%.

O resultado geral da indústria só não foi negativo devido ao desempenho da indústria extrativa, único segmento a apresentar crescimento no período, com alta de 3,4%. O avanço da atividade extrativa, porém, não foi suficiente para compensar as perdas dos demais segmentos e mudar o cenário de enfraquecimento da indústria de transformação.

Outro ponto de preocupação para a CNI é a perda de competitividade dos produtos nacionais diante do avanço das importações. Segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente, a demanda por bens produzidos no Brasil caiu 1,2% em 12 meses até maio de 2026. No mesmo período, a procura por produtos importados aumentou 2,6%.

O movimento ocorre em um momento de retração do consumo das famílias. De acordo com o IBGE, o consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre. Para a CNI, a combinação entre menor demanda e aumento da participação dos produtos estrangeiros amplia a pressão sobre a indústria brasileira.

A retração do consumo também chama atenção porque ocorre apesar do crescimento contínuo da massa de rendimento das famílias. Para a entidade, o comportamento indica que parte da renda disponível está sendo comprometida com outras despesas, especialmente com o pagamento de dívidas.

CNI vê cenário de maior incerteza para o restante do ano


As perspectivas para a indústria de transformação são consideradas preocupantes pela CNI. Além dos juros e da concorrência com produtos importados, a entidade cita medidas que, em sua avaliação, podem ampliar as incertezas para o setor produtivo.

Entre elas estão a redução da jornada de trabalho, a eliminação do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 e o tabelamento do frete. Diante desse cenário, a CNI avalia que poderá revisar a projeção de crescimento de 0,5% para a indústria de transformação em 2026, estimativa feita no final do ano passado.

A eventual revisão para baixo refletiria a combinação de demanda mais fraca, custos elevados de financiamento, menor competitividade e aumento da participação dos produtos importados no mercado brasileiro.

Na avaliação da CNI, a flexibilização da taxa de juros é uma medida correta, mas ainda insuficiente diante do elevado nível das taxas praticadas no país. A entidade também defende uma agenda estrutural de competitividade como forma de recuperar espaço para a indústria nacional.

Nesse sentido, a redução do chamado Custo Brasil e a criação de condições mais equilibradas de competição com produtos estrangeiros são apontadas como medidas essenciais para fortalecer a produção brasileira.

Para a CNI, a recuperação da indústria depende não apenas de condições financeiras mais favoráveis, mas também de mudanças estruturais capazes de reduzir custos, estimular investimentos e melhorar a capacidade de competição das empresas brasileiras.

O desempenho do segundo trimestre, portanto, reforça o desafio de evitar que a perda de participação da indústria na economia brasileira se aprofunde ao longo de 2026.

Aproveite: Bombinhas reduz temporariamente ITBI para 2%
A Prefeitura de Bombinhas, por meio da Secretaria de Finanças, informa que está vigente a redução temporária da alíquota do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para 2%. O benefício é válido para pagamento em parcela única, conforme os prazos estabelecidos pela legislação municipal.
 
Para aproveitar a alíquota reduzida, o contribuinte deverá requerer a Declaração de Informações do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (DITBI) juntamente com a guia de recolhimento até o dia 19 de novembro de 2026. A partir do lançamento tributário, a guia terá vencimento de até 10 dias, respeitando o prazo máximo definido pela legislação.
 
Dessa forma, o pagamento deverá ser realizado até 23 de novembro de 2026, data limite para a utilização da alíquota de 2%. O não cumprimento dos prazos estabelecidos resulta na perda definitiva do benefício.
 
Se necessário, a guia poderá ser reemitida, desde que a solicitação seja feita antes do pagamento e dentro do prazo do benefício.
 
A alíquota reduzida de 2% é válida até 23 de novembro de 2026. Fique atento aos prazos para garantir o benefício.
 
ATENÇÃO AOS PRAZOS
 
DITBI e guia de recolhimento: até 19 de novembro de 2026
Pagamento do ITBI: até 23 de novembro de 2026
Alíquota reduzida: 2%
Ambiental lança campanha para facilitar consulta à Tarifa de Coleta de Lixo em Itajaí
Ambiental lança campanha “Itajaí bem cuidada dá gosto de ver!”. O objetivo é orientar a população sobre a Tarifa de Coleta de Lixo. Moradores que mudaram de endereço, proprietários de imóveis que estão com novos inquilinos ou pessoas que não receberam a Tarifa de Coleta de Lixo neste ano devem verificar e, se necessário, atualizar os dados cadastrais. O procedimento pode ser realizado pelo site da ambiental, telefone 0800 000 2675 ou Whats App: (47) 99963-5900.
 
Manter o cadastro atualizado é importante para que as informações relacionadas à tarifa cheguem corretamente ao responsável pelo imóvel. Também é possível consultar débitos, emitir a segunda via e buscar orientações sobre a cobrança. O não pagamento dentro do prazo pode gerar juros e deixar débitos vinculados ao imóvel. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato gratuitamente pelo telefone 0800 000 2675.
Arrecadação com imposto do pecado deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como "imposto do pecado", deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
O tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre eles estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, além da extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O governo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.

Produtos taxados
A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:

    Cigarros e outros produtos de tabaco;

    Bebidas alcoólicas;

    Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;

    Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;

    Extração de bens minerais;

    Loterias e apostas;

    Bets e fantasy sports.

Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.

Em entrevista coletiva para explicar o PLOA de 2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estimativa de arrecadação busca preservar a carga atual incidente sobre setores que são tributados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No caso das apostas, a tributação será uma novidade, porque as chamadas bets não estão sujeitas ao IPI. Segundo Durigan, o governo pretende evitar uma alíquota tão baixa que seja irrelevante ou tão alta que estimule a migração das plataformas para a ilegalidade.

Impacto na saúde
O governo utiliza também argumentos relacionados aos custos provocados pelo consumo desses produtos para justificar a tributação.

Segundo o Ministério da Saúde, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que o consumo de álcool gerou, em 2019, R$ 18,8 bilhões em custos. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a despesas federais diretas com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS.

No caso do tabagismo, as doenças relacionadas ao consumo de cigarros geram R$ 153,5 bilhões em custos anuais, segundo estimativa do Ministério da Saúde. O valor inclui despesas diretas e perdas de produtividade.

Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram ainda que:

    R$ 86,3 bilhões são custos indiretos associados ao tabagismo;

    R$ 8 bilhões são arrecadados anualmente em tributos federais sobre cigarros;

    R$ 3 bilhões são os custos estimados ao SUS com doenças relacionadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes.

Reforma tributária
O Imposto Seletivo integra o novo sistema de tributação sobre o consumo aprovado pelo Congresso em 2023 e regulamentado posteriormente. A implementação ocorrerá de forma gradual, com transição prevista até 2033.

A partir de 2027, o IS passará a coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No Orçamento de 2027, o governo estima R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS. Somados aos R$ 41,9 bilhões previstos para o Imposto Seletivo, os dois novos tributos devem gerar R$ 677,9 bilhões no próximo ano.

A previsão de receitas com os novos tributos é considerada importante para o equilíbrio das contas públicas durante a transição para o novo modelo tributário.

Críticas do setor
Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto Seletivo alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil.

Representantes do setor avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.

O governo, por outro lado, sustenta que o Imposto Seletivo terá não apenas função arrecadatória, mas também regulatória, justamente para reduzir o consumo de produtos com impactos negativos sobre a saúde e o meio ambiente.

Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix.
O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.

O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.

Dois prazos
Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias:

    Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED;

    Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.

A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix.

Golpe contra lojistas
A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix.

O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.

Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.

Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.

Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.

Como funciona
O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix.

Não estão incluídos casos como:

    arrependimento de uma compra;

    erro de valor cometido pelo próprio usuário;

    erro na escolha da chave Pix;

    simples desacordo comercial sem indício de fraude.

Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.

Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.

MED 2.0
A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução.

Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.

O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.

Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível.

Se cair no golpe
Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio.

Também é importante guardar:

    comprovante da transferência;

    conversas e mensagens;

    anúncios ou documentos relacionados à negociação;

    dados da conta que recebeu o dinheiro;

    outros registros que possam comprovar a fraude.

Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

Quais são os benefícios do uso do gás natural em indústrias?

O gás natural pode contribuir para diferentes etapas da operação industrial, desde o fornecimento de energia para processos térmicos até a gestão de espaços, logística e manutenção. Distribuído por meio de uma rede canalizada, é fornecido de forma contínua, sem a necessidade de armazenamento de combustível no local de consumo.

Uma das principais características do gás natural é a possibilidade de fornecimento contínuo. Diferentemente de combustíveis que precisam ser transportados e armazenados na indústria, o gás natural chega diretamente aos equipamentos por meio das tubulações que compõem a rede de distribuição, permitindo abastecimento contínuo durante a operação. O modelo também elimina a necessidade de controlar estoques e programar entregas de combustível.

A distribuição canalizada contribui ainda para a segurança e a praticidade da operação. Com a redução da necessidade de tanques, centrais de gás e áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, o espaço fabril pode ser utilizado para outras finalidades. A ausência de operações frequentes de abastecimento também reduz a circulação de veículos dentro e no entorno das unidades industriais.

Eficiência e controle nos processos

A composição do gás natural permite regulagens mais estáveis nos queimadores, facilitando o controle da combustão e a automação dos processos. O combustível apresenta alto rendimento térmico e permite alcançar curvas de temperatura com rapidez e estabilidade, características relevantes para atividades industriais que dependem de controle preciso da temperatura.

A combustão também pode contribuir para a redução da necessidade de manutenção dos equipamentos e para a diminuição do tempo de parada das máquinas. Como o fornecimento é contínuo, a operação não depende de entregas periódicas de combustível, o que favorece a continuidade dos processos produtivos.

Em segmentos como cerâmica, vidro, metalomecânica e alimentos, o controle das condições de combustão pode contribuir para a padronização do processo e para a qualidade do produto final. Por apresentar uma combustão mais limpa e praticamente não gerar cinzas ou resíduos sólidos, o gás natural também pode contribuir para reduzir depósitos e incrustações nos equipamentos, diminuindo determinadas necessidades de limpeza e manutenção.

Mais espaço e menos logística

Outro benefício está relacionado à logística. Como o gás natural é transportado por uma rede subterrânea, a indústria não precisa manter áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, como lenha, GLP, óleo combustível ou outros. Também são reduzidas as operações relacionadas ao recebimento e reabastecimento desses produtos.

A liberação de áreas antes ocupadas por tanques e estoques pode permitir uma utilização mais eficiente do espaço fabril. Ao mesmo tempo, a redução do transporte rodoviário de combustíveis reduz a circulação de veículos associados ao abastecimento dentro e no entorno das unidades industriais.

Segurança e meio ambiente

O fornecimento canalizado reduz a necessidade de armazenamento de grandes volumes de combustível na indústria. Assim, como o gás natural é mais leve que o ar e, em ambientes adequadamente ventilados, tende a se dispersar em caso de vazamento. Como qualquer combustível, seu uso exige instalações projetadas, equipamentos adequados e procedimentos de segurança.

Do ponto de vista ambiental, a combustão do gás natural apresenta menores emissões de material particulado, óxidos de enxofre e outros poluentes atmosféricos em comparação com combustíveis mais intensivos em impurezas, como alguns combustíveis sólidos e líquidos. O gás natural também apresenta menor intensidade de emissões de CO2 por unidade de energia em comparação com demais combustíveis intensivos em carbono.

Um modelo de fornecimento contínuo

Além dos aspectos operacionais, o modelo de fornecimento permite maior previsibilidade na gestão energética da indústria, em que a indústria paga pelo volume efetivamente consumido, sem a necessidade de manter estoques de combustível. Em Santa Catarina, a distribuição é realizada pela SCGÁS por meio de uma rede canalizada, com atendimento aos clientes e suporte operacional. Assim, facilita o acompanhamento do consumo e o planejamento energético da unidade, permitindo que a indústria concentre seus esforços em sua atividade principal e reduza a complexidade associada à gestão de combustíveis.

Com fornecimento contínuo, controle dos processos térmicos, menor necessidade de armazenamento, redução de operações logísticas e maior previsibilidade operacional, o gás natural é uma alternativa para indústrias que buscam maior eficiência, estabilidade e praticidade na gestão energética.

Editora Bittencourt