
Quando a gente fala de comércio exterior, não existe mágica. Existe histórico, reputação sanitária, confiança construída com anos de embarques consistentes e sem sustos. Santa Catarina está colhendo o que plantou. Depois de dominar as exportações de frango e suínos para mercados exigentes como o Japão, agora o estado mira um novo degrau: a carne bovina.
Não é só mais uma pauta de exportação. É um movimento estratégico que reforça a posição de SC como um dos players mais respeitados do agro brasileiro. O Japão não abre portas fácil. Estamos falando de um mercado que exige rastreabilidade, sanidade e um compromisso quase religioso com o controle de qualidade. E Santa Catarina vem entregando isso há décadas.
Santa Catarina avança para abrir mercado de carne bovina no Japão
Santa Catarina está em plena ofensiva diplomática e comercial para obter a habilitação de exportação de carne bovina ao Japão. A missão oficial ao país asiático começou no último dia 13 de junho e deve durar 10 dias, com agendas estratégicas com autoridades japonesas, investidores e grandes grupos corporativos.
O governador Jorginho Mello, liderando a comitiva, reforçou o pedido no Ministério da Agricultura do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, buscando fazer de SC o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão.
Com um histórico sólido: o estado já lidera as exportações de carne de frango para o Japão e ocupa o 3º lugar nas exportações de carne suína. Só em 2024, foram mais de 148 mil toneladas de frango e 93 mil toneladas de carne suína embarcadas para o mercado japonês.
O grande trunfo catarinense? O status sanitário. Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida como zona livre de febre aftosa sem vacinação, além de ter os menores índices de tuberculose e brucelose bovina do país e 100% do rebanho identificado individualmente.
Durante o evento “SC Day” em Tóquio, o governo catarinense também buscou atrair investimentos para o setor logístico. Um dos principais anúncios foi um protocolo de intenções com a gigante japonesa Marubeni, para aportes no Porto de São Francisco do Sul. O objetivo: dar conta da futura demanda e garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo das exportações.
Além da carne bovina, a missão busca ampliar as exportações de pescados, fortalecer os laços comerciais com o Japão e posicionar Santa Catarina como um polo internacional de excelência agroindustrial.
Como especialista, só digo uma coisa: esse é o tipo de iniciativa que mostra como o comércio exterior de verdade se faz. Não é discurso bonito, é trabalho de bastidor, construção de confiança e um jogo de longo prazo. Santa Catarina está jogando certo.
Por: André Queiróz





