sábado, 19 de outubro de 2019
25/07/2007

Boas novas para os calçadistas


Iniciado em maio de 2007, o pleito brasileiro de aumentar de 20 para 35% a alíquota do imposto de importação recebe a aprovação dos demais membros do Mercosul. Aprovada inicialmente por Argentina e Paraguai, a proposta brasileira aguarda a posição uruguaia. Após uma rodada de negociações em Montevidéu, os uruguaios anunciaram nesta terça-feira, 19 de julho, a aceitação à proposta brasileira.

Na prática, com o aceite dos membros do Mercosul ao aumento, a nova alíquota passará a fazer parte da TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) após ser sabatinada pelos ministros das relações exteriores de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, em reunião a ser realizada por teleconferência.

O anúncio foi bem recebido pelos produtores. O setor protesto a queda de competitividade de seus produtos em detrimento da queda na taxa de câmbio Real – Dólar e na avalanche dos calçados chineses no mercado regional. Por outro lado, a postura do bloco cria arestas internacionais, ao chocar-se com negociações correntes no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), como a redução das alíquotas máximas globais.

Notadamente, a postura do bloco é legítima e legal. Todo e qualquer país do mundo tem direito, baseado nos acordos da OMC, a proteger os setores de sua economia que sejam alvo de concorrência desleal. A estratégia brasileira, de não adotar o aumento unilateralmente mas sim negociar a incorporação à TEC, reforça a importância política da medida. Uma postura firme, de cunho consensual, reforça a imagem política do bloco.

Todavia, conforme já discutido em outros artigos, esta medida está longe de ser a salvação para o setor. Investimentos em capacitação técnica, equipamentos, pesquisa e desenvolvimento devem ocorrer para tornar o setor competitivo. Neste sentido, um exemplo positivo, e que deve ser ampliado, é o anúncio da APEX-Brasil que deve investir R$ 12 milhões em projetos ligados ao desenvolvimento da capacidade exportadora de empresas do setor de calçados nacional. É isso que se espera dos calçadistas e do Governo; que aproveitem a “trégua” na competição interna para desenvolver o setor e estar apto a competir internacionalmente.






Safra da esperança

Por José Zeferino Pedrozo
Além da importância para a segurança alimentar do País, o setor primário em geral e a agricultura em particular têm uma capacidade extraordinária de gerar respostas econômicas. Por isso, importantes lideranças nacionais vêm defendendo uma estratégia de Estado – e não apenas de governo – para o agronegócio brasileiro, como a saída mais rápida e mais viável da crise em que se meteu o Brasil.

Ex-tarifário e seus benefícios

Por Milton Lourenço
– Não há dúvida que a falta de confiança no governo Dilma Roussef, causada por incertezas relacionadas à área fiscal, foi o principal fator que levou a economia brasileira para baixo. Agora, com a retomada da confiança pelos investidores após o seu afastamento, já se desenha no horizonte um processo de recuperação pelo qual o País deverá passar nos próximos anos.

Sem pacificação não vamos a lugar nenhum

Por José Zeferino Pedrozo
O recém-encerrado processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, agora em caráter permanente, exige uma avaliação isenta e escoimada de apegos ideológicos. De um lado, é necessário reconhecer que as instituições republicanas revelaram-se suficientemente fortes e maduras para cumprir rigorosamente os preceitos constitucionais e o rito definido pelo Superior Tribunal Federal.

O fim do TTIP e o Brasil

Por Milton Lourenço
Por enquanto, o Brasil pode respirar aliviado não só pelo fim definitivo do ciclo que marcou a permanência do lulopetismo no poder e as graves consequências que redundou na economia do País como também pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE) para a formação do Transatlantic Trade and Investiment Partnership (TTIP), ou apenas Parceria Transatlântica, que, se formalizado, iria abarcar, mesmo sem a China, mais de 75% do comércio de bens do planeta.

Gestão e infraestrutura

Por Mário Lanznaster
Existem muitas coisas que os agentes econômicos em geral e os empresários em particular estão tendo cada dia mais dificuldade em tolerar. Uma delas é a crônica má gestão que impregna todo o setor público, incluindo a administração indireta e as empresas de economia mista, e que se revela pelo desperdício de dinheiro público, pela corrupção e pela ineficiência generalizada.

Quando as pessoas colocam os processos empresariais em risco

Por Outros
“A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. O segundo é poder confiar em quem trabalha com você.”

O que há por trás da crise no Mercosul

Por Milton Lourenço
Um balanço sobre os prejuízos causados à Nação pelo ciclo de 13 anos, três meses e 24 dias de lulopetismo ainda está para ser feito e só será completado, provavelmente, quando as suas principais figuras já estiverem apenas nos livros de História, mas, desde já, não custa assinalar algumas das decisões erráticas que marcaram seus três governos e meio. Uma delas foi o apoio à entrada da Venezuela no Mercosul em 2012, decisão eminentemente política, pois o Brasil à época já havia assinado um acordo com os venezuelanos que garantia as mesmas tarifas do bloco, o que pouco afetaria a relação comercial entre os dois países.

Crédito rural e sua importância como política pública para o Brasil

Por Mário Lanznaster
Nas Nações evoluídas, a agricultura e o agronegócio são considerados áreas essenciais que merecem apoio e proteção especial do Estado, tendo o crédito rural subsidiado como uma das mais eficientes políticas de apoio. Nos últimos tempos, esse tema tem sido objeto de grande preocupação para o agronegócio brasileiro. A crise econômica impactou fortemente na disponibilidade de recursos. De um lado, houve redução de disponibilidade de recursos pelas instituições financeiras, em razão da queda da poupança e dos depósitos à vista que, somado à elevação dos juros (necessário para melhor equação dos gastos públicos com os subsídios), encareceu o financiamento da produção.

Quando as pessoas colocam os processos empresariais em risco

Por Daniel Gobbi Costa
“A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. O segundo é poder confiar em quem trabalha com você.”